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Profissão: motorista dos filhos

4 set

Depois que os filhos crescem, muitos trabalhos deixam de existir mas, outros vão surgindo. A lista de compromissos e eventos sociais cresce progressivamente e nós, mães de adolescentes, nos tornamos motoristas profissionais.

Eles começam a crescer e, ao mesmo tempo, a nossa paz desaparece. Espero que seja temporária esse momento de desassossego. Levar e buscar na escola é o mínimo a fazer por eles. Essas são atividades fixas e, conseguimos ajustar as nossas agendas para que elas se encaixem perfeitamente. O problema está nas atividades extras: ensaios, grupos de estudo, passeios, encontro com amigos, cinema com o namorado, etc.

Se conseguirmos cumprir a função de motorista para atender a todas as atividades sugeridas nos tornamos verdadeiras escravas dos horários desses jovens. É importante limitarmos o número de eventos e mostrar a eles as nossas necessidades para que compreendam que não somos seus empregados.

A função de levá-las e buscá-las me dá muito prazer. Gosto de acompanhar o ritmo das meninas e de me enturmar com os amigos, saber de tudo o que acontece com eles. Gosto de ser a mãe boazinha, amiga dos amigos, participativas e nada careta. Levo e pego, dou carona e nem reclamo. Mas, se começam a abusar, puxo o freio de mão e digo não.

Bjs

Nanda

Dever de casa

17 ago

Quando pequena, me lembro que não dava trabalho para fazer as tarefas de casa passadas pela escola. Cumpria as minhas obrigações sem que ninguém precisasse mandar. 

Porém, nos dias de hoje, me desgasto muito com minhas filhas para que todas as obrigações sejam cumpridas. Até que Bia dá conta das coisas dela sozinha. A minha cobrança só está relacionada aos resultados. O dia do boletim é sempre um dia difícil.

Já com Duda, a história é outra. Trezentas vezes que eu mande ela fazer o dever, trezentas vezes ela me dirá que está indo. A má vontade, a falta de foco e vontade tomam conta dela e nada sai bem feito. A diferença são os resultados maravilhosos e o boletim de invejar qualquer aluno.

O que acho mais chato disso tudo é ficar corrigindo dever e ser obrigada a lembrar de assuntos que estudei no século passado.

Bjs

Nanda

Matando a saudade 

4 jul

Quando sentimos saudade de alguém ficamos com vontade de ver essa pessoa, de abraçá-la e de enchê-la de carinho. Imagina, então, se essa pessoa é a nossa filha!

Vinte dias longe e a saudade não cabe no peito. A vontade que tenho é de apertá-la, cheirá-la e conferir se não falta nenhum pedaço.

Quero saber de todas as novidades, experiências vividas, micos sofridos e desafios vencidos. Quero saber de tudoooooo.

Quero ter certeza que ela soube se virar, resolver seus problemas, ser dona do próprio nariz. 

Enfim, quero lamber a cria, curtir a filhota, fazer suas vontades e enchê-la de mimo!

Com licença…

Bjs

Nanda

Forma de falar dos adolescentes 

29 jun

Se queremos ficar próximos dos nossos filhos temos que fazer parte do mundo deles. Entender a linguagem deles é o principal item para o início de um bom relacionamento.

“Se liga na deles, mano!”, “Pô, véio!”, “Vou mitar”, “Estou divando!”, “Eles não estão namorando, estão ficando.”, “Olha a treta!” É assim por diante…

Quem não se atualiza fica de fora da conversa e, consequentemente, da vida dos adolescentes. Não adianta usar as gírias do passado pois estaremos pagando o maior mico.

Faço questão de tentar falar no mesmo idioma que eles e me conter no palavreado antigo. Nada de “tudo jóia!”, “maior barato”, “numa nice”, ou chamar um menino de “broto”! Afinal de contas, longe de mim querer pagar um “King Kong desses”!

Bjs

Nanda

Férias escolares 

21 jun

Por um lado, as férias escolares nos traz o descanso tão sonhado. Nada de acordar tão cedo, engarrafamentos horrorosos, estresse para fazer a meninada cumprir os horários e, distância da supervisão da tarefa de casa.

Por outro lado, precisamos nos multiplicar para arranjar uma programação diária que cumpra o papel de ocupar o tempo ocioso dos pequenos e ensinar alguma coisa de útil que eles possam aprender.

Cinema, teatro, clube, shopping e casa de amigos não bastam para entreter a criançada. Um bom livro, um filme na TV e boa música servem para ajudar na distração. Vários jogos de tabuleiro ou mesmo, da Internet também colaboram na difícil missão.

E a quantidade de lanchinhos superam o orçamento de um mês normal. Vamos colocar esses pirralhos para agitar o corpo???

Bjs

Nanda 

Casa vazia

20 jun

Basta um membro da família viajar e toda a família sente falta. A casa fica mais vazia, menos barulhenta, menos alegre.

Gosto da confusão diária, do movimento de entra e sai, das conversas em alto volume, da energia de todo mundo junto. Gosto do estresse de mandar Bia estudar, chamar Duda para almoçar, pedir a Bia para sair do telefone e gritar para Duda baixar o som da TV.

Agora que Bia está viajando, tudo está mais silencioso, quieto, vazio… Duda, sozinha, não está conseguindo manter a bagunça e a vibração da rotina diária. Tudo está tão calminho que já estou sentindo falta da barulheira constante.

Não vejo a hora para minha filha voltar e ocupar o seu lugar na bagunça novamente.

Bjs

Nanda 

Independência dos filhos

19 jun

Quando os filhos crescem e vão aprendendo a voar nos deixam de cabelos arrepiados apenas pelo fato de que, em breve, eles deixarão as nossas asas.

Nesse momento, precisamos ficar de olhos abertos, atentos aos movimentos e aguardando o momento de ajudá-los, quando gritarem por socorro. Não podemos fazer todo o esforço por eles senão, estaríamos dificultando o processo de aprendizagem.

Nossa obrigação é prepará-los para a vida, deixando que eles caiam, batam a cabeça e, por fim, aprendam com seus próprios erros. E, consequentemente, construam o seu próprio caminho.

O difícil é conseguir ficar de palanque, observando erros que já cometemos, dificuldades que já superamos e assistindo um processo de amadurecimento que já vivemos.

Essa é a difícil missão dos pais…

Bjs

Nanda

Educação dos filhos

29 maio

Quem dera existisse uma receita básica para determinar como devemos educar os nossos filhos. São tantas as dúvidas e questões que, muitas vezes nos sentimos perdidos e sem ter a mínima ideia de como devemos agir.

Determinar o que eles podem ou não fazer em cada faixa etária é sempre um dilema pois, os jovens querem fazer de tudo um pouco e, cada vez, mais.

Uma boa tática que costumo usar é retroceder no tempo e lembrar o que eu fazia quando tinha a mesma idade. Afinal de contas, trinta anos depois, o mundo evoluiu e as coisas não ficaram mais tão caretas como eram.

Gosto muito da forma de pensar do jovens que, deixam o preconceito de lado e respeitam a forma de ser de cada um. Nada de tabus, apelidos ou bullying sobre os tipos de comportamento, tal como existia em minha época de adolescente.

Resta a nós, pais, acompanhar a evolução dos tempos, abrir a mente e, definir com bom senso a forma correta de educar cada filho. E, claro, acompanhar o desenvolvimento, fazer os ajustes necessários e torcer para que o resultado dê certo.

Bjs

Nanda

Amor de mãe 

22 maio

Sempre ouvi dizer que amor de mãe é incondicional mas, nunca soube muito bem o que isso quer dizer. Até o dia em que fui mãe pela primeira vez…

O amor de mãe para filho é um sentimento maior, sem limites, sem pudor e nem preconceito. Amamos sem olhar como, por que e para que. Não importa se somos retribuídas ou não, se somos recompensadas ou não, se somos respeitadas ou não.

Não julgamos, não avaliamos e não recriminamos os nossos filhos. Amamos cada um deles do jeito que são. Não importa se eles são motivos de orgulho ou não, se são pessoas de bem ou não, se nos matam de vergonha ou não.

Amor de mãe é assim, incondicional pois significa que não exigimos nada em troca. Só quem já é mãe entende como ele é.

Bjs

Nanda 

Gincana escolar

19 maio

Na minha época, a gincana se resumia em um fim de semana, quando as tarefas eram propostas e os gincanistas cumpriam as metas em pouquíssimo tempo. Nada era muito preparado, perfeito ou planejado nos mínimos detalhes.

A gincana dos tempos atuais começa 30 dias antes da data prevista. São milhões de tarefas que precisam ser cumpridas ao longo do mês. Uma completa correria de desconcentração dos estudos.

Arrecadação de materiais para doações, ensaios diários para as danças de abertura e encerramento, montagem de uma casa do suspense, bem assustadora e, outras tantas que sequer tomei conhecimento.

Nesse período, estudo que é bom vai pro “beleléu “!

Nem preciso comentar que estou doida para essa gincana acabar.

Bjs

Nanda