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O peso do terceiro

4 fev

Quando eu estava no ensino médio, me preparando para o vestibular, li o texto que um amigo escreveu e resolvi guardar para mostrar às minhas filhas quando chegasse o momento delas. E este momento chegou…

Esse é um texto que todos os jovens do ensino médio deveriam ler. Boa sorte!

“ Alguém disse certa vez que um vestibulando se assemelha bastante a um presidiário, encerrado dentro de si mesmo, preso por suas expectativas e pelas cobranças da sociedade. Contudo ao se analisar mais profundamente a questão, conclui-se que é durante o terceiro ano que o indivíduo trava o primeiro contato com a realidade que o cerca, se posicionando diante dela, começando a aprender a ser livre; não daquela maneira simples e irresponsável com a qual estávamos acostumados, mas sim algo maior, mais consciente, mais nobre.

Por ser um ano decisivo e definitivo, o terceiro ano traz consigo uma carga emocional muito grande e é a partir dela que se caracteriza o vestibulando. Este indivíduo é geralmente (ou se comporta como) neurótico, sendo capaz de em poucos minutos passar de uma efusiva alegria ao mais completo estado de desânimo e vice-versa, bastando para isso constatar se a resposta do exercício de matemática está certa ou não.

Durante o terceiro ano, o aluno é submetido a três tipos básicos de estado de espírito, são eles: 1) de abril a maio; à disposição é a tônica do período, não se medem sacrifícios, quanto mais assuntos para estudar melhor, nada parece ser suficientemente forte para cansar ou desanimar o aluno, sua fé no ingresso na faculdade é inabalável. É o melhor momento para que o professor conte piadas ou encerre a aula mais cedo. Se por acaso o mestre faltar ao trabalho é ovacionado com entusiasmo e recebe honra de chefe de estado; 2) de julho a setembro: aparecem os primeiros sinais de cansaço, ir para aula é um sacrifício insuportável, a preguiça já domina o aluno e com ela o desejo de que o vestibular comece logo. São comuns os comentários do tipo: “… perdendo ou passando que venha e acabe com essa chatice de estudar todo dia”; em outubro não há tempo propício para se pensar em qualquer coisa; 3) de novembro a dezembro: aparece o medo. Da fé e da auto-confiança do início do ano não se percebem nem vestígios, cada minuto da aula torna-se precioso. Os alunos que, durante o ano, não estudaram arrependem-se, deixam de frequentar as aulas e passam a estudar em casa em tempo integral (inclusive à noite). Na sala, ninguém se atreve a conversar, as brincadeiras do início do ano são banidas, afinal interrupções atrapalhariam a aula, o programa poderia atrasar, não daria tempo de estudar tudo para o vestibular e isso é pior do que a morte para um vestibulando. É recomendável aos professores que evitem encerrar as aulas mais cedo ou pior, que faltem ao trabalho, sob pena de serem “processados”, proliferam comentários do tipo: “… se eu perder eu juro que mato este infeliz!” A partir deste estágio, a neurose atinge o grau máximo e os “bate-papos” só giram em torno do seguinte: “ontem só consegui estudar até às 2 da madrugada, se eu não deixar de ser preguiçoso vou terminar perdendo o vestibular!”, um outro sugere: “… tem gente (ele próprio já o fez, mas um vestibulando que se preza nunca assume a sua neurose) que toma café com coca-cola e fica acordado a noite inteira, dizem que é até gostoso!” Criam-se ditados que são encarados como verdades absolutas, tais como:”o melhor dia para se estudar é um domingo de manhã ensolarada, pois os concorrentes estão na praia”, ou pior:”a melhor maneira de se decorar uma apostila de história é lê-la em voz alta em um ônibus lotado, chamando a atenção do maior número de pessoas possível, pois a única solução para não morrer de vergonha é se concentrar totalmente na leitura “.

O tempo passa e chega o grande momento. No local das provas o vestibulando se depara com uma multidão dê concorrentes, todos com o mesmo sonho e pensa: “por que minha alegria deve ser conseguida à custa da tristeza de tantos? Por que nem todos (e talvez até eu) não terão direito de concretizar seus sonhos?”, está aí a principal consequência do terceiro ano: o amadurecimento obtido através do primeiro contato efetivo com a realidade, tem-se noção da responsabilidade que recebemos, mesmo antes de saber o resultado, compreendemos a nossa missão e nos sentimos responsáveis e obrigados a cumprí-la.

Sérgio Oliveira (vestibulando de 1989 e aprovado na UFBA em Medicina)

Bjs

Nanda

Dia do aluno Marista

15 ago

Sempre me lembro da minha época de escola. Foi um período marcante em minha vida. Momento de muitos amigos, de construção de minha personalidade, do meu caráter e da maior parte de minhas lembranças.

Hoje é comemorado o dia do aluno Marista e eu tenho orgulho de ter estudado lá, naquela escola centenária, cheia de regras a seguir, com a orientação de irmãos seguidores da ordem.

Deixo aqui os meus parabéns a todos os meus colegas Maristanos, que, assim como eu, compartilham as mesmas lembranças agradáveis de uma época que não volta mais.

Bjs

Nanda

Dia do estudante

12 ago

Ontem foi o dia do estudante, aquele dia para lembrar de todos nós e de quem já fomos um dia. Tanto faz se fomos alunos exemplares, com boas notas e bom comportamento, ou com boletins manchados e uma lista de reclamações da diretoria.

Os tempos evoluem, o quadro de giz deixa de existir, a educação a base da palmatória passa a ser ultrapassada mas, os estudantes ainda são os mesmos.

Hoje, eles não precisam se debruçar sobre as pilhas de enciclopédias para pesquisarem sobre um assunto. Eles têm a informação em suas mãos a qualquer hora e de diversas fontes.

Os estudantes de hoje não sabem mais o que é ter aulas com transparências e fita VHS. Os tempos mudaram, se modernizaram mas, os estudantes ainda são os mesmos!

Bjs

Nanda

Boletim de fim de ano

26 nov
Quando o final do ano escolar chega, muitos alunos entram em desespero. É aquela fase do tudo ou nada, precisam de notas altas nas provas finais e não sabem se vão conseguir.
Muitos levam os estudos em banho Maria durante todo o ano e, entram em pânico quando chega a terceira unidade. Às vezes, fica difícil recuperar o tempo perdido e as notas baixas. Bem como o aprendizado fica todo comprometido.
Nada é tão bom como ir buscar o boletim sem medo de uma reprovação, sem precisar de notas altas nas últimas provas, sem depender da ajuda do conselho de classe.
Sempre disse que o melhor mesmo é ter dedicação pelos estudos e cumprir as obrigações sem a pressão do final de ano. Afinal de contas, o trabalho do aluno é só estudar.
Bjs
Nanda

Dia do estudante

13 ago

Dizem que estudante leva uma vida boa, sem maiores preocupações ou compromissos. Dizem até que eles levam uma vida de sonhos. Será?

Eu já fui estudante e ainda sou. Nunca deixei de estudar em minha vida. Sempre busco uma atualização, reciclagem ou mesmo, novos aprendizados. E posso garantir que a vida de estudante não é tão fácil assim.

Um estudante de verdade se dedica e se esforça para que o seu desempenho seja o melhor. Sofre se não entende a matéria e se desespera na véspera das provas. Perde o sono e a fome quando não consegue estudar todo o assunto e vibra quando recebe uma nota de acordo com a sua expectativa.

Desejo parabenizar a todos os estudantes pelos esforços, paciência e dedicação.

Bjs

Nanda

Dia de boletim

8 jun

Está chegando o dia de receber o boletim das meninas. Fico ansiosa pois gosto de ver o resultado do esforço delas.

Muita gente diz que nota não reflete o verdadeiro aprendizado. Eu até concordo, em parte, só que ainda não descobriram outra forma de avaliação dos alunos que não seja através das notas.

Acho que todo aluno deve fazer sua parte e se esforçar por bons resultados. Isso é mais que uma obrigação, funciona como se fosse a meta de um trabalho. Afinal de contas, eles precisam se acostumar com as dificuldades da vida profissional do futuro.

Para mim, boletim com notas abaixo da média é sinal de que a cabeça está voando, o tempo para o lazer está atrapalhando os estudos e a TV e internet estão sendo usados além da conta.

Vamos ver no que vai dar!

Bjs

Nanda

Dever de casa

17 ago

Quando pequena, me lembro que não dava trabalho para fazer as tarefas de casa passadas pela escola. Cumpria as minhas obrigações sem que ninguém precisasse mandar. 

Porém, nos dias de hoje, me desgasto muito com minhas filhas para que todas as obrigações sejam cumpridas. Até que Bia dá conta das coisas dela sozinha. A minha cobrança só está relacionada aos resultados. O dia do boletim é sempre um dia difícil.

Já com Duda, a história é outra. Trezentas vezes que eu mande ela fazer o dever, trezentas vezes ela me dirá que está indo. A má vontade, a falta de foco e vontade tomam conta dela e nada sai bem feito. A diferença são os resultados maravilhosos e o boletim de invejar qualquer aluno.

O que acho mais chato disso tudo é ficar corrigindo dever e ser obrigada a lembrar de assuntos que estudei no século passado.

Bjs

Nanda

Boletim escolar

8 jun

Quem não se lembra como era difícil o dia de entregar o boletim escolar em casa? Dava um frio na barriga, um suor frio só de pensar na bronca que levaríamos.

Os adolescentes de hoje não estão muito preocupados com as notas que recebem. Fazem pouco caso da situação e, sempre acreditam estar com a razão. A falta de maturidade é tanta que não percebem que estão jogando fora grandes oportunidades de aprendizado. 

Notas medíocres refletem o desempenho de um aluno medíocre. Fico me perguntando onde está a força de vontade, o querer, à vontade de crescer e se tornar um aluno bem sucedido?

Pouca dedicação, falta de interesse, muitas redes sociais, excesso de atividades extra curriculares são os principais motivos para o baixo desempenho dos alunos. O que precisamos fazer para que eles aprendam a definir prioridades e balancear os horários entre o estudo e o lazer?

Só não quero saber de ouvir que o boletim estava cheio de “amor”!

Bjs

Nanda

Estudante hoje

10 mar

Estive me perguntando se é o ensino que, realmente, precisa ser modificado ou se os estudantes de hoje estão mais inquietos, impacientes e descomprometidos.

Relembro as horas que passava estudando, o frio na barriga na hora da prova e o pavor em tirar notas vermelhas. Lembro da pressão que recebia em casa para que eu levasse os meus estudos à sério.

Me recordo do respeito que tínhamos pelos professores em sala de aula, pelo comportamento disciplinado e compromisso em aprender a matéria.

E comparo com o aluno dos tempos de hoje. Não consigo perceber o mesmo compromisso, a mesma disciplina e a mesma vontade de vencer que tivemos um dia.

Talvez este seja um bom tema para discussões e reflexões, não acham?

Bjs

Nanda

Quanto vale uma nota?

22 set

  
O desempenho escolar de uma criança é sempre medido por notas que variam de zero a dez. Mas, será que esse é a melhor forma de avaliar a capacidade dela? Será que uma criança que sempre tira dez é melhor que uma que tira notas medianas ou vice-versa?

Não acho que o dez seja garantia de um futuro brilhante. É claro que significa que aquele aluno aprendeu todo o conteúdo ensinado mas, o desempenho na vida depende de outras variáveis. A ousadia, determinação, carisma, criatividade e, até mesmo, a sorte, ajudam a determinar o sucesso de um jovem na sua vida profissional. A inteligência é fundamental, é claro, mas não é tudo.

Olho para trás e confirmo o meu pensamento. Muitos alunos que eram considerados medianos são profissionais brilhantes e outros, que eram, praticamente, gênios, não alcançaram tanto sucesso assim. 

Por isso, não sou tão exigente com notas excelentes. Prefiro que milhas filhas desenvolvam suas capacidades para que obtenham sucesso pelo conjunto de qualidades que possuem. Para mim, um sete não vale só sete e um dez não vale tanto assim…

Bjs

Nanda 

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