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Noite com filhos na rua

28 jun

Quem tem filhos adolescentes e jovens sabe bem do que vou me queixar. Quem consegue dormir quando eles estão na rua?

Eles se esquecem de avisar onde estão e qual o horário do retorno. Não dão satisfação nem mesmo como vão voltar. Por isso, sempre me disponibizo como a “mãetorista” da madrugada.

Mas, depois que crescem, já não querem mais o mico da mãe buscando na balada. Que saudade eu tenho das madrugadas passeando de carro pelas ruas!

O problema é passar a noite em claro, checando a localização das moças e rezando para que cheguem logo.

Ai, essa vida de mãe…

Bjs

Nanda

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Voo das filhas

17 jun

É gratificante quando acompanhamos a evolução dos tempos e vemos de camarote, o voo solo dos nossos filhos.

Mesmo que ainda sejam pequenos voos, são grandes passos para o futuro deles.

Não sou dessas mães corujas que querem os filhos embaixo das asas todo o tempo. Acredito que devemos criar os nossos filhos para que eles sejam pertencentes ao mundo. E tenham a mente aberta para as milhões de oportunidades que surgirão.

Guiamos os primeiros passos e damos aquele empurrão para a vida exatamente igual a quando ensinamos alguém a andar de bicicleta.

Voe minha pequena! Quero o melhor para você!

Bjs

Nanda

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O caminho dos filhos

31 maio

Que bom seria se pudéssemos traçar o caminho para que nossos filhos percorressem! Será?!

Imaginem a responsabilidade que teríamos sobre a felicidade alheia….

O melhor e mais correto é fornecermos todas as informações necessárias para que eles tomem suas próprias decisões.

Educação, cultura, bons modos e noções fundamentais de ética são os ingredientes ideais para que eles se tornem adultos justos e do bem.

Nem sempre farão aquilo que faríamos ou que julgamos mais acertado. Errarão muitas vezes mas, seguirão aprendendo e ganhando experiências.

Só nos resta observar, aceitar, incentivar, torcer (contra ou a favor) e acalentar quando as coisas não derem muito certo. Afinal de contas, é a vida deles!

Bjs

Nanda

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Sofrimento dos filhos

14 abr

Nenhuma mãe fica feliz ao perceber que seus filhos estão em sofrimento. Tentam a qualquer custo, ajudá-los na superação dos problemas e na condução de uma vida mais leve.

O problema está em como descobrir quais são os problemas dos nossos filhos.

O fato é que essa geração Z não tem problemas e ficam criando milhões deles nos seus imaginários. A depressão, a ansiedade, o déficit de atenção e a hiperatividade são os transtornos mais comuns dos dias atuais e afetam a quase todos os adolescentes e jovens da atualidade.

O que será que acontece na cabeça dos jovens que já entram na faculdade imaginando o sucesso e já saem de lá acreditando que merecem cargos de chefia?

Eles querem o sabor da vitória, a chegada ao sucesso e a realização profissional sem passar pelas etapas dos desafios, erros, frustrações e trabalho árduo.

E nós, pais, ainda temos que entendê-los e ajudá-los. Como é isso, minha gente?!

Bjs

Nanda

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Filhos criados, trabalhos dobrados

11 nov

Nunca vi tanta verdade em um ditado que a minha falecida avó repetia. Quanto mais os filhos estão criados, mais trabalho eles nos dão. Será que eu fui assim um dia?

Quando pequenas os trabalhos são bem cansativos: acordar durante a madrugada, preparar mamadeira, trocar a fralda, dar banho e entender o choro sem motivo aparente.

Já maiorzinhos, o trabalho é ensinar a andar, mostrar os perigos da vida, forçar uma alimentação saudável e coordenar a formação de caráter.

Quando já são donos de si e acham que conhecem tudo da vida, o trabalho é ainda maior. Não dormimos mais uma noite tranquila sem acordar sobressaltados com o alarme do relógio ou o telefonema para buscá-los em alguma festa. Não temos mais tranquilidade pois o medo das amizades negativas e o consumo de bebida e drogas é constante. A nossa paz só volta a reinar quando sabemos que estão de volta, na segurança da nossa casa.

Eu vivo diariamente essa terceira etapa da criação dos filhos e confesso que, de vez em quando, bate uma saudade do tempo em que tudo estava sob o meu comando.

Bjs

Nanda

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Aprendizado com os filhos

17 set

Quem disse que aprendemos tudo durante a nossa vida escolar está muito enganado. Todos nós passamos por etapas de aprendizado desde as diferentes etapas da escola, a nossa formação profissional na faculdade e nos diversos curso de especialização, nas mais variadas aulas que escolhemos ter e, principalmente com as experiências da vida real.

Depois que somos pais e mães passamos a ter novos professores, os nossos filhos. Eles nos ensinam a cada novo dia.

O aprendizado com os filhos nos transforma em pessoas melhores, nos fazem olhar por um diferente ponto de vista e nos proporcionam reflexões nunca antes pensadas.

Bjs

Nanda

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Sintonia na educação

2 set

A educação de um filho é um processo longo e penoso para os pais. Cada filho é de um jeito, cada rebeldia é tratada de uma forma, cada dia é um aprendizado.

Pai e mãe precisam estar bem sintonizados para não perderem a força, precisam combinar suas ações e tudo o que estiver relacionado à educação de uma criança.

Não adianta dizer não e depois voltar atrás, não adianta o pai ser durão e a mãe passar a mão na cabeça, não adianta um ser o vilão e o outro ser mocinho.

Tanto a criança quanto o adolescente testam seus pais para descobrirem até onde podem ir, o que podem fazer, quais riscos devem correr. Esse é o normal e cabe a nós, pais, estabelecer limites, ditar as regras e cobrar que sejam cumpridas.

Bjs

Nanda

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Pai e mãe, ouro de mina

27 ago

Só quem é pai ou mãe sabe dar o devido valor aos seus próprios pais. Conselhos que eles nos deram no passado, e eram considerados bobos e sem fundamentos por nós, passam a fazer total sentido quando olhamos a vida por um outro ângulo.

Eu mesma já disse a minhas filhas que muitas das minhas palavras podem não fazer sentido para elas, nesse momento mas, que no futuro, elas se lembrarão e reconhecerão a importância do que disse.

Pai e mãe enchem os filhos com aqueles ensinamentos “chatos” como: abaixe a tampa do vaso sanitário, mastigue de boca fechada, diga obrigada, por favor e com licença, não esqueça de dar bom dia às pessoas, etc. E os filhos fingem que não escutam, que não ligam, que não obedecem.

Só reconhecem, no futuro, que aqueles ensinamentos foram responsáveis pelo adulto que se tornou.

Pai e mãe, ouro de mina… Quem será que discorda?!

Bjs

Nanda

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Meu filho, você não merece nada

24 ago

Escrito por Eliane Brum – http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00-MEU+FILHO+VOCE+NAO+MERECE+NADA.html

“A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada.

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.”

Bjs

Nanda

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Filha adulta

9 jul

Quando nossos filhos são crianças reclamamos do enorme trabalho que temos em trocar fraldas, dar comidinha na boca, colocar para dormir e ensinar a andar.

Quando eles se tornam adolescentes reclamamos da indisciplina, do temperamento explosivo, da falta de participação em família, das festas até à madrugada e das preocupações para que se tornem adultos de bom caráter.

Já quando eles se tornam adultos, continuamos reclamando que eles não querem saber de nós, que só querem ficar com os amigos, que acham que o nosso dinheiro tem uma fonte inesgotável, que queremos mandar na vida deles.

Quando será que vamos parar de reclamar?! E passaremos apenas a elogiar os nossos pequenos, já não tão pequenos assim?

Bjs

Nanda

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