A vida da gente é feita de várias etapas, de várias camadas, de muitos erros e aprendizados. Sempre podemos reverter uma situação mal esclarecida desde que tenhamos humildade em reconhecer as nossas falhas.
Há sempre a prerrogativa do perdão para as nossas culpas mas, não podemos obrigar as pessoas a terem essa atitude tão evoluída. Nem sempre o mundo acontece como esperamos.
Há casos em que mesmo os mais evoluídos preferem afastar as companhias, deletar os acontecimentos e esquecer para sempre daqueles envolvidos. E quem pode recriminar?
Sempre haverá uma nova vida, uma nova dimensão em que o perdão possa ser conquistado!
Enquanto crianças precisamos explicar tudo o que desejamos para conseguir. Argumentar porque despejávamos ir a uma festa, a uma viagem, a casa de um amigo. E muito mais explicações usando não queríamos fazer algo.
A vantagem na independência e na maturidade é que podemos ser donos dos nossos próprios narizes. A satisfação deixou de ser uma construção de argumentos para ser apenas uma questão de bom senso e de vontade. Passamos a ter uma liberdade com responsabilidade.
O problema é quando o ciclo volta ao início e essa liberdade volta a ser controlada pelos nossos filhos por causa da perda do bom senso, da razão ou incapacidade física mesmo.
Então, vamos aproveitar enquanto estamos donos da nossa vontade, não é mesmo?
Saudade é uma palavra linda e que só existe na língua portuguesa. Usamos e abusamos dela quando queremos demonstrar que estamos longe de alguém que gostamos ou de algum tempo que passou.
Costumamos dizer que temos saudades de quando éramos crianças ou jovens, que a vida era mais fácil, que os problemas eram menores. Mas, me pergunto se essa saudade quer dizer que temos vontade de voltar no tempo. E, para mim, a resposta é não.
Em nenhum momento tenho vontade de que alguma fase da minha vida retorne. Gosto da forma que está, do tempo em que vivo, da idade que tenho.
Tudo fica melhor quando somos surpreendidos positivamente por algo que não planejamos.
Quando a surpresa vem de uma viagem que deixamos transcorrer ao acaso. Ou quando vem de alguém que não conhecemos tão bem. O quando o sol surge em um dia de inverno.
A surpresa tem o poder de transformar o nosso humor, de liberar um sorriso natural, de ampliar o brilho do olhar, de modificar nossa forma de viver.
Gosto de surpresas e de ser surpreendida, especialmente com gestos, palavras e abraços. Costumo dizer que de onde menos se espera, é de onde vem as melhores surpresas!
Eu confesso que sou uma pessoa bem desconfiada. Não me abro facilmente e nem espero o retorno de forma imediata. Não acredito na bondade gratuita e me sinto culpada por isso já que aos olhos da justiça todos são inocentes até que se prove o contrário.
Quando eu vejo uma pessoa perguntar muito, querer saber de tudo e se interessar por detalhes já ligo o meu alerta. Não que eu tenha nada a esconder mas, não vejo motivos para tanta curiosidade.
É claro que não estou falando de pessoas que convivem com a nossa intimidade. Para esses, não guardo segredos! Mas para os recém chegados, me guardo um pouquinho. Deixo parecer apenas a casca. E nem sempre ela reflete quem eu sou de verdade!
Proteção contra inveja e mau olhado faz parte das minhas orações diárias!
Eu escrevo diariamente este blog desde 2009 e não deixei nenhum dia sem um texto, uma mensagem ou um pensamento meu.
Recentemente, tive a curiosidade de perguntar ao chat GPT uma análise dos meus textos. E ele me respondeu:
“Você costuma partir de uma situação simples ou uma ideia cotidiana e transformá-la em uma reflexão maior.
E existe uma característica ainda mais forte: você não escreve para ensinar o leitor. Você escreve para dizer o que pensa. Toma partido, tem opinião própria e não tem medo de escolher um lado.
Isso é importante porque, na minha opinião, seria um erro transformar o Nanda Bahia em um blog de “dicas”, “listas” ou conteúdo específico.”
Não é fácil perceber a diferença entre a bondade de alguém ou a bestialidade. Diste uma linha muito tênue entre essa diferença. E só os mais detalhistas conseguem perceber.
Uma pessoa boa faz o bem para quem está ao lado. Uma pessoa boba também. A pessoa boa empresta dinheiro, paga a conta, passa a vez. A pessoa boba empresta dinheiro várias vezes, paga a conta sempre e fica para trás.
E a diferença mora entre aprender com os erros ou insistir neles. Então, todo mundo é bom até que aprenda com quem se pode ser bom.
Eu sou uma pessoa boa. Mas não sou uma pessoa boba!
Quando somos crianças, somos todos amigos, sem maldade, sem filtros e sem muitas escolhas. Nos entregamos de corpo e coração com todas as nossas verdades para que o outro nos veja como realmente somos.
Depois de crescidos, já amadurecidos, tendo levado algumas rasteiras da vida, aprendemos a escolher melhor aqueles que devem nos conhecer mais intimamente.
Nada mais de peito aberto e de todas as verdades expostas. Muitos só querem extrair o nosso melhor sem estabelecer a vida de mão dupla.
Alguns se corroem de inveja, outros possuem pontos de vista completamente divergentes dos nossos e prioridades opostas. Então, para esses, a distância resolve.
Vira e mexe e eu vou ali e lá. Muitos pensam que é só glamour, férias e curtição. E eu deixo que imaginem isso!
É claro que aproveito para aprender, tomar um banho de cultura e ampliar o meu repertório. Mas, as viagens são repletas de trabalho.
Criar repertório, estimular a inspiração, desenvolver relacionamentos, ao mesmo tempo em que obtemos feedback sobre o nosso serviço e dicas do que podemos melhorar são alguns dos principais objetivos em cada viagem.