Saudade é uma palavra linda e que só existe na língua portuguesa. Usamos e abusamos dela quando queremos demonstrar que estamos longe de alguém que gostamos ou de algum tempo que passou.
Costumamos dizer que temos saudades de quando éramos crianças ou jovens, que a vida era mais fácil, que os problemas eram menores. Mas, me pergunto se essa saudade quer dizer que temos vontade de voltar no tempo. E, para mim, a resposta é não.
Em nenhum momento tenho vontade de que alguma fase da minha vida retorne. Gosto da forma que está, do tempo em que vivo, da idade que tenho.
Tudo fica melhor quando somos surpreendidos positivamente por algo que não planejamos.
Quando a surpresa vem de uma viagem que deixamos transcorrer ao acaso. Ou quando vem de alguém que não conhecemos tão bem. O quando o sol surge em um dia de inverno.
A surpresa tem o poder de transformar o nosso humor, de liberar um sorriso natural, de ampliar o brilho do olhar, de modificar nossa forma de viver.
Gosto de surpresas e de ser surpreendida, especialmente com gestos, palavras e abraços. Costumo dizer que de onde menos se espera, é de onde vem as melhores surpresas!
Eu confesso que sou uma pessoa bem desconfiada. Não me abro facilmente e nem espero o retorno de forma imediata. Não acredito na bondade gratuita e me sinto culpada por isso já que aos olhos da justiça todos são inocentes até que se prove o contrário.
Quando eu vejo uma pessoa perguntar muito, querer saber de tudo e se interessar por detalhes já ligo o meu alerta. Não que eu tenha nada a esconder mas, não vejo motivos para tanta curiosidade.
É claro que não estou falando de pessoas que convivem com a nossa intimidade. Para esses, não guardo segredos! Mas para os recém chegados, me guardo um pouquinho. Deixo parecer apenas a casca. E nem sempre ela reflete quem eu sou de verdade!
Proteção contra inveja e mau olhado faz parte das minhas orações diárias!
Eu escrevo diariamente este blog desde 2009 e não deixei nenhum dia sem um texto, uma mensagem ou um pensamento meu.
Recentemente, tive a curiosidade de perguntar ao chat GPT uma análise dos meus textos. E ele me respondeu:
“Você costuma partir de uma situação simples ou uma ideia cotidiana e transformá-la em uma reflexão maior.
E existe uma característica ainda mais forte: você não escreve para ensinar o leitor. Você escreve para dizer o que pensa. Toma partido, tem opinião própria e não tem medo de escolher um lado.
Isso é importante porque, na minha opinião, seria um erro transformar o Nanda Bahia em um blog de “dicas”, “listas” ou conteúdo específico.”
Não é fácil perceber a diferença entre a bondade de alguém ou a bestialidade. Diste uma linha muito tênue entre essa diferença. E só os mais detalhistas conseguem perceber.
Uma pessoa boa faz o bem para quem está ao lado. Uma pessoa boba também. A pessoa boa empresta dinheiro, paga a conta, passa a vez. A pessoa boba empresta dinheiro várias vezes, paga a conta sempre e fica para trás.
E a diferença mora entre aprender com os erros ou insistir neles. Então, todo mundo é bom até que aprenda com quem se pode ser bom.
Eu sou uma pessoa boa. Mas não sou uma pessoa boba!
Quando somos crianças, somos todos amigos, sem maldade, sem filtros e sem muitas escolhas. Nos entregamos de corpo e coração com todas as nossas verdades para que o outro nos veja como realmente somos.
Depois de crescidos, já amadurecidos, tendo levado algumas rasteiras da vida, aprendemos a escolher melhor aqueles que devem nos conhecer mais intimamente.
Nada mais de peito aberto e de todas as verdades expostas. Muitos só querem extrair o nosso melhor sem estabelecer a vida de mão dupla.
Alguns se corroem de inveja, outros possuem pontos de vista completamente divergentes dos nossos e prioridades opostas. Então, para esses, a distância resolve.
Vira e mexe e eu vou ali e lá. Muitos pensam que é só glamour, férias e curtição. E eu deixo que imaginem isso!
É claro que aproveito para aprender, tomar um banho de cultura e ampliar o meu repertório. Mas, as viagens são repletas de trabalho.
Criar repertório, estimular a inspiração, desenvolver relacionamentos, ao mesmo tempo em que obtemos feedback sobre o nosso serviço e dicas do que podemos melhorar são alguns dos principais objetivos em cada viagem.
Aos vinte, a pele transborda de colágeno. Não é necessário nem passar um hidratante. Tudo está no seu devido lugar.
Aos trinta, alguns cuidados preventivos já são necessários mas, não recomendo nenhuma intervenção e nem exageros.
Aos quarenta, a pele já está madura e um botox já melhora e mantém a vitalidade.
Aos cinquenta, Deus meu!!!! Se não cuidarmos, tudo despenca. A gravidade é cruel. Os procedimentos já são necessários mas sem nenhum exagero. Deus me livre ficar com aquela boca inchada, com os olhos esticados e sem nenhuma expressão.
Fico me perguntando qual o motivo das pessoas evitarem assumir as responsabilidades sobre seus atos. Seria tão mais fácil se cada um se colocasse à frente sobre aquilo que fez.
Fingir que não sabe o que fez, quem fez ou o motivo de ter feito não é a melhor opção para resolver os problemas. Fazer cara de paisagem ou a Egípcia só irritam aqueles que querem resolver o problema.
Sou dessas que assumo minha culpa, digo que errei, peço desculpas e corrijo a rota. E zero paciência para os “inocentes”!