Arquivo | junho, 2017

Avaliação do primeiro semestre das metas para 2017 

30 jun

O ano chegou na metade e quero avaliar como anda o meu planejamento para atingir as metas estabelecidas.

1) Bem estar

“Neste ano quero me preocupar com as coisas realmente importantes. Dizem que só o peru morre de véspera, e eu só vou morrer no meu dia, então, nada de noites de insônia, de preocupações absurdas com o que ainda não aconteceu. Quero manter o meu ritmo de malhação para que meu corpo esteja saudável, cuidar da beleza para que eu possa envelhecer bem e sempre bonita. Quero dizer não quando eu não esteja com vontade de fazer algo e fazer as coisas que me dão prazer constantemente. Quero aprender a ficar um tempo sem fazer nada , sem culpa e estresse pois, nesses momentos me conecto com meu eu interior e reflito sobre minhas ações. Quero não me arrepender pelo que deixei de fazer e fazer o que quero sem me arrepender.”

Acho que cumpri a meta!!!!!!! Aprendi a só escutar o que quero, só fazer o que tenho vontade. Não me permito perder o sono por causa de assuntos políticos ou por causa da Operação Lava-jato. Passei a não engolir mais sapos e sim, saboreá-los com calma e um bom tempero. Também aprendi a ensinar minhas filhas que eu sou prioridade e que se eu não quiser, elas não farão o que querem de jeito nenhum.

Meta: 90%.

2) Conhecimento

“Gosto de conhecer um pouco de tudo, de todos e do mundo, então, como este não será um ano favorável a muitas viagens, vou me dedicar ao conhecimento por meio dos livros. Quero me infiltrar, cada vez mais, no mundo das minhas filhas para compreendê-las melhor e ajudá-las no seu caminho de conhecimento. Quero incentivá-las a gostar de boa música e mostrar um pouco do cinema clássico do mundo. Quero voltar a praticar inglês e espanhol para melhorar, cada vez mais, a fluência nas línguas.”

Bem…. brincadeiras à parte, não tenho feito muita coisa por essa meta. Duas curtíssimas viagens e me dei por satisfeita. Mergulhei um pouco no mundo adolescente e procurei conhecer as séries que elas mais gostam. 13 reasons why foi uma delas e não entendi o motivo de tanta polêmica. Pouca leitura, é verdade mas, em compensação, me tornei a melhor amiga das minhas filhas. Só está faltando arrumar coragem para voltar para as aulinhas de inglês e espanhol.

Meta: 60%.

3) Profissional

“Quero me reencontrar profissionalmente e fazer algo que me complete como profissional. Quero, principalmente, decidir o que quero e encerrar o ciclo das dúvidas e incertezas. Quero voltar a ter orgulho de ser engenheira. Quero um sistema político mais transparente e menos corrupto, com oportunidades para todos, de forma igual.”

Tá difícil!!!!!!!!! Não vejo luz no fim do túnel. Acho que cumprir as metas está, cada vez mais difícil. Não consigo imaginar como será o futuro do sistema político do meu país, como resolveremos os problemas de desigualdade educacional e, consequentemente, falta de oportunidades para uma grande maioria. Qual será o futuro dos engenheiros e das construtoras do Brasil. Ou seja, estou cheia de dúvidas e incertezas e ainda buscando o reencontro profissional.

Meta: 10%.

4) Família

“De vez em quando a Mulher Maravilha volta a entrar em ação para tentar buscar a perfeição para a família. Já aprendi que não posso me separar dela mas, aprendi também que nem todos conseguem seguir o mesmo padrão. Então, busco o equilíbrio entre o perfeito e o imperfeito, entre as qualidades e defeitos de cada um para que a harmonia da família impere. Quero sabedoria para lidar com as filhas adolescentes e paciência para suportar as coisas que não gosto. Quero minha família unida e feliz, com todos cheios de sorrisos no rosto.”

Pelo menos a família vai bem, obrigada! Acredito que estou sabendo lidar com minhas adolescentes e me conformando com as coisas que não consigo mudar. Deixei de buscar a perfeição mas, ainda continuo bem perfeccionista. O problema é quando a própria família me exige a perfeição. Eu rodo a baiana. Aprendi a conviver com a Mulher Maravilha sem deixar ela tomar conta da minha personalidade. A harmonia familiar é o meu lema.

Meta: 70%.

5) Felicidade

“Aprendi que a felicidade não tem fim e que o sucesso para atingi-la é a forma como agimos diariamente. Quero não me deixar abater pelas derrotas sofridas e saber saborear as grandes vitórias. Quero ter força para encarar os obstáculos e as rasteiras que a vida nos traz. Quero paz interior para envelhecer bem, com um sorriso no rosto e alto astral mesmo em situações de desconforto. Quero me livrar das pessoas que não me fazem bem e estão sempre reclamando da vida. Quero espalhar o amor pelo mundo e, principalmente, para as pessoas que estão à minha volta. Quero um mundo melhor, sem violência, fome e tantas desigualdades. Quero poder contribuir para um mundo melhor.”

Huhuhuhu. Quero um mundo perfeito! A felicidade faz parte do meu dia a dia e a força de vontade para seguir em frente é inerente ao meu jeito de ser. Apesar dos problemas a serem resolvidos e de todas as dificuldades da vida, busco estar sempre bem humorada e com a bondade no coração para só fazer o bem. O brilho no olhar e o sorriso no rosto são combustíveis para seguir no caminho certo. A felicidade é o caminho que sigo na minha vida.

Meta: 80%.

Bjs

Nanda

Forma de falar dos adolescentes 

29 jun

Se queremos ficar próximos dos nossos filhos temos que fazer parte do mundo deles. Entender a linguagem deles é o principal item para o início de um bom relacionamento.

“Se liga na deles, mano!”, “Pô, véio!”, “Vou mitar”, “Estou divando!”, “Eles não estão namorando, estão ficando.”, “Olha a treta!” É assim por diante…

Quem não se atualiza fica de fora da conversa e, consequentemente, da vida dos adolescentes. Não adianta usar as gírias do passado pois estaremos pagando o maior mico.

Faço questão de tentar falar no mesmo idioma que eles e me conter no palavreado antigo. Nada de “tudo jóia!”, “maior barato”, “numa nice”, ou chamar um menino de “broto”! Afinal de contas, longe de mim querer pagar um “King Kong desses”!

Bjs

Nanda

Retorno de viagem

28 jun

Viajar é maravilhoso mas, voltar para casa é melhor ainda. Nada mais perfeito do que dormir na nossa cama e no nosso quarto. O problema é que nem sempre tudo é tão calmo no nosso retorno.

Geralmente, nossas férias são muito intensas e esgotamos a nossa energia. Fazemos tantos passeios, dormimos tarde, acordamos cedo, comemos muita bobagem e deixamos de lado os exercícios. Tudo isso junto nos leva a uma exaustão e, quando retornamos…. precisamos de novas férias para recuperar o fôlego.

Eu sempre me sinto assim: sem fôlego, destruída, sem ânimo para nada. Se pudesse, dormiria dois dias inteirinhos, enrolada no edredom. Mas, a responsabilidade está em primeiro lugar e a vida não para.

Precisamos entrar no ritmo o quanto antes, desarrumar as malas, colocar as coisas em ordem e “pegar o bonde andando”.

Bjs

Nanda

Frio

27 jun

Eu não consigo me acostumar com o frio. Posso me encher de roupas, casacos ,meias e cachecóis mas, nada resolve. Continuo batendo queixo e arrepiada.

Não consigo ver graça nas atividades ao ar livre e o vento e o gelo me deixam desanimada. O melhor seria estar vestida em um pijama, debaixo do edredom com uma taça de vinho.

Uma xícara de chocolate quente até dá uma certa aquecida mas não resolve a situação. Uma garrafa de vinho até melhora o astral mas, não faz o frio passar totalmente. O jeito é abusar da comida e da bebida para garantir o aquecimento.

E nem precisamos falar que, com tanta roupa, com aqueles casacos enormes, destruímos nossa silhueta e pouco importa se estamos gordinhas. SQN…

Deixa eu correr para me esquentar antes de virar pinguim.

Bjs

Nanda

Estresse antes da viagem

26 jun

Eu adoro viajar mas, o volume de trabalho e o estresse antes da viagem me desanimam. Tenho que me transformar na Mulher Maravilha e dar conta de todas as tarefas.

Não bata fazer as malas e embarcar. Preciso organizar a agenda das filhas, comprar presentes reserva para os aniversários que possam surgir, decidir quem tomará conta do cachorro, agendar com o Pet Shop os banhos e consultas, se necessário. 

Preparar as malas é o mínimo dos trabalhos. Mas, antes desse trabalho, tenho que resgatar as roupas de frio dos maleiros e verificar as lavagens necessárias. As malas precisam de ventilação e a caixa de remédios necessita de conferência, afinal de contas nenhum medicamento de urgência pode estar faltando. 

Também tenho que organizar a vida das empregadas. Que horas chegam, que horas saem. E o motorista para dar conta de cumprir toda a agenda de compromissos. 

Mas, o pior de tudo é ficar ouvindo mimimi do marido falando que a mala está grande, que não sabe o motivo de tanta roupa, que vai ter que alugar um ônibus para carregar as malas. O melhor da festa é que aprendi a ser surda e nem escuto o que ele está falando.

No fim, o que realmente acontece é que estou exausta quando entro no avião e adormeço antes da decolagem.

Bjs

Nanda

São João longe do Nordeste

23 jun

Sempre gostei das festas juninas. Ainda lembro, quando criança, da fogueira gigante na porta de casa, da mesa repleta de comidas típicas, da canjica deliciosa que minha avó fazia, de assar o milho na beira da figueira e das danças e lindo vestido de caipira que eu usava. 

Os fogos de artifício eram um capítulo à parte. Era um pouco medrosa mas, não perdia a chance de soltar traques de massa, chuvinha e bombas de traque. Amava ver a beleza do vulcão que meu país soltava.

Mas esse será um São João diferente. Longe do nordeste, nada tem graça. Nem forró eu tenho escutado por aqui. Comidas típicas ficou no gostinho pois, no Sul do país, o forró é outro e as comidas típicas também.

Nada de fogueira apesar do frio de bater o queixo. Nada de milho ou canjica e, muito menos licor. Vamos ver como será sobreviver a um São João diferente!

Bjs

Nanda

Complexo de dinossauro 

22 jun

Vi esse texto na revista Veja São Paulo do dia 24 de maio de 2017 e decidi compartilhar com vocês.

“Lembra- se da palavra “faculdade”?! E de uma outra, com cheiro de infância, “refrigerante”?! De uns tempos para cá, vocábulos com mais de três sílabas entraram para a lista de ameaçados de extinção, como se fossem o mico-leão-dourado e a ararinha-azul dos dicionários. Refrigerante virou refri e faculdade virou facu. Coreografia reduziu-se a coreô e liquidação foi traduzida pelo breve sale. Nem mesmo a trissílabica “beleza” escapou da sanha redutora. Virou belê e ficou tudo por isso mesmo.

A preguiça de usar palavras longas não perdoa nem as modernidades. Chegou aos aplicativos, serviços que todas as empresas do mundo colocaram nos celulares dos usuários. Saldo de banco, check-in em companhia aérea, cardápio de restaurante, táxis e peguetes, tudo está no aparelho que os mais conservadores ainda usam apenas para falar com outras pessoas. Mas o nome do serviço mudou. Agora é tudo “ape-pê” – ou “épi”, como querem os poliglotas. 

Fico pensando nos que resistem ao avanço da tecnologia. Tenho uma amiga que não se conforma em ninguém mais estender o braço na rua para chamar um táxi. Moradora num cantão suíço, ela sempre leva um susto quando vem ao Brasil. Estamos completamente entregues ao reducionismo: da mesma maneira que economizamos sílabas, também poupamos esforços. Mesmo para falar com outra pessoa, optamos pela mensagem de voz, que é gratuita e não permite contestação imediata. O outro responde, mas perde-se o ritmo do diálogo.

Até quando se pode resistir? O computador tornou-se parte inseparável de nossa vida. Ele e suas filhas malvadas, as chamadas automáticas. Para marcar médico no convênio, nem pense em encontrar um funcionário humano. É tudo máquina, mandando teclar 1 para cirurgias, 2 para extração de menisco ou 3 para mudança de sexo. Se o cliente é de uma geração sem habilidades tecnológicas, azar o dele. Quem mandou nascer tanto tempo atrás?

É de espantar a paixão com que nós, brasileiros, nos jogamos nas mãos da tecnologia mais mundana. Trocamos mensagens de texto e voz num ritmo alucinante, como se a bateria e o mundo fosse acabar nos próximos minutos. Em ônibus lotados e salas de espera, afundamos o olho no celular e só nos ligamos ao mundo lá fora. Ignoramos o aperto, o atraso do médico e o constrangimento de estar sozinho numa mesa de restaurante. 

É evidente que boa parte desses serviços veio para facilitar a vida. Não faz muito tempo, para entregar a declaração do imposto de renda era preciso preencher toneladas de formulários, fazer cálculos por conta própria e, no fim do processo, enfrentar uma longa fila nos bancos. Alguém aqui deve se lembrar dos plantões que as agências faziam para receber as declarações. Hoje, uma dúzia de toques nos jogam na goela do Leão faminto.

Está cada vez mais difícil encontrar quem use palavras de cinco sílabas e viva sem um aplicativo no celular. Conhecer alguém que nem celular tenha é praticamente impossível. Adoraria reunir os imunes à tecnologia num congresso, mas não saberia como convocar todo mundo. Alguém lembra como se passa um telegrama?”

Bjs

Nanda 

Férias escolares 

21 jun

Por um lado, as férias escolares nos traz o descanso tão sonhado. Nada de acordar tão cedo, engarrafamentos horrorosos, estresse para fazer a meninada cumprir os horários e, distância da supervisão da tarefa de casa.

Por outro lado, precisamos nos multiplicar para arranjar uma programação diária que cumpra o papel de ocupar o tempo ocioso dos pequenos e ensinar alguma coisa de útil que eles possam aprender.

Cinema, teatro, clube, shopping e casa de amigos não bastam para entreter a criançada. Um bom livro, um filme na TV e boa música servem para ajudar na distração. Vários jogos de tabuleiro ou mesmo, da Internet também colaboram na difícil missão.

E a quantidade de lanchinhos superam o orçamento de um mês normal. Vamos colocar esses pirralhos para agitar o corpo???

Bjs

Nanda 

Casa vazia

20 jun

Basta um membro da família viajar e toda a família sente falta. A casa fica mais vazia, menos barulhenta, menos alegre.

Gosto da confusão diária, do movimento de entra e sai, das conversas em alto volume, da energia de todo mundo junto. Gosto do estresse de mandar Bia estudar, chamar Duda para almoçar, pedir a Bia para sair do telefone e gritar para Duda baixar o som da TV.

Agora que Bia está viajando, tudo está mais silencioso, quieto, vazio… Duda, sozinha, não está conseguindo manter a bagunça e a vibração da rotina diária. Tudo está tão calminho que já estou sentindo falta da barulheira constante.

Não vejo a hora para minha filha voltar e ocupar o seu lugar na bagunça novamente.

Bjs

Nanda 

Independência dos filhos

19 jun

Quando os filhos crescem e vão aprendendo a voar nos deixam de cabelos arrepiados apenas pelo fato de que, em breve, eles deixarão as nossas asas.

Nesse momento, precisamos ficar de olhos abertos, atentos aos movimentos e aguardando o momento de ajudá-los, quando gritarem por socorro. Não podemos fazer todo o esforço por eles senão, estaríamos dificultando o processo de aprendizagem.

Nossa obrigação é prepará-los para a vida, deixando que eles caiam, batam a cabeça e, por fim, aprendam com seus próprios erros. E, consequentemente, construam o seu próprio caminho.

O difícil é conseguir ficar de palanque, observando erros que já cometemos, dificuldades que já superamos e assistindo um processo de amadurecimento que já vivemos.

Essa é a difícil missão dos pais…

Bjs

Nanda