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E o nosso português?

4 dez
“Português bem dizido, não se correje!”
A moda agora é dizerem por aí que não existe mais o português certo ou errado. Que o que realmente importa é a comunicação. E eu fico aqui me perguntando de onde os educadores tiraram essa ideia.
Só posso acreditar que uma ideia de jerico dessas tenha vindo de alguém que não saiba falar corretamente a nossa língua. Na minha concepção, não existe a mínima possibilidade do estudo da língua portuguesa perder a sua importância. A forma correta da linguagem deve ser preservada e estimulada.
Acho triste quando encontro pessoas formadas e estudadas que escrevem errado e desconhecem as normas gramaticais. Já me deparei com cada erro absurdo que tive vontade de fugir correndo.
É claro que a comunicação é atingida mas, junto com ela, a mensagem de burrice e ignorância da língua, assim como, um despreparo para a vida profissional, também.
Por isso, fiquei tão triste quando vi que a prova do Enem não continha nenhum assunto referente à gramática portuguesa.
Bjs
Nanda

Complexo de dinossauro 

22 jun

Vi esse texto na revista Veja São Paulo do dia 24 de maio de 2017 e decidi compartilhar com vocês.

“Lembra- se da palavra “faculdade”?! E de uma outra, com cheiro de infância, “refrigerante”?! De uns tempos para cá, vocábulos com mais de três sílabas entraram para a lista de ameaçados de extinção, como se fossem o mico-leão-dourado e a ararinha-azul dos dicionários. Refrigerante virou refri e faculdade virou facu. Coreografia reduziu-se a coreô e liquidação foi traduzida pelo breve sale. Nem mesmo a trissílabica “beleza” escapou da sanha redutora. Virou belê e ficou tudo por isso mesmo.

A preguiça de usar palavras longas não perdoa nem as modernidades. Chegou aos aplicativos, serviços que todas as empresas do mundo colocaram nos celulares dos usuários. Saldo de banco, check-in em companhia aérea, cardápio de restaurante, táxis e peguetes, tudo está no aparelho que os mais conservadores ainda usam apenas para falar com outras pessoas. Mas o nome do serviço mudou. Agora é tudo “ape-pê” – ou “épi”, como querem os poliglotas. 

Fico pensando nos que resistem ao avanço da tecnologia. Tenho uma amiga que não se conforma em ninguém mais estender o braço na rua para chamar um táxi. Moradora num cantão suíço, ela sempre leva um susto quando vem ao Brasil. Estamos completamente entregues ao reducionismo: da mesma maneira que economizamos sílabas, também poupamos esforços. Mesmo para falar com outra pessoa, optamos pela mensagem de voz, que é gratuita e não permite contestação imediata. O outro responde, mas perde-se o ritmo do diálogo.

Até quando se pode resistir? O computador tornou-se parte inseparável de nossa vida. Ele e suas filhas malvadas, as chamadas automáticas. Para marcar médico no convênio, nem pense em encontrar um funcionário humano. É tudo máquina, mandando teclar 1 para cirurgias, 2 para extração de menisco ou 3 para mudança de sexo. Se o cliente é de uma geração sem habilidades tecnológicas, azar o dele. Quem mandou nascer tanto tempo atrás?

É de espantar a paixão com que nós, brasileiros, nos jogamos nas mãos da tecnologia mais mundana. Trocamos mensagens de texto e voz num ritmo alucinante, como se a bateria e o mundo fosse acabar nos próximos minutos. Em ônibus lotados e salas de espera, afundamos o olho no celular e só nos ligamos ao mundo lá fora. Ignoramos o aperto, o atraso do médico e o constrangimento de estar sozinho numa mesa de restaurante. 

É evidente que boa parte desses serviços veio para facilitar a vida. Não faz muito tempo, para entregar a declaração do imposto de renda era preciso preencher toneladas de formulários, fazer cálculos por conta própria e, no fim do processo, enfrentar uma longa fila nos bancos. Alguém aqui deve se lembrar dos plantões que as agências faziam para receber as declarações. Hoje, uma dúzia de toques nos jogam na goela do Leão faminto.

Está cada vez mais difícil encontrar quem use palavras de cinco sílabas e viva sem um aplicativo no celular. Conhecer alguém que nem celular tenha é praticamente impossível. Adoraria reunir os imunes à tecnologia num congresso, mas não saberia como convocar todo mundo. Alguém lembra como se passa um telegrama?”

Bjs

Nanda 

Erros de português 

13 out

Fico assombrada quando me deparo com os mais variados erros de português que encontro navegando pela internet. 

No Facebook são milhões de assassinatos diários à nossa Gramática. Erros de concordância, no uso dos pronomes, nos tempos verbais são muito comuns e demonstram a falta de estudo e de compromisso das pessoas com a nossa língua.

Pior ainda é ver as pessoas cometerem os mais diversos deslizes nos grupos de WhatsApp. Às vezes, são grupos que tratam de assuntos profissionais, de ex-colegas de escola ou de mães da turma de um filho. E a vergonha é gigantesca. Quem erra não imagina que se transforma em assunto das conversas mais reservadas.

Por isso, incentivo a leitura para as minhas filhas e espero que elas não cometam erros de português tão grosseiros quanto os que encontro por aí.

Bjs

Nanda 

Como aprender a língua portuguesa 

25 ago

  
Fico assustada cada vez que acesso as redes sociais e vejo as atrocidades que fazem com a nossa língua portuguesa. Os jovens estão muito relapsos com o aprendizado da nossa língua falada e escrita. Cheios de gírias, não se preocupam com a escrita formal e cometem verdadeiros assassinatos à nossa gramática.

Basta uma olhadinha rápida no Facebook e podemos constatar o que eu estou aqui dizendo. É triste ver a pobreza no conteúdo do vocabulário dos jovens. São repetitivos e incapazes de dissertar sobre um assunto de forma lógica e concreta. Também não os vejo capazes de discutir um assunto com coerência de raciocínio.

É claro que toda regra tem exceção mas, no geral, os jovens são exatamente assim. E fico me perguntando o por quê? Será que eles não recebem a educação adequada? Será que a escola não ensina a língua portuguesa como antes? 

Bjs

Nanda 

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