Devo mesmo ser algum tipo de extraterrestre mas, não acho que a solução para a educação do nosso país seja uma política de cotas. Não acredito que a inteligência deva ser segregada dessa forma.
Também não concordo que erros do passado sejam apagados criando-se um novo tipo de discriminação. Sempre acreditei que todos são iguais e merecem direitos iguais.
Sou adepta de uma política de qualidade para todos de modo que as oportunidades sejam as mesmas. Não importa cor, raça, credo, sexo, gênero ou cultura. Se todos tiverem uma boa educação básica, fundamental e de ensino médio já estarão preparados para a competição de mercado.
Também não acredito que a Universidade é para todos. Prefiro crer que as atividades técnicas e administrativas deveriam ser mais bem recompensadas e valorizadas para que as pessoas pudessem entrar no mercado de trabalho bem mais cedo. Deixaria o nível superior para aqueles que realmente possuem vocação, dedicação e capacidade científica.
Enfim, teríamos uma pirâmide laboral bem distribuída, e a qualidade de vida para as pessoas de todas as faixas dessa pirâmide estaria garantida, bem como o sucesso e a valorização do trabalho de cada um.
Quem disse que existe uma fórmula mágica para aprendermos a educar os filhos não sabe nada sobre o assunto. Cada família é única, cada filho tem a sua própria personalidade e os discursos que funcionam com um não dizem nada ao outro.
Algumas famílias são mais exigentes de disciplina, outras nem tanto mas, no fim das contas, todos os pais querem o melhor para seus filhos, que eles sejam pessoas de caráter, boa índole e tenham sucesso e felicidade ao longo da vida.
O detalhe está em como conduzir a educação de cada filho de forma que eles atinjam o resultado esperado. Como agir? Como exigir? Como dar liberdade na medida certa? Essas questões não possuem uma única resposta. Para cada filho, uma medida diferente.
Até mesmo porque, com personalidades diferentes, temos ações e reações completamente distintas e o que funcionará com um, não significa que terá resultado com outro.
Enfim… não existe fórmula ideal. Cada um faça por tentativa e erro!
Sou ariana e, consequentemente, uma pessoa muito planejada e organizada. Detesto quando tenho que readequar os meus planos em função de algum contratempo.
E, justamente por esse motivo, me coloco no lugar de muitas pessoas que, por causa da pandemia, tiveram seus sonhos interrompidos.
O que fazer? Chorar? Berrar? Espernear?
A todos do mundo só restou a resignação e o replanejamento dos planos. O adiamento dos sonhos e, em alguns casos, o cancelamento de muitos deles.
Quantos alunos deixaram de ter a sua festa de formatura? Quantos casais deixaram de ter suas festas de casamento? Quantos aniversários deixaram de ser comemorados? Quantas famílias perderam seus entes queridos? Quantos trabalhadores perderam seus empregos? Quantos empresários faliram suas empresas?
Estou em uma fase bem sensível da minha vida. Acredito que o distanciamento social tem me levado a várias reflexões e um grande esforço para manter a sanidade mental.
Confesso que aproveitei um pouco do meu tempo para fugir dos livros e filmes “cabeças “ e mergulhei bem fundo no universo adolescente.
Assisti vários filmes que me encantaram e me levaram a um mundo imaginário e, (por que não?) nostálgico. Comecei por toda a saga Crepúsculo e imaginei a história de amor de Edward e Bela. Assisti 365 dias e saboreei a Síndrome de Estocolmo de um Deus Grego e uma mulher comum, também vi a Barraca do Beijo e o amor adolescente de Noah e Elle e já espero ansiosamente pelo segundo filme, me encantei com Para todos os garotos que já amei e sonhei com a época de adolescência que já vivi, também vi a relação turbulenta e abusiva de Hardin e Tessa em After.
Não me contive apenas com os filmes e li todos os livros das histórias relatadas. A imaginação viaja muito mais quando lemos o conteúdo do livro do que com um simples filme.
Vamos ver o que ainda consigo ler e assistir por esses tempos!
O beijo é algo tão bom que dois dias foram dedicados a sua homenagem. Não basta comemorarmos no dia 13/4 e devemos celebrar novamente no dia 06/7.
Existe beijo de todo o tipo: selinho, beijo na testa, beijo na bochecha, beijo no ar, beijo técnico, beijo de língua e, o meu preferido, o beijo de amor.
Não há quem consiga descrever a sensação maravilhosa de beijar e ser beijada, principalmente, quando há sentimento envolvido.
As borboletas voam pela barriga, os pelos do corpo se eletrizam, as pernas ficam bambas e tudo ao redor desaparece. Ficamos entregues ao momento e ao sentimento.
Nada de sol, de mar ou piscina. Nenhum resquício da minha estação favorita, o verão! Gosto de calor, de temperaturas altas, de suor na pele.
Já cansei de escrever e repetir que não nasci para viver no frio. Viagens para lugares com baixas temperaturas devem ser rápidas e com os dias contados. Não gosto de viver como uma cebola, cheia de camadas de roupas.
Nasci para brilhar junto com o sol e, confesso que o inverno me deixa meio sem energia. O ânimo se desfaz quando eu acordo, abro a varanda e vejo o céu cinzento. Se está chovendo ou ventando a minha vontade é voltar para baixo do edredom.
Enfim, só me resta esperar o tempo passar e o sol voltar a brilhar na minha cidade. E, claro, sem pandemia ou quarentena!
A Independência da Bahia foi um movimento iniciado bem antes da independência do Brasil e concluído quase uma ano após o fato, em 2 de julho de 1823.
A motivação da guerra foi a união da Bahia na unidade nacional brasileira. De um lado estavam as cortes portuguesas defendendo a manutenção da província como colônia, e do outro, brasileiros, liberais, conservadores, monarquistas e até republicanos se unem, no interesse comum de uma união, que só termina com a própria Independência do Brasil.
A guerra pela independência da Bahia foi antecedida pela expulsão dos portugueses de Pernambuco e pelas reações ao Dia do Fico e iniciou-se bem antes que a independência brasileira ao custo de muitas vidas e batalhas por terra e mar.
Suas principais batalhas foram a de Pirajá, liderada pelo General Pedro Labatut, contratado por D. Pedro I para lutar em favor da independência do Brasil, e o bloqueio do Porto, comandado pelo inglês Thomas Cochrane, impedindo o abastecimento de alimentos e reforços aos portugueses, forçando-os a se retirarem do Brasil.
Todo ano é a mesma coisa, o prazo vai chegando ao fim e o desespero toma conta de mim. Como colocar no papel todos os rendimentos, despesas, bens e investimentos com calma e serenidade.
Acho um trabalho árduo e sem lógica.
A verdade é que estamos acostumados a deixar tudo para a última hora mesmo quando essa hora é adiada por alguns meses.
Bom, esse ano já foi! Agora é relaxar antes de começar a pensar no próximo.
Quem já me conhece sabe que costumo me avaliar trimestralmente sobre todo o planejamento feito no início do ano.
“Como é de costume, gosto de me planejar e estabelecer metas para cumprir durante o ano. Vivo e respiro vencer desafios e atingir meus objetivos.
Não consigo deixar a vida me levar. Sou dessas que olha para o futuro e sabe bem o que espera dele. E corro atrás para fazer as coisas acontecerem.
Algumas metas são imprescindíveis na vida da gente como, por exemplo: a saúde, o trabalho, o lazer, a família e o equilíbrio pessoal.
Então vamos lá!”
Saúde
“Desejo viver saudável e envelhecer bem. Isso significa estar de bem com o meu corpo, com o peso ideal (o mesmo desde que casei há 20 anos), sem dores, com disposição para a vida. A boa alimentação é uma necessidade. Deixar as “porcarias” de lado e me dedicar mais aos exercícios serão meu grande foco nesse ano. Chegar aos cinquenta (ainda está bem longe!) com carinha de trinta é tudo de bom! Que morram de inveja as inimigas!!!!!!”
Tudo ia muito bem até essa pandemia começar. Peso ok, saúde ok, foco ok, exercícios ok. Até comecei a lutar boxe 🥊 para estimular o corpo. Quarentena geral, paradeira geral. Nada ficou no lugar, sem exercícios, sem boxe, sem perspectivas, com medo!
Apenas a saúde continua intacta e isso já é uma grande vitória!
Meta: 50% cumprida.
Trabalho
“Já fiz muitas coisas na minha vida profissional e, nesse ano tenho mais um desafio a vencer. Transformar o meu novo desafio profissional em um sucesso. E vou conseguir. Não será fácil, tenho muito a trabalhar e a aprender mas, com dedicação e paciência sei que vou chegar lá!”
Quando eu pensei que o ano ia começar de verdade ele não começou. Muito pelo contrário, tudo parou, tudo fechou, todos ficaram em casa.
Impossível planejar o futuro. O lema é sobreviver um dia de cada vez. Não sabemos como a nossa economia se comportará.
Mas, continuo acreditando que tudo dará certo!
Meta: 50% cumprida.
Lazer
“Todo mundo precisa de um momento de ócio, para colocar os pés para cima, ler um livro, assistir um filme, papear com amigos, beber um vinho (ou champagne!), ir às compras… Melhor ainda se puder fazer viagens, sair da rotina, ficar em bons hotéis, conhecer o mundo. Quero me permitir mais ócio, mais tempo com amigos, mais leituras e filmes, mais vida!”
Parece até piada mas, nada todo ócio é possível nesse momento. Amigos só virtualmente, viagens só pela internet, sair da rotina, bem isso é verdade, do quarto para sala e só. Estou me dedicando a um livro por dia e muitos filmes. O trabalho de home office tem consumido boa parte do meu tempo. Mas, ainda tenho esperança e acredito que tudo vai passar.
Meta: 50% cumprida.
Família
“A harmonia familiar traz a paz necessária para que possamos estar conectados com os nossos objetivos. Procuro me afastar de brigas e confusões. Aprendi a tomar conta da minha vida e respeitar a forma de ser dos outros. Vi que não vale a pena tentarmos mudar a maneira de ser das pessoas para que elas atendam às nossas expectativas. Filhos, marido, pai, mãe, familiares e amigos devem conviver em harmonia respeitando as diferenças entre eles. Defeitos todos temos mas, as qualidades de cada um é o que realmente importa. Paz é o meu desejo!”
Taí uma meta que podemos considerar cumprida pelo ano inteiro. Essa quarentena uniu a família e nos fez aprender muito sobre sobrevivência. Gostei de ver as meninas assumindo responsabilidades, pude conhecer mais detalhes sobre a minha própria casa. Pudemos passar mais tempo juntos e nos conhecermos melhor. Treinamos a paciência e resignação por não podermos fazer aquilo a que estávamos acostumados. Só não tive coragem de me aventurar nos mistérios da cozinha. Talvez em uma outra vida!
Meta: 100% cumprida.
Equilíbrio pessoal
“Sempre fui uma pessoa decidida e procuro seguir a minha vida tomando as decisões que mais se adequem à minha forma de ser. Deixo a ansiedade de lado, aprendi que tudo só acontece na hora certa. Não adianta colocarmos o carro na frente dos bois pois, o resultado não será diferente. O equilíbrio da vida está em saber dosar o tempo de trabalho e os momentos de lazer e descanso para que o corpo e a mente estejam saudáveis. Esse é o meu lema!”
Nesse momento de tantas incertezas só mesmo tendo muito equilíbrio para lidar com o inesperado, com o desconhecido. Tenho aproveitado a leitura para conseguir a calma que preciso para seguir em frente. A falta dos amigos e das viagens me tira do prumo mas, a respiração e poder olhar diariamente o mar me trazem de volta a serenidade que necessito.
Quem viveu nos anos 80/90 vai entender bem a diferença do período em que vivemos hoje. O meu resumo de tudo é que o mundo “encaretou” e está cheio de mimimi.
Quando poderemos ver uma abertura como foi a da novela Tieta ou do Fantástico nos dias de hoje? Nunquinha!!!!
E os programas dos Trapalhões com suas piadas homofóbicas e racistas?
Ou o seriado Armação Ilimitada querendo bagunçar o modelo ideal de família?
Ou os costumeiros “topless” das famosas modelos na praia? Sem falar nos curtíssimos biquínis fio dental e asa delta.
Aquele foi o momento mais transparente do que podemos chamar de liberdade de expressão. Ninguém tinha medo de falar exatamente o que pensava. Isso nos dias de hoje é um grande engodo.
Onde foi que nos perdemos? Quando deixamos de encarar a vida de forma simples e complicamos tudo? De onde buscamos tanto pudor e hipocrisia? Fica a pergunta…