Assuntos do blog

5 fev

Há dez anos eu escrevo diariamente para este blog. Os assuntos sempre me surgiram, como num passe de mágica, sem muito esforço.

Ainda hoje as pessoas me perguntam se tudo o que eu escrevo está diretamente relacionado a mim. E eu digo que não necessariamente. É claro que só falo sobre aquilo que me interessa ou me incomoda mas, nem sempre o assunto está ligado à minha pessoa.

Tudo o que me rodeia me inspira. Os assuntos do jornal, as conversas das minhas filhas, os sentimentos e o comportamento das pessoas. Fica difícil separar e identificar aquilo que diz respeito à mim e o que não diz.

No fim, acaba sendo muito engraçado quando as pessoas se preocupam com algo que escrevi, achando que estou falando sobre minha vida ou meu marido quando, na verdade, a fonte de inspiração foi completamente diferente.

Bjs

Nanda

O peso do terceiro

4 fev

Quando eu estava no ensino médio, me preparando para o vestibular, li o texto que um amigo escreveu e resolvi guardar para mostrar às minhas filhas quando chegasse o momento delas. E este momento chegou…

Esse é um texto que todos os jovens do ensino médio deveriam ler. Boa sorte!

“ Alguém disse certa vez que um vestibulando se assemelha bastante a um presidiário, encerrado dentro de si mesmo, preso por suas expectativas e pelas cobranças da sociedade. Contudo ao se analisar mais profundamente a questão, conclui-se que é durante o terceiro ano que o indivíduo trava o primeiro contato com a realidade que o cerca, se posicionando diante dela, começando a aprender a ser livre; não daquela maneira simples e irresponsável com a qual estávamos acostumados, mas sim algo maior, mais consciente, mais nobre.

Por ser um ano decisivo e definitivo, o terceiro ano traz consigo uma carga emocional muito grande e é a partir dela que se caracteriza o vestibulando. Este indivíduo é geralmente (ou se comporta como) neurótico, sendo capaz de em poucos minutos passar de uma efusiva alegria ao mais completo estado de desânimo e vice-versa, bastando para isso constatar se a resposta do exercício de matemática está certa ou não.

Durante o terceiro ano, o aluno é submetido a três tipos básicos de estado de espírito, são eles: 1) de abril a maio; à disposição é a tônica do período, não se medem sacrifícios, quanto mais assuntos para estudar melhor, nada parece ser suficientemente forte para cansar ou desanimar o aluno, sua fé no ingresso na faculdade é inabalável. É o melhor momento para que o professor conte piadas ou encerre a aula mais cedo. Se por acaso o mestre faltar ao trabalho é ovacionado com entusiasmo e recebe honra de chefe de estado; 2) de julho a setembro: aparecem os primeiros sinais de cansaço, ir para aula é um sacrifício insuportável, a preguiça já domina o aluno e com ela o desejo de que o vestibular comece logo. São comuns os comentários do tipo: “… perdendo ou passando que venha e acabe com essa chatice de estudar todo dia”; em outubro não há tempo propício para se pensar em qualquer coisa; 3) de novembro a dezembro: aparece o medo. Da fé e da auto-confiança do início do ano não se percebem nem vestígios, cada minuto da aula torna-se precioso. Os alunos que, durante o ano, não estudaram arrependem-se, deixam de frequentar as aulas e passam a estudar em casa em tempo integral (inclusive à noite). Na sala, ninguém se atreve a conversar, as brincadeiras do início do ano são banidas, afinal interrupções atrapalhariam a aula, o programa poderia atrasar, não daria tempo de estudar tudo para o vestibular e isso é pior do que a morte para um vestibulando. É recomendável aos professores que evitem encerrar as aulas mais cedo ou pior, que faltem ao trabalho, sob pena de serem “processados”, proliferam comentários do tipo: “… se eu perder eu juro que mato este infeliz!” A partir deste estágio, a neurose atinge o grau máximo e os “bate-papos” só giram em torno do seguinte: “ontem só consegui estudar até às 2 da madrugada, se eu não deixar de ser preguiçoso vou terminar perdendo o vestibular!”, um outro sugere: “… tem gente (ele próprio já o fez, mas um vestibulando que se preza nunca assume a sua neurose) que toma café com coca-cola e fica acordado a noite inteira, dizem que é até gostoso!” Criam-se ditados que são encarados como verdades absolutas, tais como:”o melhor dia para se estudar é um domingo de manhã ensolarada, pois os concorrentes estão na praia”, ou pior:”a melhor maneira de se decorar uma apostila de história é lê-la em voz alta em um ônibus lotado, chamando a atenção do maior número de pessoas possível, pois a única solução para não morrer de vergonha é se concentrar totalmente na leitura “.

O tempo passa e chega o grande momento. No local das provas o vestibulando se depara com uma multidão dê concorrentes, todos com o mesmo sonho e pensa: “por que minha alegria deve ser conseguida à custa da tristeza de tantos? Por que nem todos (e talvez até eu) não terão direito de concretizar seus sonhos?”, está aí a principal consequência do terceiro ano: o amadurecimento obtido através do primeiro contato efetivo com a realidade, tem-se noção da responsabilidade que recebemos, mesmo antes de saber o resultado, compreendemos a nossa missão e nos sentimos responsáveis e obrigados a cumprí-la.

Sérgio Oliveira (vestibulando de 1989 e aprovado na UFBA em Medicina)

Bjs

Nanda

Insatisfação eterna

3 fev

Conheço pessoas que, por mais que obtenham conquistas e sucesso não conseguem ser felizes. A insatisfação as perseguem todo o tempo mesmo que as suas vidas estejam em equilíbrio.

Se esquecem de refletir sobre o que de fato importa na vida. Não avaliam que gozam de boa saúde e seus filhos também. Não se importam que possuem um lar para viver e comida para matar a fome. Não valorizam os amigos que possuem e que se preocupam se elas estão felizes.

Se esquecem de olhar para trás e agradecerem por tudo o que já foi conquistado. E não conseguem imaginar o futuro que está sendo traçado há cada dia.

Vivem amarguradas por causa daquilo que não podem ter e, na verdade, nem importa tanto assim. Deixam de ser felizes e aproveitar as coisas boas da vida.

Bjs

Nanda

Relacionamento mal acabado

31 jan

Quando um relacionamento entre um casal termina e tudo está bem, a coisa fica bem resolvida, cada um segue seu caminho, sem disse me disse, sem ruídos na comunicação, sem mágoas.

Quando a mágoa fica no peito, quando os amigos se intrometem na história, quando surgem conversinhas sem propósitos, são sinais de que o relacionamento acabou de uma forma mal acabada.

Já vi alguns acabarem de uma forma mal acabada, sem um ponto final, com mágoa, com conversinhas paralelas, mesmo após muito tempo. Não há o certo ou o errado, simplesmente há escolhas diferentes, caminhos diferentes, vidas diferentes.

Desejo que tudo aquilo que seja inacabado se resolva e que o tempo se encarregue de todo o mais!

Bjs

Nanda

Voto em quem é sério e justo

30 jan

Muita gente pergunta qual é o meu voto, quais são as minhas preferências e eu prefiro me abster de qualquer resposta.

Mas, posso dar muitas pistas.

Voto em pessoas e não em partidos. Voto em justiça e seriedade. Voto na ficha limpa. Voto no equilíbrio e no crescimento. Voto no futuro.

Não tem meu voto aquele que mente para se eleger ou se manter no poder. Não voto em quem vive de passado e não enxerga o futuro. Não voto em quem não cuida do seu povo.

E pretendo votar sempre naquele que melhorar a educação e a saúde básica para que as pessoas tenham igualdade nas oportunidades e não necessitem de privilégios.

Bjs

Nanda

Gente mal vestida

29 jan

Fico abismada quando vou a um evento no qual o convite descrevia claramente o tipo de traje a ser usado e as pessoas desrespeitam a sugestão.

Será que é muito difícil pesquisar no Google o que significa traje passeio completo antes de vestir uma calça jeans e camiseta ou um vestidinho simplório por aí.

Considero um desrespeito ao dono da festa, um desleixo com o momento e com o evento em si. São pessoas que não se preocupam com a aparência e com o convívio em sociedade.

Que fique claro que traje passeio completo não significa traje esporte fino de jeito nenhum. E traje de gala, é para poucos!

Bjs

Nanda

A volta da Mulher Maravilha

28 jan

A Minha Mulher Maravilha estava de férias há bastante tempo. Estava sempre concentrada em uma única função mas, o ano de 2020 começou bem diferente.

Voltei com energia total e a Mulher Maravilha acordou do seu repouso. Estou focada em mil coisas e fazendo todas elas acontecerem.

A super executiva está de volta e em busca do sucesso. A super mãe motorista vai ter que entrar em ação novamente. Já estava tão desacostumada mas, os horários das meninas estão chocando e eu vou ter que ajudar.

Quero todos os resultados para ontem. Não consigo esperar. Talvez porque já tenha esperado muito. Não deixo as coisas acontecerem por si só, corro atrás e trabalho pelos meus objetivos.

Bjs

Nanda

Saudade da caçulinha

27 jan

Pense em uma menina que me dá trabalho. Ela tem o seu tempo próprio, não cumpre horário para nenhum compromisso. Tenho que ficar no pé para ela não chegar atrasada na escola e nas aulas extras.

Estava doida para tirar umas férias da pequena mas, quando consigo, sinto uma falta. Ela é aquela que enche a casa de alegria, que faz barulho o tempo todo, que invade o meu quarto a todo momento, que me dá aquele beijo quando eu menos espero.

Filho é assim, brigamos, dizemos que vamos tirar férias, que vamos mandar eles para um colégio interno mas, na hora da distância, fazem a maior falta.

Volta logo, caçulinha!

Bjs

Nanda

Verão na Bahia

24 jan

Verão na Bahia é assim…

Bjs

Nanda

Manda quem pode, obedece quem tem juízo

23 jan

“Manda quem pode, obedece quem tem juízo.” Este é um ditado antigo e muito bem aplicado nos dias de hoje. Podemos usá-lo em diversos momentos, tais como: na educação dos filhos, no ambiente empresarial, na rotina da casa ou na vida escolar.

Desde os primórdios da vida humana o poder dita as regras. E esse poder pode ser conquistado por diferentes formas: por hereditariedade, por conhecimento, por dinheiro e, muitas vezes até, por diferenças de raça ou sexo.

O fato é que uns nascem para mandar e outros para obedecer. E se não fosse assim não haveria ordem, não haveria uma sociedade organizada, não haveria nada.

Bjs

Nanda