Tag Archives: felicidade

Quem não sabe rezar xinga Deus

9 nov
“Quem não sabe rezar, xinga Deus” é um ditado que minha avó costumava dizer.
Precisamos saber agradecer a Deus pelas nossas conquistas e por aquilo que possuímos. Temos mania de reclamar por tudo, de desejar o mundo e de achar que o que temos não é suficiente.
Conheço muita gente insatisfeita com a vida que leva. Vive de cara feia, com eterno mau humor. Tem a certeza que será mais feliz se arrumar outro emprego, se mudar de casa, se trocar de marido. Ou seja, a infelicidade está concentrada nela mesma.
Eu aprendi a ser feliz com a vida que levo, com o que tenho, com a pessoa que sou. Aprendi a ser feliz hoje e não deixar para amanhã. Aprendi que a felicidade é um estado de espírito e é agora!
Bjs
Nanda

Pra que serve o dinheiro?

4 dez

O dinheiro não faz mal a ninguém mas, cá tenho eu minhas dúvidas sobre o assunto. Afinal de contas, tudo demais é sobra.

O dinheiro serve para suprir as necessidades básicas das pessoas, pagar por uma moradia e alimentos para a família.

O dinheiro também serve para proporcionar uma boa educação aos filhos, conforto para a família e lazer para todos.

O problema está em quando nos tornamos escravos dele. Quando o mundo deixa de girar em torno de nós e passamos a girar em torno do dinheiro.

O problema é quando deixamos de enxergar as coisas mais importantes da vida e que, normalmente, são livres de qualquer tipo de custo.

Precisamos estar atentos para não ficarmos reféns da nossa conta bancária, para não nos deixarmos seduzir pelas coisas compradas e, muitas vezes, desnecessárias.

Precisamos ser felizes!

Bjs

Nanda

Felicidade

19 out

Acredito que a busca pela felicidade seja a principal meta de vida de qualquer pessoa.Mas, a definição do que é ser feliz varia de pessoa para pessoa.

Para uns, ser feliz significa atingir as conquistas financeiras e profissionais. Para outros, o amor está em primeiro lugar. Mais alguns preferem a estabilidade de uma família.

Ainda bem que a definição de felicidade não é um consenso entre as pessoas. Seria muito difícil e triste observar que o mundo inteiro só poderia ser feliz de um mesmo jeito.

Tenho um conceito bem amplo do que é a felicidade. Acredito em um mix de realizações e um perfeito equilíbrio entre cada uma delas. Não poderia ser feliz sem ter uma profissão determinada, não poderia ser feliz sem as conquistas profissionais realizadas, não poderia ser feliz sem ter concretizado o sonho da maternidade, não poderia ser feliz sem ter encontrado um amor, não poderia ser feliz sem ter constituído uma família, não poderia ser feliz sem cada uma das conquistas financeiras.

Sou bem exigente com relação à minha felicidade. Quero tudo e mais um pouco… Porém, não preciso de nada em excesso. Gosto do equilíbrio entre as buscas e as conquistas. Gosto de percorrer o caminho e ser feliz durante ele. Não dá para deixar para ser feliz amanhã. O dia de ser feliz é hoje!

Bjs

Nanda

Ser feliz ou ter razão

20 set

Tem gente que tem necessidade de ter razão em tudo nessa vida. Já fui assim um dia. Amadureci e descobri que prefiro ser feliz e evitar muitos embates e discussões desnecessárias.

Muitas vezes, levamos nossas crenças a ferro e fogo e não abrimos a nossa cabeça para novos olhares ou novas possibilidades. Queremos fazer o mundo acreditar e concordar com os nossos pensamentos. Quantas brigas, quantas discussões…

Quando a maturidade chega aprendemos a respeitar pensamentos e convicções divergentes, sem a necessidade de alterarmos nossos pensamentos, sem amizades perdidas, sem tempo desperdiçado.

A felicidade vale mais a pena que alguns minutos de razão soberana. O que vocês acham?

Bjs

Nanda 

O sorriso de uma criança 

14 jun


Ver o sorriso no rosto de uma criança é algo que não tem preço. É ter a certeza de que a felicidade não se compra, simplesmente, se encontra.

Crianças felizes são aquelas que são amadas, que vivem em um ambiente harmônico e sem brigas, que tem a barriga cheia e o sono em dia, que não tem frio e nem calor. 

O sorriso de uma criança é resultado das manifestações de carinho daqueles que a amam, é recompensa por um elogio recebido ou um olhar de afeto. O sorriso é sempre grátis e não exige nada como moeda de troca. É puro e sincero, portanto, confiável.

O sorriso de uma criança é a demonstração de como devemos permanecer, mesmo com a maturidade, sem esquecer das nossas essências, dos nossos valores e das coisas simples que nos trazem felicidade.

Bjs

Nanda 

Ser feliz ou ter razão?

28 jan

2015/01/img_3783.jpgRespeito à maneira de ser de cada um e sei que existe gente de todo o jeito. A personalidade e a educação é formada desde criança mas algumas características já nascem com as pessoas.

Tem gente que é de paz e tudo está bom. Não gosta de brigas e prefere ser feliz a entrar em uma. Foge de discussões sem sentido e prefere acalmar os ânimos quando os mesmos estão exaltados. Outros, discutem por tudo e necessitam da razão. Querem estar certos sempre e não admitem a perda. Procuram briga até onde não existe.

Pois é… No mundo de hoje precisamos fazer escolhas e nem sempre ter razão nos trás a felicidade. Por isso, faço questão de ser feliz e quem quiser que tenha razão.

Bjs

Nanda

Meu filho, você não merece nada

5 jun

felicidade

Li esse texto e me encantei. Achei que devia compartilhar com vocês pois acredito que todos devam ler e refletir.

“Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.emburrada

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

choroBasta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.” (ELIANE BRUM)

Bjs

Nanda

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