Adiamento 

22 set


Compartilho com vocês uma poesia encantadora que gosto muito e, com certeza, nos faz refletir sobre o passado, presente e futuro.

“Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã…
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não… 
Não, hoje nada; hoje não posso. 

A persistência confusa da minha subjetividade objetiva, 
O sono da minha vida real, intercalado, 
O cansaço antecipado e infinito, 
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico… 
Esta espécie de alma… 
Só depois de amanhã… 

Hoje quero preparar-me, 
Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte… 
Ele é que é decisivo. 

Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos… 
Amanhã é o dia dos planos. 
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo; 
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã… 

Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro… 

Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo. 
Só depois de amanhã… 

Quando era criança o circo de domingo divertia-rne toda a semana. 
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância… 
Depois de amanhã serei outro, 
A minha vida triunfar-se-á, 
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático 
Serão convocadas por um edital… 
Mas por um edital de amanhã… 

Hoje quero dormir, redigirei amanhã… 
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância? 
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã, 
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo… 
Antes, não… 

Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei. Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser. 
Só depois de amanhã… 

Tenho sono como o frio de um cão vadio. 
Tenho muito sono. 
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã… 
Sim, talvez só depois de amanhã… 

O porvir…
Sim, o porvir…”
Fernando Pessoa



Bjs



Nanda

Parabéns, mamãe!

21 set

Hoje é o dia dela…

Aquela que me gerou, me educou e me ensinou a maioria das noções de ética que tenho hoje.

Aquela que brigou comigo quando não cumpria as minhas obrigações.

Aquela que me deu colo quando eu mais precisava.

Aquela que vibrou por minhas conquistas.

Aquela que torceu pelas minhas vitórias.

Aquela que me deu conselhos sobre os caminhos a trilhar.

Desejo felicidades, saúde e paz para você, minha mãe.

Bjs

Nanda

Risadas na família

20 set

Domingo em almoço de família: sogra, sogro, cunhados, sobrinhos e primos, todos presentes. A sensação de formalidade só dura até a primeira garrafa de champanhe estar finalizada.

Tira-gostos engordativos à vontade, crianças e adolescentes reunidos em seus grupos, homens conversando sobre futebol, política ou economia e as mulheres aproveitando o momento para boas risadas.

Quando se tem uma cunhada piadista, tudo fica mais divertido. Qualquer coisa é motivo de piada e oportunidade para boas risadas. As fofocas são acompanhadas de imitações e trejeitos e até os assuntos sérios são tratados com leveza e brincadeirinhas.

Ao fim do dia, a barriga dói de tantas risadas e o domingo termina com a sensação de divertimento. Que comece a semana!

Bjs

Nanda

Terapia de compras

19 set

Tem doido de tudo quanto é jeito. Uns precisam ser internados para tratamento, outros caminham sem rumo e sem memórias, outros vão passar horas discutindo seus problemas e medos com seus analistas (Já fiz isso e recebi alta por duas vezes) e outros, ou melhor, outras, preferem gastar dinheiro fazendo compras.

A sensação de prazer durante as compras é indescritível. Escolher, visualizar, experimentar e decidir levar. Cada etapa tem um sabor. Mas, o clímax está na sensação de abrir a bolsa e tirar o cartão de crédito para pagar a conta.

O grande problema é quando a fatura chega. Levo cada sustoooooooo. Já prometi milhões de vezes que vou jogar esses pedacinhos de plástico no lixo mas, nunca consegui cumprir. Acho mais fácil convencer o marido que todas as compras foram essenciais, indispensáveis e de extrema urgência. 

Bjs

Nanda

Festa de casamento na praia

18 set

Festa de casamento é sempre um evento importante e emocionante. A cerimônia em si já causa uma certa emoção em todos os convidados. A escolha feita pelos noivos faz parte de um momento decisivo na vida do casal. A única certeza é que dali para frente tudo será diferente.

A cerimônia pode não significar nada para muita gente; para outros, representa uma satisfação à sociedade e para outros ainda, como eu, é a simbologia da concretização do amor e da certeza que aquela união dará certo “para sempre”. Mesmo que esse “para sempre” seja mais curto que o esperado, a certeza já bastou naquele momento.

Quando essa cerimônia é realizada de formas diferentes, alternativas, bem a cara dos noivos, sem a presença da formalidade do ambiente da Igreja, tudo fica ainda mais romântico. Pés na areia, mar como paisagem e brisa nos cabelos transformam o momento em uma obra de arte. O sorriso dos noivos contagia todos os presentes. E a célebre frase … até que a morte os separe começa a ecoar nos pensamentos mais profundos daquelas pessoas.

Prefiro dizer “que seja infinito enquanto dure!”

Bjs

Nanda

A triste geração que virou escrava da própria carreira

15 set

Por Revista Pazes – maio 20,2016, Por RUTH MANUS

“E a juventude vai escoando entre os dedos.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.

Frequentou as melhores escolas.

Entrou nas melhores faculdades.

Passou no processo seletivo dos melhores estágios.

Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.

E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.

Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.

Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas para a vida, costumava ser não:

Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.

Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.

Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.

Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.

Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.

Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.”

Bjs

Nanda

Contato com a natureza

14 set

Não nego pra ninguém que sou uma pessoa totalmente urbana. Meu mundo está diretamente ligado à vida intensa das cidades. Difícil me acostumar um dia a viver com a tranquilidade e paz a vida no campo.

Mas, viagens e períodos em contato com a natureza, mesmo que esporádicos, são necessários para entrarmos em conexão com nossos pensamentos. Admirar as belas paisagens nos lembra que não somos o centro do mundo e o tamanho do mar nos mostra que somos, praticamente, um nada perante a grandiosidade do universo.

Sentir o cheiro das plantas e da terra molhada me remete aos tempos de infância, as ondas do mar, aos tempos de surfista adolescente, os rios e lagoas me lembram as traquinagens que já fiz um dia. Acho extremamente importante pisar na grama, andar de bicicleta, nadar, mesmo que na piscina e deixar a hora passar sem olhar no relógio.

O céu azul durante o dia e estrelado à noite nos mostra que precisamos ter forças e seguir em frente com nossos projetos. E, se a lua estiver cheia, abençoando nossos sonhos, fica tudo lindo e maravilhoso.

Bjs

Nanda

E quando a gente explode?

13 set

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa pacífica e não me altero com frequência. Procuro resolver os problemas com serenidade e sabedoria.

Mas, quando alguém pisa no meu pé, a coisa pode fugir do controle. Perco a cabeça e até a razão. Perco a linha e até a educação. Viro onça pintada com sede de vinganca.

Porém, como característica típica de uma ariana, esqueço todos os problemas, todas as brigas e ajo como se nada tivesse acontecido. Basta me conhecer um pouquinho para ter a certeza que não guardo rancor e sou uma pessoa de fácil convivência.

Prefiro muito mais ser explosiva e acertar as minhas contas no ato do problema do que guardar a raiva, me fazendo mal por dentro. Não quero mesmo morrer de infarto do coração.

Explodo sim, e aí?

Bjs

Nanda

As borbulhas do champanhe

12 set

Fim de semana “jacando” todo o tempo… Feriadão com a casa lotada e muitas guloseimas. 

Para acompanhar todos os dias de sol (por incrível que pareça!), a bebida escolhida por mim é, sempre foi e sempre será o espumante. As borbulhas dessa bebida me seduzem de tal forma que entro em êxtase. 

É verdade que bebidas gasosas fazem mal para quem tem gastrite mas, não abro mão de jeito nenhum. As borbulhas são mais poderosas mesmo! 

Depois de um longo período afastada do álcool, posso afirmar que abusei um pouquinho nesse fim de semana. Mas, nada que uma boa dieta nessa semana possa resolver.

Bjs

Nanda

Casa cheia

11 set

Adoro casa cheia de amigos e familiares. Curto muito ser uma boa anfitriã. 

Começo o planejamento no momento dos convites. Quem são as pessoas que combinam entre si? Como harmonizar as características de cada convidado para que a convivência seja do tipo inesquecível.

Divisão dos quartos, o cardápio a ser servido, os mimos para cada hóspede… gosto de pensar em tudo. Caprichar na decoração de cada quarto com a intenção de deixar cada amigo como se estivesse em sua casa.

Preparar um cardápio que agrade a todos não é tarefa fácil. E deixar de ter a comida que agrade a todos é um pecado mortal. As bebidas são o item central da boa recepção, geladas e variadas para todas as preferências.

Enfim, gosto de ser aquela anfitriã para ninguém conseguir esquecer!!!!! Convencida, né?

Bjs

Nanda