Tag Archives: mulher

Chama o síndico 

24 out
Dizem que eu procuro sarna para me coçar pois não fico quieta em meu canto. Já não me basta todas as atividades que tenho é vivo arranjando mais uma.
Não basta ser mãe, dona de casa, mulher, e empresária. Tudo isso é pouco! Nunca deixei de ser estudante. Sempre estou aprendendo algo, principalmente línguas, que amo de paixão.
Por último, me coube a função de síndico. E como sou dedicada em tudo o que faço, acredito que sou uma boa síndica. Mas, para quem pensa que o trabalho é pouco e os benefícios muitos, estão enganados.
Nada de redução na taxa de condomínio e muita preocupação em manter tudo organizado. Confiro cada prestação de contas, cada real gasto e faço contas sobre o que gastar. A manutenção do bem comum é minha maior preocupação e não meço esforço para que tudo esteja organizado.
Como dizia Tim Maia: “eu vou chamar o síndico!” Podem chamar que eu chego já.
Bjs
Nanda

Feminismo

3 out

Li esse texto e achei fantástico.

“Semana passada fui dar aula sobre assédio sexual num curso de pós graduação em São Paulo. Cheguei na sala, composta predominantemente por advogados, e perguntei “Quem aqui se considera feminista?”. Silêncio. Uma moça levanta timidamente o braço. Dois ou três caras fazem comentários baixinho e riem.

Disse “Ok. Vou fazer duas leituras rápidas para vocês”. Continuei.

“Dicionário Houaiss da língua portuguesa: FEMINISMO: teoria que sustenta a igualdade política, social e econômica de ambos os sexos.

Dicionário Jurídico da Professora Maria Helena Diniz: FEMINISMO: movimento que busca equiparar a mulher ao homem no que atina aos direitos, emancipando-a jurídica, econômica e sexualmente.”

Esperei um pouquinho e mudei a pergunta “Quem aqui pode me dizer que NÃO se considera feminista?”. Ninguém levantou a mão.

Pois é. Tenho a sensação de que 99% do mundo não entendeu até agora o que é feminismo. Porque se as pessoas entendessem, quase todo mundo teria orgulho de se dizer feminista. E o melhor: dizer “eu não sou feminista” seria considerado algo mais feio do que dizer “eu não gosto de filhote de golden”.

Não vou perder tempo aqui dizendo que feministas não são mulheres que não se depilam, não usam soutien e não transam. Primeiro porque ser feminista não tem a ver com ser mulher, tem a ver com ser humano. Segundo porque nunca entendi que raio que os pelos têm a ver com posicionamentos ideológicos. Terceiro porque soutien serve para sustentar peitos, não para sustentar ideias. E quarto porque eu já vi gente deixar de transar por causa da igreja, por causa de promessa, por falta de opção, por infecção ginecológica, problemas de ereção… Mas por feminismo nunca vi. Alguém já viu?

Enfim. Acho que ser feminista não é bom ou ruim. Ser feminista é necessário. Uma vez ouvi uma amiga dizer “a mulher que diz que nunca foi discriminada é apenas uma mulher muito distraída”. É simples assim. Não precisamos ir até o Oriente Médio. Não precisamos ir até tribos africanas. Não precisamos ir ao sertão do nordeste. Não precisamos ir até a periferia de São Paulo. Não precisamos sair dos nossos bairros. O machismo que limita, que agride, que marginaliza, que ofende, que diminui, mora ao lado, dorme por perto.

E agora, quem poderá nos defender? O feminismo. O mesmo feminismo que nos tornou civilmente capazes e independentes perante a lei. O mesmo feminismo que nos possibilitou votarmos e sermos votadas. O mesmo feminismo que segue lutando diariamente por uma sociedade mais justa para mulheres, homens, mães, pais, filhas, filhos, trabalhadoras e trabalhadores.

No século XIX, as brilhantes irmãs Brontë escreviam através de pseudônimos masculinos por saberem que suas obras não seriam aceitas na sociedade se soubessem que as autoras eram mulheres. Se não fosse o feminismo eu provavelmente também não estaria escrevendo aqui neste momento. Pelo menos não como Ruth.

Nós precisamos falar sobre feminismo. Com nossos amigos, nossos pais, nossos filhos, grandes ou pequenos. É hora de falar sobre igualdade entre meninos e meninas. É hora de falar que meninas podem jogar bola e ter carrinhos e que meninos podem cuidar de bonecas. Quem não quer ter um filho feminista? Quem não quer que eles vivam num mundo de igualdade, no qual nem meninos nem meninas sejam massacrados pela truculência do machismo?

Nesse domingo, o tema da redação do Enem foi a violência contra a mulher. Milhões de jovens tiveram que parar para pensar sobre isso. Que avanço lindo. Pensar é sempre o primeiro passo. Perceber que a questão existe, que o tema não é antiquado e que, infelizmente, as questões de gênero estão muito longe de serem superadas. A violência persiste, a discriminação no ambiente de trabalho persiste, a desigualdade salarial persiste, a discriminação com as tarefas domésticas persiste, as pequenas (e não menos graves) agressões machistas do dia a dia persistem. Então a luta tem que persistir.

O feminismo não é de esquerda nem de direita. Não é só para mulheres nem é só para homens. Não é ameaça. Não é um estranho. Mas perceba que quando você trata os feministas na terceira pessoa do plural, excluindo-se deste rol, você está afirmando não fazer parte do grupo que prega a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. Pense bem de que lado você quer estar.

Se você percebeu que é feminista, fique tranquilo. Nós não contaremos para ninguém. Mas, sabe? Se eu fosse você, eu sairia contando para todo mundo. Porque ser feminista é lindo, é importante, é sinal da inteligência e da decência de qualquer ser humano. Como diz o lindo livrinho da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (leiam, ele é pequenino e indispensável): Sejamos todos feministas. E o mundo será melhor a cada dia. Pode apostar.”

(Ruth Manus)

Serve para uma boa reflexão. Sempre fui e sou uma feminista!

Bjs

Nanda

Violência contra a mulher

16 ago

Basta prestar um pouco de atenção às notícias atuais para concluirmos que o mundo está muito longe de se tornar igual. Estamos horrorizados com a quantidade de mulheres assassinadas por seus parceiros, por ciúmes ou sentimentos de posse e nos calamos diante de tal situação.

Quando será que nós, mulheres, vamos viver a tal igualdade dos sexos? Quando ganharemos os mesmos salários e teremos as mesmas oportunidades? Quando deixaremos de ter medo dos nossos companheiros e viveremos uma vida segura e em paz?

Não podemos mais aceitar situações como as ocorridas com Marielle Franco ou Tatiane Spitzner. Não tem mais cabimento, em pleno século vinte e um que essas situações ocorram sem uma punição à altura do fato. Os homens precisam aceitar que somos iguais e fim de papo.

Abaixo a violência contra a mulher!

Bjs

Nanda

Mulher, artigo de luxo!

11 jul

Sempre escutei que as mulheres são artigo de luxo. Que para serem belas e elegantes precisam gastar um pouquinho de dinheiro.

Os homens têm mania de achar que somos perdulárias e não têm a mínima ideia do custo da beleza. Imaginam que gastamos o nosso dinheiro apenas em compras e coisas fúteis. Não sabem que a beleza custa caro e que boa parte dos nossos investimentos são direcionados para a nossa aparência.

Dia de salão de beleza, unhas, massagens, tratamento de pele, cremes e fórmulas, ginástica, etc… Tudo isso custa muito caro e eles não imaginam quanto.

Tenho pena do meu marido que escolheu ter três mulheres e precisa arcar com uma conta tão cara. As adolescentes de hoje já se cuidam como gente grande e gastam igual também.

Bjs

Nanda

A casa das três mulheres

4 maio

Quem é mulher sabe o custo da beleza e elegância. Desde o valor pago em um salão de beleza com cabelos, unhas, sobrancelhas e depilação até os itens de vestuário, acessórios e maquiagem.

Os homens não passam por isso. Um terno, seis camisas sociais, cinco camisas esporte, dois pijamas, dois sapatos, um tênis, uma sandália e dez cuecas já enchem o armário masculino. Eles, realmente, não podem compreender todas as necessidades femininas.

Agora, imagine você, quando somos três mulheres em uma única casa! Todo o custo é triplicado. Somos três fazendo unha toda semana, três cabelos para cortar e hidratar, três mulheres se maquiando e se vestindo para os mesmos eventos. Haja dinheiro!

Bem que eu avisei ao marido que mulher é artigo de luxo, só tem quem pode! E ele escolheu ter três! Agora, não pode reclamar…

Bjs

Nanda

A INCRÍVEL GERAÇÃO DE MULHERES QUE FOI CRIADA PARA SER TUDO O QUE UM HOMEM NÃO QUER

9 mar

Li esse texto e resolvi compartilhar com vocês.

“Às vezes me flagro imaginando um homem hipotético que descreva assim a mulher dos seus sonhos:

“Ela tem que trabalhar e estudar muito, ter uma caixa de e-mails sempre lotada. Os pés devem ter calos e bolhas porque ela anda muito com sapatos de salto, pra lá e pra cá. Ela deve ser independente e fazer o que ela bem entende com o próprio salário: comprar uma bolsa cara, doar para um projeto social, fazer uma viagem sozinha pelo leste europeu. Precisa dirigir bem e entender de imposto de renda. Cozinhar? Não precisa! Tem um certo charme em errar até no arroz. Não precisa ser sarada, porque não dá tempo de fazer tudo o que ela faz e malhar.

Mas acima de tudo: “ela tem que ser segura de si e não querer depender de mim, nem de ninguém.”

Pois é. Ainda não ouvi esse discurso de nenhum homem. Nem mesmo parte dele. Vai ver que é por isso que estou solteira aqui, na luta.

O fato é que eu venho pensando nisso. Na incrível dissonância entre a criação que nós, meninas e jovens mulheres, recebemos e a expectativa da maioria dos meninos, jovens homens,  homens e velhos homens.

O que nossos pais esperam de nós? O que nós esperamos de nós? E o que eles esperam de nós?

Somos a geração que foi criada para ganhar o mundo. Incentivadas a estudar, trabalhar, viajar e, acima de tudo, construir a nossa independência. Os poucos bolos que fiz na vida nunca fizeram os olhos da minha mãe brilhar como as provas com notas 10. Os dias em que me arrumei de forma impecável para sair nunca estamparam no rosto do meu pai um sorriso orgulhoso como o que ele deu quando entrei no mestrado. Quando resolvi fazer um breve curso de noções de gastronomia meus pais acharam bacana. Mas quando resolvi fazer um breve curso de língua e civilização francesa na Sorbonne eles inflaram o peito como pombos.

Não tivemos aula de corte e costura. Não aprendemos a rechear um lagarto. Não nos chamaram pra trocar fralda de um priminho. Não nos explicaram a diferença entre alvejante e água sanitária. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.

Mas nos ensinaram esportes. Nos fizeram aprender inglês. Aprender a dirigir. Aprender a construir um bom currículo. A trabalhar sem medo e a investir nosso dinheiro.  Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.

Mas, escuta, alguém  lembrou de avisar os tais meninos que nós seríamos assim? Que nós disputaríamos as vagas de emprego com eles? Que nós iríamos querer jantar fora, ao invés de preparar o jantar? Que nós iríamos gostar de cerveja, whisky, futebol e UFC? Que a gente não ia ter saco pra ficar dando muita satisfação? Que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?

Aí, a gente, com nossa camisa social que amassou no fim do dia, nossa bolsa pesada, celular apitando os 26 novos e-mails, amigas nos esperando para jantar, carro sem lavar, 4 reuniões marcadas para amanhã, se pergunta “que raio de cara vai me querer?”.

“Talvez se eu fosse mais delicada… Não falasse palavrão. Não tivesse subordinados. Não dirigisse sozinha à noite sem medo. Talvez se eu aparentasse fragilidade. Talvez se dissesse que não me importo em lavar cuecas. Talvez…”

Mas não. Essas não somos nós. Nós queremos um companheiro, lado a lado, de igual pra igual. Muitas de nós sonham com filhos. Mas não só com eles. Nós queremos fazer um risoto. Mas vamos querer morrer se ganharmos um liquidificador de aniversário. Nós queremos contar como foi nosso dia. Mas não vamos admitir que alguém questione nossa rotina.

O fato é: quem foi educado para nos querer? Quem é seguro o bastante para amar uma mulher que voa? Quem está disposto a nos fazer querer pousar ao seu lado no fim do dia? Quem entende que deitar no seu peito é nossa forma de pedir colo? E que às vezes nós vamos precisar do seu colo e às vezes só vamos querer companhia pra um vinho? Que somos a geração da parceria e não da dependência?

E não estou aqui, num discurso inflamado, culpando os homens. Não. A culpa não é exatamente deles. É da sociedade como um todo. Da criação equivocada. Da imagem que ainda é vendida da mulher. Dos pais que criam filhas para o mundo, mas querem noras que vivam em função da família.

No fim das contas a gente não é nada do que o inconsciente coletivo espera de uma mulher. E o melhor: nem queremos ser. Que fique claro, nós não vamos andar para trás. Então vai ser essa mentalidade que vai ter que andar para frente. Nós já nos abrimos pra ganhar o mundo. Agora é o mundo tem que se virar pra ganhar a gente de volta.”

Autoria: Ruth Manus

Bjs

Nanda

Dia internacional da mulher

8 mar

Não sou muito adepta dessas comemorações individuais por sexo ou raça. Acredito na igualdade das pessoas e odeio a discriminação.

Mas, até que sou simpática às comemorações do dia internacional da mulher. Vejo como uma oportunidade de resgate ao romantismo. Ainda lembro quando todas as mulheres de uma empresa em que eu trabalhei ganhavam flores do chefe. Um verdadeiro mimo.

Vejo, também, como um momento para reafirmarmos a importância da luta pela igualdade das mulheres, em mostrar ao mundo o quanto somos capazes e determinadas.

Serve também para lembrarmos do quanto éramos desvalorizadas no passado e o caminho que já percorremos até hoje.

Desejo a todas as mulheres um feliz dia de hoje, de amanhã, de depois de amanhã e sempre!!!!

Bjs

Nanda

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