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São João longe do Nordeste

23 jun

Sempre gostei das festas juninas. Ainda lembro, quando criança, da fogueira gigante na porta de casa, da mesa repleta de comidas típicas, da canjica deliciosa que minha avó fazia, de assar o milho na beira da figueira e das danças e lindo vestido de caipira que eu usava. 

Os fogos de artifício eram um capítulo à parte. Era um pouco medrosa mas, não perdia a chance de soltar traques de massa, chuvinha e bombas de traque. Amava ver a beleza do vulcão que meu país soltava.

Mas esse será um São João diferente. Longe do nordeste, nada tem graça. Nem forró eu tenho escutado por aqui. Comidas típicas ficou no gostinho pois, no Sul do país, o forró é outro e as comidas típicas também.

Nada de fogueira apesar do frio de bater o queixo. Nada de milho ou canjica e, muito menos licor. Vamos ver como será sobreviver a um São João diferente!

Bjs

Nanda

Complexo de dinossauro 

22 jun

Vi esse texto na revista Veja São Paulo do dia 24 de maio de 2017 e decidi compartilhar com vocês.

“Lembra- se da palavra “faculdade”?! E de uma outra, com cheiro de infância, “refrigerante”?! De uns tempos para cá, vocábulos com mais de três sílabas entraram para a lista de ameaçados de extinção, como se fossem o mico-leão-dourado e a ararinha-azul dos dicionários. Refrigerante virou refri e faculdade virou facu. Coreografia reduziu-se a coreô e liquidação foi traduzida pelo breve sale. Nem mesmo a trissílabica “beleza” escapou da sanha redutora. Virou belê e ficou tudo por isso mesmo.

A preguiça de usar palavras longas não perdoa nem as modernidades. Chegou aos aplicativos, serviços que todas as empresas do mundo colocaram nos celulares dos usuários. Saldo de banco, check-in em companhia aérea, cardápio de restaurante, táxis e peguetes, tudo está no aparelho que os mais conservadores ainda usam apenas para falar com outras pessoas. Mas o nome do serviço mudou. Agora é tudo “ape-pê” – ou “épi”, como querem os poliglotas. 

Fico pensando nos que resistem ao avanço da tecnologia. Tenho uma amiga que não se conforma em ninguém mais estender o braço na rua para chamar um táxi. Moradora num cantão suíço, ela sempre leva um susto quando vem ao Brasil. Estamos completamente entregues ao reducionismo: da mesma maneira que economizamos sílabas, também poupamos esforços. Mesmo para falar com outra pessoa, optamos pela mensagem de voz, que é gratuita e não permite contestação imediata. O outro responde, mas perde-se o ritmo do diálogo.

Até quando se pode resistir? O computador tornou-se parte inseparável de nossa vida. Ele e suas filhas malvadas, as chamadas automáticas. Para marcar médico no convênio, nem pense em encontrar um funcionário humano. É tudo máquina, mandando teclar 1 para cirurgias, 2 para extração de menisco ou 3 para mudança de sexo. Se o cliente é de uma geração sem habilidades tecnológicas, azar o dele. Quem mandou nascer tanto tempo atrás?

É de espantar a paixão com que nós, brasileiros, nos jogamos nas mãos da tecnologia mais mundana. Trocamos mensagens de texto e voz num ritmo alucinante, como se a bateria e o mundo fosse acabar nos próximos minutos. Em ônibus lotados e salas de espera, afundamos o olho no celular e só nos ligamos ao mundo lá fora. Ignoramos o aperto, o atraso do médico e o constrangimento de estar sozinho numa mesa de restaurante. 

É evidente que boa parte desses serviços veio para facilitar a vida. Não faz muito tempo, para entregar a declaração do imposto de renda era preciso preencher toneladas de formulários, fazer cálculos por conta própria e, no fim do processo, enfrentar uma longa fila nos bancos. Alguém aqui deve se lembrar dos plantões que as agências faziam para receber as declarações. Hoje, uma dúzia de toques nos jogam na goela do Leão faminto.

Está cada vez mais difícil encontrar quem use palavras de cinco sílabas e viva sem um aplicativo no celular. Conhecer alguém que nem celular tenha é praticamente impossível. Adoraria reunir os imunes à tecnologia num congresso, mas não saberia como convocar todo mundo. Alguém lembra como se passa um telegrama?”

Bjs

Nanda 

Férias escolares 

21 jun

Por um lado, as férias escolares nos traz o descanso tão sonhado. Nada de acordar tão cedo, engarrafamentos horrorosos, estresse para fazer a meninada cumprir os horários e, distância da supervisão da tarefa de casa.

Por outro lado, precisamos nos multiplicar para arranjar uma programação diária que cumpra o papel de ocupar o tempo ocioso dos pequenos e ensinar alguma coisa de útil que eles possam aprender.

Cinema, teatro, clube, shopping e casa de amigos não bastam para entreter a criançada. Um bom livro, um filme na TV e boa música servem para ajudar na distração. Vários jogos de tabuleiro ou mesmo, da Internet também colaboram na difícil missão.

E a quantidade de lanchinhos superam o orçamento de um mês normal. Vamos colocar esses pirralhos para agitar o corpo???

Bjs

Nanda 

Casa vazia

20 jun

Basta um membro da família viajar e toda a família sente falta. A casa fica mais vazia, menos barulhenta, menos alegre.

Gosto da confusão diária, do movimento de entra e sai, das conversas em alto volume, da energia de todo mundo junto. Gosto do estresse de mandar Bia estudar, chamar Duda para almoçar, pedir a Bia para sair do telefone e gritar para Duda baixar o som da TV.

Agora que Bia está viajando, tudo está mais silencioso, quieto, vazio… Duda, sozinha, não está conseguindo manter a bagunça e a vibração da rotina diária. Tudo está tão calminho que já estou sentindo falta da barulheira constante.

Não vejo a hora para minha filha voltar e ocupar o seu lugar na bagunça novamente.

Bjs

Nanda 

Independência dos filhos

19 jun

Quando os filhos crescem e vão aprendendo a voar nos deixam de cabelos arrepiados apenas pelo fato de que, em breve, eles deixarão as nossas asas.

Nesse momento, precisamos ficar de olhos abertos, atentos aos movimentos e aguardando o momento de ajudá-los, quando gritarem por socorro. Não podemos fazer todo o esforço por eles senão, estaríamos dificultando o processo de aprendizagem.

Nossa obrigação é prepará-los para a vida, deixando que eles caiam, batam a cabeça e, por fim, aprendam com seus próprios erros. E, consequentemente, construam o seu próprio caminho.

O difícil é conseguir ficar de palanque, observando erros que já cometemos, dificuldades que já superamos e assistindo um processo de amadurecimento que já vivemos.

Essa é a difícil missão dos pais…

Bjs

Nanda

Feriado de Corpus Christi

15 jun

O Corpus Christi é um feriado comemorado pela religião Católica, 60 dias depois da Páscoa, sempre na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade.

Na celebração de Corpus Christi várias procissões são feitas inclusive seguindo a tradição dos tapetes de serragem colorida e flores do cerrado.

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo começou no século XIII, quando a Igreja Católica observou a necessidade de que as pessoas sentissem a presença de Cristo.

De qualquer forma, para os não católicos, o feriado no meio da semana é um bom momento para uma paradinha e relaxamento.

Bom feriado a todos!

Bjs

Nanda

Fim de semestre 

14 jun

Todo fim de semestre é a mesma situação: caras cansadas, olheiras profundas e animação zero para ir para a escola.

As meninas e eu, também, ficamos desejando um período de descanso para recuperarmos as baterias e os ânimos. Toda a empolgação do começo do ano letivo já se esgotou e nada melhor que umas boas férias para recomeçarmos.

Acredito que todos os alunos precisam de um momento sem pressão, sem atividades ou provas, sem o compromisso de acordar cedo e ter hora para tudo. Momentos para deixar as pernas para cima, colocar em dia as séries da TV e os livros de cabeceira. 

Nada como uma boas férias para que a cabeça refresque e a animação volte com força total.

Bjs

Nanda

Dia de Santo Antônio 

13 jun

Dia 13 de junho é dia de Santo António, o santo casamenteiro. Não consegui descobrir o motivo dele ser lembrado assim mas, de acordo com a crendice popular, o poder dele funciona.

Se a mulher for solteira e quiser arrumar um namorado, basta fazer o pedido que ele providenciará. Algumas mulheres, por não terem os seus pedidos realizados ainda, extrapolam na exigência com o santo e o colocam de cabeça para baixo, com os pés amarrados para pressioná-lo a ter agilidade na resolução.

Existe ainda, casos mais graves em que o santo é afundado na água, de cabeça para baixo, como castigo por não cuidar daquele pedido tão desesperado.

O que sei é que a fé é tanta que o Santo é quase tão famoso quanto Nossa Senhora. Mas, não posso garantir a eficácia da crendice pois nunca precisei usar dessas simpatias.

Feliz dia de Santo António!

Bjs

Nanda 

Dia dos namorados 

12 jun

Hoje é dia de amor e carinho com quem se ama, dia de ficar juntinho e encher de beijinhos o amor de sua vida.

Hoje é dia de escrever cartas apaixonadas, de preparar surpresas românticas, de enviar flores. 

Hoje é dia de comemorar com um jantar romântico, com uma música bonita e com gestos carinhosos. Quem sabe até uma dança com rosto colado? E que tal uma esticadinha? 

Hoje é dia de colocar os sentimentos para fora, deixar as mágoas de lado e, simplesmente, amar.

Feliz dia do namorados a todos!

Bjs

Nanda 

Fofoca

9 jun

Se cada pessoa ocupasse o seu tempo cuidando apenas da sua própria vida, o mundo seria muito melhor. 

Conheço muita gente que adora fofocar da vida alheia. Perdem tempo falando de outras pessoas e se intrometendo na vida alheia. Discutem o assunto como se fosse algo muito importante ou fizesse parte de sua vida. Passam adiante informações que não lhes dizem respeito, sem se importarem com as consequências dos comentários.

Falam da vida das pessoas como se falassem sobre a novela das nove. Espalham boatos sem terem certeza se as informações são verdadeiras ou não. Não se preocupam com os sentimentos das pessoas e com a invasão de privacidade.

Não dou ouvidos a fofocas e não me interesso pela vida alheia. Corro léguas de gente fofoqueira e exijo que as pessoas respeitem a minha privacidade, também. Cuido da minha vida e não tenho tempo sobrando para cuidar dos problemas dos outros.

Fofoca, tô fora!

Bjs

Nanda