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Momentos marcantes

28 jun


Se cada pessoa resolver fazer uma retrospectiva de sua vida e escolher os momentos mais marcantes já vividos, teremos um curta metragem da vida dessa pessoa. E, vamos perceber que existe um padrão de repetição no elenco dos momentos.

Por exemplo, relembrando toda a minha vida, posso listar alguns momentos que marcaram a minha existência: o dia da minha formatura do ensino médio, quando escutei no rádio o meu nome na lista de aprovados no vestibular de engenharia, o dia em que conheci meu marido e tive a certeza que seríamos marido e mulher, o dia do nosso casamento, quando descobri que estava grávida, o nascimento da nossa primeira filha, o nascimento da segunda filha, também, quando assumi o meu primeiro cargo de diretoria, a minha primeira viagem internacional a trabalho, quando compramos o nosso primeiro apartamento dos sonhos.

É claro que os momentos marcantes nem sempre são de plena felicidade mas, no nosso subconsciente procuramos esquecer tudo o que nos causa sofrimento e tristeza.

Eu adoro registrar, lembrar e relembrar de todos os momentos marcantes da minha vida. 

Bjs

Nanda 

Comida de avião 

27 jun


Nhecaaaaaaaa!!!!

É a única palavra que consigo definir o sabor das comidas oferecidas nos serviços de bordo dos aviões. Geralmente comemos porque estamos ali ociosos e precisamos fazer alguma coisa para que o tempo passe mais rápido. Outros comem porque são gulosos e não podem ver comida na frente. 

O porém é que a comida nunca tem um gosto definido. Sempre é insossa, sem condimentos e sem favorecer o nosso paladar. Acho que os chefes de cozinha, responsáveis pela elaboração do cardápio imaginam que, quando estamos nas alturas, não precisamos sentir gosto de nada.

Para piorar as coisas, as sobremesas são indecifráveis. Não conseguimos identificar se um mousse é feito de maracujá ou de chocolate. Me lembro uma vez que comi uma sobremesa e, ao fim, não sabia se era feita de goiaba, morango, uva ou ameixa. Que dureza, viu?!

Agora, para quem pensa que na classe executiva a qualidade do cardápio é muito diferente, está devidamente enganado. É claro que, com as devidas proporções do luxo, da louça, dos talheres de metal, taças de vidro e o cardápio com o trio de opções, o sabor fica muito aquém daquilo que gostaríamos de comer. Raríssimas às vezes que comi algo bem saboroso.

Deixo aqui a minha hashtag #comidadeaviãoprecisasergostosa e torço para que as companhias aéreas me escutem.

Bjs 

Nanda 

São João distante do Nordeste

24 jun


Quem está acostumado ao São João do Nordeste sabe bem do que vou falar… Essa é uma época de muita festa e animação por aqui. 

É tempo de festejar, de acender fogueira e de dançar forró. Vamos beber um licor de jenipapo para esquentar o corpo e animar a alma. As guloseimas tradicionais já estão na mesa: canjica de milho, bolo de carimã, de milho, de aipim, pamonha, milho assado ou cozido.

Ai ai, engordei só de pensar!

E para distrair um pouquinho, basta uma tijela de amendoim cozido. Aquilo é um vício que não conseguimos parar até a tijela acabar. Mas, o bãom mesmo é o arrasta pé até o dia amanhecer!

O problema é ficar lembrando disso tudo enquanto estamos distante de nossa terrinha !

Bjs

Nanda

Vida de dondoca 

23 jun


Tem gente que pensa que vida de dondoca é fácil. Não imaginam a quantidade de compromissos que precisamos conciliar para ajustarmos na agenda diária.

Eu falei: “precisamos” e “ajustarmos” pois, também me enquadro como dondoca. Aliás, adorooooooo!!!!!

Na verdade, a lista de tarefas é muito maior do que a agenda de muita executiva por aí. Além da obrigação de manter a casa em ordem e a educação dos filhos, a saúde e a beleza da mulher estão como prioridade. Ginástica, massagem, manicure e cabeleireiro são compromissos inadiáveis.

O grau de exigência da beleza é proporcional ao saldo da conta bancária. As aplicações de botox, intervenções cirúrgicas, correções plásticas são feitas por aquelas que possuem mais caixa disponível e são mais exigentes com os resultados.

Ter que estar por dentro dos resumos dos capítulos das novelas é uma obrigação. Aliás, é preciso saber de trás para frente toda a programação da TV. 

Agora um projeto que ninguém pode esquecer é o Projeto Vida, cada um cuida da sua!!!!!! E vamos ser feliz sendo dondoca ou não!

Bjs

Nanda 

Socialismo

22 jun


Os pensamentos de Margareth Tatcher eram coerentes na sua época e continuam sendo até hoje…

“O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros.” “É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.” 

“Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.” 

“O Governo não pode dar para alguém aquilo que tira de outro alguém.”

“Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando está outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação!”

Concordam?

Bjs

Nanda 

A terra do tio Sam

21 jun


Há os que amam… Há, também, os que odeiam… Mas, não podemos deixar de concordar que é uma terra de muita prosperidade, onde as coisas acontecem.

Tudo lá, (ou melhor, aqui!) acontece de forma mais tranquila. As leis são rígidas e não existe o “jeitinho” brasileiro para resolver de outra forma que não seja obedecendo os seus princípios. 

Por outro lado, as coisas são feitas para facilitar a vida das pessoas. Se a mão de obra é cara e, por isso, temos que nos virar, a praticidade de tudo foi pensada para ajudar. A comida já vem pronta, as embalagens são fáceis de abrir e fechar, os produtos de limpeza são práticos e eficazes, os eletrodomésticos são muito eficientes.

Ah! O transporte público, se comparado ao nosso, no Brasil, é um sonho! Poder ir de um lugar a outro em questão de minutos sem o sentimento de sardinha em lata.

Há os que critiquem, que falem mal, que sequer queiram conhecer mas, bato palmas para essa terra de gente criativa, inovadora e adestrada. Agora, se me perguntarem se eu quero mudar… Não, muito obrigada! Sou feliz no meu país tropical!

Bjs

Nanda 

Carregando malas

20 jun


Quem dera poder viajar com a roupa do corpo ou, simplesmente, com uma mochila nas costas. Como eu queria me desapegar das coisas e ser mais simples comigo mesma. 

Reduzir a bagagem e facilitar o transporte seria um sonho. Imagine o tempo que iria economizar sem ter que arrumar e desarrumar malas, sem me preocupar em despachar a bagagem e o tempo de espera na esteira rolante depois de uma viagem cansativa para resgatá-las.

Fico me perguntando para que tantas opções de bolsas e sapatos ou se apenas um modelo não bastaria? Será que a mesma calça jeans e duas camisetas não seriam suficientes para todo o passeio ou necessito de trajes para cada ocasião?

Bem, cada um é do jeito que é e é feliz ao seu modo. Seria muito mais fácil andar por aí com a mochila nas costas mas, tenho certeza que iria reclamar muito de dor na coluna. Além do mais, não tenho culpa de não ser um ser tão evoluído. Ainda preciso de minhas coisinhas para me sentir segura e feliz andando por aí. E viva a mala de rodinha!!!!

Bjs

Nanda 

Viagem em família 

17 jun


O momento das férias é aguardado ansiosamente por todos os membros da família. A decisão do que fazer e pra onde ir já foi tomada há tempos. Os sonhos já florescem nos pensamentos de cada um.

Chega a hora e os ânimos estão aflorados. A arrumação de malas é o start que faltava para por em prática o roteiro previamente estudado. O que levar? Quantas malas? Muita gente… muita bagagem… Já estou cansada!

Na noite anterior à partida ninguém consegue dormir pois a adrenalina está a flor da pele. Tudo pronto. Será que tudo mesmo? Deixa eu conferir mais uma vez. Leio a lista do início ao fim para me certificar. Sim, tenho certeza. Mas, se algo for esquecido, não importa.

O que realmente é importante é a união da família, os momentos que passaremos juntos, as risadas, as histórias, os micos. 

E boa viagem!

Bjs

Nanda 

Manifesto dos 40 anos. Por Martha M. BatalhaRevista Época 28.10.2013

16 jun


Li esse texto recentemente e me encontrei em todas as suas linhas. Espero que vocês também gostem.

“Sabe como a gente descobre que uma pessoa está fazendo 40 anos? Pelo sorriso. Não é o sorriso explosivo dos primeiros 15 aniversários. Ou o sorriso comportado que acompanha a data até mais ou menos os 30 anos. Ou o sorriso preocupado das comemorações seguintes. O sorriso de quem faz 40 anos não é bem um sorriso. É um troço congelado no rosto, dois lábios que se alongam sem querer exatamente sorrir.

É mais ou menos nesta época que a gente se dá conta de duas coisas:

Nosso corpo não é mais o mesmo. Ele vai se desfazendo, como um sorvete sob o sol. Aparece uma barriga que a gente não sabe de onde veio, e que não pretende ir a lugar algum.

Nosso rosto não é mais o mesmo. Às vezes diante do espelho eu vejo uma mulher de 40 anos, e tenho que me lembrar de que ela tem algo mais que acontece quando se faz 40. É a noção de que se não formos atropelados por um carro ou por um câncer estamos chegando na meiuca da vida. Em algum momento próximo a ampulheta vai começar a ter mais areia embaixo do que em cima, e isso muda tudo. Dá vontade de correr na direção contrária da escada rolante. Fazer as coisas que a gente tinha deixado pra depois, porque o depois chegou.

No meu caso eu voltei a escrever. Aprendi a fazer peru de Natal. Comecei a meditar. E pra manter a forma arranjei um professor de ginástica de Kosovo. Aquele homem grita MOOVING no meu ouvido como se estivesse na guerra, e eu corro pra qualquer lado com medo de perder o bonde pro campo de refugiados.

Mas existe uma coisa que vai além de todas essas. É algo que eu sempre quis responder, mas estava ocupada demais sendo jovem, onipotente e supostamente imortal: como é que a gente faz pra ser uma pessoa mais legal do que aquela de 20 e 30 anos?

Se eu pudesse encontrar a mulher que fui no passado seria pra encher a bunda de palmada. No processo de me tornar adulta eu machuquei muita gente. Tenho amigos que não ouvi, colegas que magoei. Ex-namorados que até hoje correm de mim, sabe-se lá se eu carrego alguma faca. O leite já foi derramado, e não adianta chorar. A boa notícia é que sobrou metade no copinho.

E é isso o que passou a importar pra mim aos 40 – como é que eu faço pra não derramar a metade do leite que sobrou no corpinho? Como é que a gente faz pra ser uma pessoa melhor?

Não é só fazer ioga e dar bom dia pro porteiro, porque dar bom dia pro porteiro é fácil. O difícil é não discutir com a mãe. Ter paciência com os filhos. Não brigar com o marido. Deixar de falar mal do chefe, deixar de falar mal de seja lá quem for, mesmo que a pessoa mereça muuuuito. Não deixar os pinguinhos de xixi na tampa do vaso do restaurante. Não xingar o cara que te cortou no trânsito. Difícil (isso é praticamente impossível) é tratar bem a operadora de telemarketing, e a infeliz da vendedora que recebeu o carma de te seguir pela loja.

São estas as minhas prioridades a partir dos 40. Se eu consigo fazer alguma delas fico um pouco mais em paz, e é isso que a gente começa a buscar quando fica mais velho: a gente quer um pouco mais de paz.

Quando essa paz aparece o sorriso de uma pessoa de 40 anos deixa de ser congelado pra se tornar sincero. Não é de todo ruim, pensamos, e os lábios se abrem um pouco mais. A gente só tem que tomar cuidado pra não apertar os olhos enquanto ri, que é pra não despertar as ruguinhas dos lados.”

Bjs

Nanda 

Acumuladores

15 jun


Dia de faxina é sempre bom para que possamos arrumar a casa, as gavetas e os armários. É hora de jogar fora o que não serve, separar itens para doação, organizar os espaços e abrir o coração para a renovação de energia.

Simplesmente, adoro!!!

Me divirto arrumando gavetas e verificando como posso reduzir a quantidade de coisas que possuo. Mas, conheço muita gente que não suporta a ideia de se desfazer de algo. São pessoas acumuladoras de tralhas. Geralmente, guardam itens que esperam utilizar um dia. E este dia nunca chega.

Tem doido pra tudo. Tem gente que ama colecionar bugigangas. Já vi até quem goste de colecionar frascos de desodorante vazios. Há quem não consiga se desfazer de caixas, fitas, laços, sacolas, livros e revistas e o seu ambiente fica muito parecido com um depósito. 

Recomendaria terapia para todo esse povo. E claro, uma faxina radical! Acumular lixo é coisa do passado. A onda agora é “menos é mais”!

Bjs

Nanda