Tag Archives: maturidade

Cautela para tomar atitudes

8 jul

Eu sou ariana e ter cautela não é uma qualidade fácil para mim. Geralmente, somos impulsivos, agimos antes de pensar seguimos em frente como um trator, sem medir as consequências dos nossos atos.

Porem, a maturidade me deixou mais calma e reflexiva. Penso mais nas atitudes a serem tomadas e no que pode ser feito, sem maiores impactos.

Gosto de analisar todas as possibilidades para ter certeza do melhor caminho a seguir. Alguns dizem que sou fria e calculista, outros pensam que não me importo com a situação.

Poucos entendem que prefiro não colocar o carro na frente dos bois e esperar um dia de cada vez para que as ações sejam realizadas.

A experiência me fez assim!

Bjs

Nanda

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Orgulho não enche barriga

11 fev

Se tem um ditado que aprendi nessa vida é que orgulho não enche barriga. Que não adianta sermos prepotentes e cheios de arrogância que, dessa forma, não vamos conquistar a simpatia de ninguém.

Quando somos muito jovens devemos aproveitar todas as oportunidades de ensinamentos para crescermos. Quando já iniciamos a vida com “o rei na barriga “, restringimos as perspectivas de crescimento e, não teremos o direito de reclamar no futuro.

Acho que esse é um defeito crítico da maioria dos jovens. Já nascem querendo ser chefes, chegar ao sucesso, sem ter o esforço de percorrer o caminho.

E, claro, se frustram quando não conseguem atingir seus objetivos. Cabe a nós, pais, quebrar a crista desses meninos e ensinar um pouco de humildade para que eles aprendam mais sobre a vida.

Bjs

Nanda

Na balada

17 out

Não sou e nunca fui baladeira. Mas sempre gostei de uma farrinha. Ainda hoje gosto de sair e me divertir. A grande diferença, após o passar dos anos é que ficamos mais seletivos e passamos a selecionar mais os lugares para onde vamos.

Cansamos de tantas festas e das mil noites sem dormir. Queremos ambientes mais selecionados, com boa música, comida e bebida e muito conforto. Tudo o que lembre o carnaval, deixamos apenas para o carnaval.

As comidas e bebidas precisam ser de boa qualidade. Já não ingerimos calorias desnecessárias pois evitamos qualquer quilo extra, ao máximo. Batucadas e música sem qualidade também não fazem a nossa cabeça. Queremos tudo o que existe de melhor.

Mas, mesmo com tanta exigência, ainda curto uma balada. E se o marido acompanha, fico mais feliz ainda.

Bjs

Nanda

Sem paciência

28 ago

Quando a idade vai chegando e estamos mais maduros, adquirimos uma certa tolerância para algumas coisas que muito nos incomodavam.

Tolerância, sim mas, a paciência já não é mais a mesma. Já não conseguimos ficar horas fazendo a mesma coisa ou escutando sobre o mesmo assunto. Dizemos que “chega” e pronto!

Ficamos mais impacientes com a lentidão das coisas, com a inabilidade das pessoas e com o passar das horas. Queremos tudo pronto no minuto exato e sem espera.

Já estou quase nessa fase. Zero paciência para o trânsito ou para a lerdeza das pessoas. Quero a resolução das coisas no meu tempo e nada de espera.

Bjs

Nanda

Sempre certa

8 dez

Dizem que a maturidade nos faz aprender coisas, ser mais comedida e entender melhor as pessoas. Mas, nem todos amadurecem da mesma forma. Alguns, continuam com vícios da juventude e se tornam pessoas de difícil convivência.

Há os sabichões que nunca admitem os seus erros, não aceitam críticas e jamais escutam um único conselho sequer. Como conviver com pessoas assim?

Outros, não se colocam no lugar de ninguém é só olham para o seu próprio umbigo. Se acham o centro do mundo e pouco se importam com os sentimentos do próximo.

E aqueles que se irritam por qualquer coisa, totalmente impacientes e esqueceram de aprender que a vida não foi feita em um único dia. Pensam que somente seus problemas precisam de resolução e o resto que se explodaaaa.

Ai ai… ainda bem que amadureci e aprendi que não sou o centro do mundo, que meus problemas não são os únicos e nem os maiores, que preciso cultivar a minha paciência para esperar o tempo certo para que meus pedidos sejam atendidos e que cada pessoa tem o seu próprio jeito e não somos e nem pensamos de formas iguais.

Bjs

Nanda 

Manifesto dos 40 anos. Por Martha M. BatalhaRevista Época 28.10.2013

16 jun


Li esse texto recentemente e me encontrei em todas as suas linhas. Espero que vocês também gostem.

“Sabe como a gente descobre que uma pessoa está fazendo 40 anos? Pelo sorriso. Não é o sorriso explosivo dos primeiros 15 aniversários. Ou o sorriso comportado que acompanha a data até mais ou menos os 30 anos. Ou o sorriso preocupado das comemorações seguintes. O sorriso de quem faz 40 anos não é bem um sorriso. É um troço congelado no rosto, dois lábios que se alongam sem querer exatamente sorrir.

É mais ou menos nesta época que a gente se dá conta de duas coisas:

Nosso corpo não é mais o mesmo. Ele vai se desfazendo, como um sorvete sob o sol. Aparece uma barriga que a gente não sabe de onde veio, e que não pretende ir a lugar algum.

Nosso rosto não é mais o mesmo. Às vezes diante do espelho eu vejo uma mulher de 40 anos, e tenho que me lembrar de que ela tem algo mais que acontece quando se faz 40. É a noção de que se não formos atropelados por um carro ou por um câncer estamos chegando na meiuca da vida. Em algum momento próximo a ampulheta vai começar a ter mais areia embaixo do que em cima, e isso muda tudo. Dá vontade de correr na direção contrária da escada rolante. Fazer as coisas que a gente tinha deixado pra depois, porque o depois chegou.

No meu caso eu voltei a escrever. Aprendi a fazer peru de Natal. Comecei a meditar. E pra manter a forma arranjei um professor de ginástica de Kosovo. Aquele homem grita MOOVING no meu ouvido como se estivesse na guerra, e eu corro pra qualquer lado com medo de perder o bonde pro campo de refugiados.

Mas existe uma coisa que vai além de todas essas. É algo que eu sempre quis responder, mas estava ocupada demais sendo jovem, onipotente e supostamente imortal: como é que a gente faz pra ser uma pessoa mais legal do que aquela de 20 e 30 anos?

Se eu pudesse encontrar a mulher que fui no passado seria pra encher a bunda de palmada. No processo de me tornar adulta eu machuquei muita gente. Tenho amigos que não ouvi, colegas que magoei. Ex-namorados que até hoje correm de mim, sabe-se lá se eu carrego alguma faca. O leite já foi derramado, e não adianta chorar. A boa notícia é que sobrou metade no copinho.

E é isso o que passou a importar pra mim aos 40 – como é que eu faço pra não derramar a metade do leite que sobrou no corpinho? Como é que a gente faz pra ser uma pessoa melhor?

Não é só fazer ioga e dar bom dia pro porteiro, porque dar bom dia pro porteiro é fácil. O difícil é não discutir com a mãe. Ter paciência com os filhos. Não brigar com o marido. Deixar de falar mal do chefe, deixar de falar mal de seja lá quem for, mesmo que a pessoa mereça muuuuito. Não deixar os pinguinhos de xixi na tampa do vaso do restaurante. Não xingar o cara que te cortou no trânsito. Difícil (isso é praticamente impossível) é tratar bem a operadora de telemarketing, e a infeliz da vendedora que recebeu o carma de te seguir pela loja.

São estas as minhas prioridades a partir dos 40. Se eu consigo fazer alguma delas fico um pouco mais em paz, e é isso que a gente começa a buscar quando fica mais velho: a gente quer um pouco mais de paz.

Quando essa paz aparece o sorriso de uma pessoa de 40 anos deixa de ser congelado pra se tornar sincero. Não é de todo ruim, pensamos, e os lábios se abrem um pouco mais. A gente só tem que tomar cuidado pra não apertar os olhos enquanto ri, que é pra não despertar as ruguinhas dos lados.”

Bjs

Nanda 

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