É verdade que, após os quarenta, precisamos de óculos para enxergar melhor de perto. A visão não acompanha a nossa linha de raciocínio e a disposição do nosso corpo.
Ainda temos resistência a aceitar que não podemos mais fazer certas coisas, da mesma forma como fazíamos antes.
Por exemplo: desisti de tentar efetuar pagamentos pelo celular, sem os óculos no rosto. Já cansei de fazer pagamento errado ou em duplicidade.
Outro exemplo: nem penso mais em navegar no Instagram, sem enxergar direito. Já cometi cada besteira, teclei em lugares sem perceber, fiz ligações sem querer e paguei alguns micos.
Resumindo: depois dos quarenta é melhor aceitar os óculos pois dói menos!
Desde criança nós aprendemos que o ciclo da vida é composto das seguintes etapas: nascimento, crescimento, amadurecimento, reprodução e morte.
Mas, mesmo assim, não é fácil aceitar de bom grado, quando uma pessoa querida se vai.
Se for uma situação de doença e já com uma idade avançada, nós buscamos a aceitação de uma forma mais rápida. Mas, se é algo inesperado e repentino, levamos mais tempo para entender o que de fato ocorreu.
O resumo da história é que o luto é para quem fica; a saudade, para aqueles mais próximos e a dor para os que amavam.
Enquanto estamos solteiros, somos donos do nosso tempo e da nossa agenda. Nós ditamos as nossas prioridades e decidimos a respeito de tudo das nossas vidas.
Depois que os filhos nascem e, até que estejam independentes, não somos mais donos das nossas vidas. Hoje, tenho que conciliar os meus horários e atividades com os horários das meninas.
Geralmente, acordo mais cedo para acordar a minha caçula, passo as madrugadas dos fins de semana como uma motorista de luxo e largo qualquer atividade para socorrê-las nas emergências.
Ai que saudade dos meus fins de semana sem rumo e sem programação!
A nossa civilização se comunica por diversas maneiras. Nós temos a capacidade de passar uma mensagem de várias formas, sejam elas combinadas ou não.
Temos a linguagem escrita, onde podemos passar o nosso recado de uma forma direta e seca. Temos a linguagem falada, quando podemos usar e abusar da entonação da voz para que nosso recado seja entendido de forma ríspida ou amorosa. E ainda temos a linguagem corporal onde passamos a mensagem por meio de gestos e posição do corpo.
Precisamos ter o cuidado de tentar reproduzir a informação da forma mais correta e de fácil entendimento para a outra pessoa. Somos responsáveis por aquilo que queremos dizer e não, por aquilo que a outra pessoa entende.
Quando duas pessoas se gostam e se respeitam, não existe briga de poder entre elas pois, o amor impera.
O problema só acontece quando uma quer se sobressair mais que a outra, ou fazer valer a sua vontade de qualquer maneira e a qualquer custo.
Quando duas pessoas se propõem a estarem em um relacionamento, seja ele qual for, precisam aprender a dialogar, a abrir mão, a ceder em vários momentos.
E quando um dos dois, resolve gritar ao mundo que ele manda, é porque precisa rever todos os detalhes da relação pois já não manda coisa nenhuma.
Quando nós somos adolescentes, acreditamos que seremos jovens eternamente. As fases do envelhecimento nem passam pela nossa cabeça.
Crescemos, vivemos a vida, formamos família, trabalhamos muito, sofremos perdas, choramos, sorrimos e, passamos por várias fases da vida.
Nem percebemos quando a primeira marca de expressão aparece, nem quando o primeiro fio de cabelo branco surge. Continuamos pensando que a beleza será eterna.
Até que um dia, olhamos para o espelho, percebemos as marcas do tempo, as rugas ao redor dos olhos, as gordurinhas acumuladas e as mechas brancas no meio dos cabelos.
Nesse momento realizamos que, o tempo passou, que já passamos da primeira metade da nossa vida. E, principalmente, que precisamos renovar o botox, marcar uma visita ao salão de beleza e caprichar nos exercícios e suplementos para seguir adiante.
Desde pequena sou considerada uma formiga. Eu não vivo sem açúcar. Não consigo passar um só dia sem me deliciar com um docinho.
Não consigo acreditar quando escuto alguém dizer que prefere salgados a doces.
Quando eu era adolescente e bem jovem, eu era magricela e até me chamavam de Olivia Palito. Então, eu podia comer todo o doce do mundo pois eu não engordava.
Agora, com um pouco mais de idade, a situação muda. Eu continuo uma formiga louca por doces mas, preciso me controlar para não embarangar.
Basta afundar o pé na jaca em uma panela de brigadeiro e a balança já me acusa da besteira que fiz. Hoje, preciso malhar dobrado ou fazer um jejum para compensar os meus impulsos pelas guloseimas.
Se eu não gostasse de doces, continuaria sendo a magricela que já fui um dia.
“Como já é de costume, gosto de começar o ano estabelecendo algumas metas a serem cumpridas. Me avalio a cada trimestre para conferir se estou no caminho certo para o cumprimento delas.”
Encerramos o terceiro trimestre do ano e quero saber se meus objetivos estão sendo cumpridos.
Leveza no viver
“Gosto de levar a vida com leveza. O estresse diário já é o bastante para elevar o nível de ansiedade. Não preciso de mais preocupações na minha cabeça.
Vivo sem mágoas, sem rancor das pessoas e sem muita expectativa do amanhã. O dia de hoje é o que importa. Eu quero ser feliz hoje, sem esperar pelo que ainda vai acontecer.”
Um dia de cada vez e vou vivendo minha vida, sem falar de ninguém, sem críticas e sem expectativas sobre as pessoas. Cada um é de um jeito e esse é o grande mistério da vida.
O problema é que a maioria das pessoas não se controla e fala mais do que deve sobre outras, especialmente, quando suas expectativas não são atendidas.
Confesso que levar a vida com leveza é tarefa apenas para os fortes!!!!!
Meta: 100%
Solidariedade
“De que adianta eu estar bem, vivendo feliz se as pessoas ao meu redor não se encontram na mesma vibe?!
Quero poder fazer o bem a quem me rodeia, quero ajudar o próximo, ser mais sensível às causas humanitárias e me doar um pouco mais ao bem da humanidade.”
Existem várias formas de ajudar as pessoas e eu gosto mais daquela em que ajudo a que ela aprenda a pescar o seu próprio peixe.
Me sinto bem ajudando a quem precisa e sinto não ter tempo para fazer mais. Basta olhar ao nosso redor e observar se temos mais sorrisos retribuídos ou lamentações para escutar.
Ainda farei trabalhos voluntários, só que não foi este ano. Vou me organizar mais para que eu possa realizar este sonho.
Meta: 100%
Resolução das pendências
“Esse será o ano que quero ficar na paz, sem estresse. Não vou deixar para amanhã o que posso fazer hoje.
Quero resolver todas as pendências que estão acumuladas desde o início da pandemia. Desde médicos, álbuns por fazer, séries a assistir e arquivos a organizar.
Vou colocar tudo em ordem!”
Ao fim do primeiro semestre o acúmulo não era mais tão grande. Tinha resolvido muita coisa mas, após tantas viagens, consegui acumular um montão de pendências. Que Deus me ajude a ter forças para cumprir tudo o que tenho que fazer.
Meta: 100%
Família
“Não é só uma questão de vontade, eu preciso estar mais perto da minha família. O ano passado foi bem difícil no quesito “tempo para mim” mas, este ano vou me priorizar mais um pouco!
Quero estar junto das minhas filhas e aproveitá-las enquanto ainda estão no ninho. Quero estar mais com meus pais e desfrutar da convivência deles. E, sem dúvida, quero estar mais perto de minha avó, enquanto ela está lúcida.”
Essa é uma meta que estou bem em falta. Continuo sem tempo para mim…
O trabalho tem me absorvido muito e nem tudo o que eu gostaria de estar fazendo eu consigo.
Este tem sido um ano com a priorização profissional e, uma dedicação aos meus familiares que mais precisaram.
Enfim…
Vou dar um foco em mim e o mundo que se exploda, talvez só no ano que vem!
Meta: 100%
Inovação
“Essa é a meta da novidade. Não gosto de mesmice e de rotina. Sempre estou em busca de algo novo. Então, quero registrar as novidades que eu resolver me aventurar.
Já são mais de dois anos de curso de culinária e eu não me aventuro a cozinhar. Quem sabe eu não resolvo inovar como uma super master chefe?”
Hahaha! Essa meta está difícil!!!!! Ando tão cheia de coisas a fazer que não sobra tempo para criar.
Neste trimestre consegui fazer algo diferente e fora da minha rotina. Viajei bastante e, em uma dessas viagens, eu voei de balão.
Acreditem que foi uma experiência única e inesquecível!
Meta: 100%
Meta atingida: 100%
“E vamos começar o ano com o pé direito!”
E o ano já está terminando. Estou correndo com o pé direito pois o esquerdo, eu torci e ainda não estou curada!!!!