Desde os primórdios dos tempos a relação patrão x empregado sempre foi conturbada. Os objetivos são antagônicos é um lado sempre acha que o outro quer tirar vantagem.
Eu não vejo as coisas dessa maneira. Acredito muito mais em uma via de mão dupla em que os dois lados precisam um do outro e se completam.
Não há negócios sem empregados e, da mesma forma, não há empregado sem negócios. A relação precisa estar equilibrada para que ambos estejam satisfeitos.
Todos os direitos precisam ser respeitados mas, não falo apenas dos direitos trabalhistas conquistados pelos empregados, falo, tambem, dos direitos de escolha dos patrões e de exigir dos prestadores de serviço a excelência pelo trabalho prestado.
E é aí que entram as críticas e questões… Enquanto não houver paz e bom senso no entendimento dos limites de cada um as relações serão sempre conturbadas.
Desde que nascemos aprendemos a lidar com a concorrência, seja ela entre irmãos, amigos, colegas de escola ou de trabalho.
Nossos pais nos ensinaram a lutar com lealdade e em uma disputa: “que vença o melhor!” Mas, nem sempre tudo acontece assim.
O problema é quando crescemos e aprendemos com as rasteiras da vida que nem sempre os nossos concorrentes são leais e jogam limpo, sem rasteiras no jogo da vida.
É difícil aprender a levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Mas isso faz parte do jogo.
Agora é hora de trabalhar em home office. E há quem pense que é fácil e tranquilo. E há quem diga que nem é trabalho.
Mas, posso garantir que o trabalho é árduo e muito mais intenso que o trabalho cotidiano. O tempo é curto para todas as atividades. Invadimos os horários do almoço e jantar. Trabalhamos inclusive pela noite adentro.
E não estou falando no acúmulo de funções com as tarefas da casa. Essas estão fora da contabilidade são consideradas como extras.
Em tempos de pandemia, sem direito a festas e lazer, o jeito é trabalhar e trabalhar.
Um dia das mães diferente. Sem almoços em família, sem o abraço dos filhos, sem a alegria dos netos. Faz parte das exigências do isolamento social.
Mas, o fato é que as mães precisam ser lembradas. E hoje é o dia delas e meu tambem.
Imagino as dificuldades que muitas estão passando durante essa quarentena. São super mulheres se virando em mil para dar conta do trabalho de casa, do home office, do home schooling e do entretenimento dos filhos.
Já outras estão sozinhas em suas casas, longe daqueles que gostam e do que realmente gostam de fazer. A solidão permanece ao lado de muitas que não tem com quem dividir a palavra neste momento.
A todas eu desejo um feliz dia das mães cheio de esperança para os novos dias que estão por vir.
Afastamento social determinado, pessoas guardadas em casa, amigos só à distância e a paciência sendo cultivada.
Passei o meu aniversário assim, uma ariana sem festa, nem sei como resisti. Minha filha passou o aniversário assim, amigos enviando mensagens e vídeos e somente a família para abraçar. Hoje é o dia dele, meu pai, e nem posso abraçá-lo.
Aniversário na quarentena é longe de todos mas, nunca esquecido. É afastado dos abraços mas, perto do carinho da família.
Vamos aguentar mais um pouquinho e no ano que vem comemoramos em dobro!
Em momento de pandemia as pessoas tiveram que se resguardar e evitar transitar nas ruas. Mas, como fazer para trabalhar e ganhar dinheiro, ao menos para às necessidades básicas?
Muitas lojas e escritórios fechados e o jeito foi dar um jeito. Ou seja, arrumar uma forma diferente de trabalho.
Home office foi a melhor escolha, reuniões virtuais, conferências e, pasmem, a produtividade aumentou.
Fico agora me perguntando como será o ambiente profissional depois que tudo passar. Se somos capazes de tamanha adaptação, estaremos dispostos a retroceder na forma de trabalhar? Eu pressinto que não e que sobreviverá quem souber se reinventar.
Não nego para ninguém que amo viajar, sair por aí, conhecer o mundo. Mas, em tempos de pandemia, estamos impossibilitados, com a liberdade controlada.
Ai que saudade de entrar em um avião e viajar pelo mundo, de entrar em hotéis maravilhosos e esquecer da rotina, de conhecer lugares encantadores e me encantar com a diversidade de culturas, de experimentar sabores variados em restaurantes famosos e premiados, ou até em botecos de esquina.
Quanta saudade de viajar com a melhor companhia, daquele que escolhi para estar ao meu lado a vida inteira, ou também, da família toda e mostrar para as minhas filhas o máximo de conhecimento de mundo.
Todo mundo tem sonhos e frustrações na vida mas, a culpa pelo sucesso ou não deles é somente nossa e de mais ninguém.
Não podemos responsabilizar ninguém pelo nosso insucesso ou por aquilo que desejamos e não conseguimos. Isso é injusto!
Se não concluímos os estudos e, consequentemente, não conseguimos um trabalho melhor, a culpa é só nossa. E precisamos estar cientes disso a todo instante e lembrarmos quando deixamos de escutar os conselhos de alguém mais experiente, ou quando seguimos o nosso “gênio” indomável sem pensar nas consequências futuras ou ainda, quando nós deixamos ludibriar por príncipes “encantados” que se tornaram sapos em pouquíssimo tempo.
Não, o mundo não tem culpa das nossas irresponsabilidades, dos arroubos de juventude e das grandes “cagadas” feitas.
O importante é olhar para frente e não repetir os erros com os nossos filhos, exercendo a superproteção e impedindo-os de crescerem.
E de uma coisa tenha certeza, não adianta chorar, reclamar ou culpar o mundo sobre aquilo que não tem mais solução. Arregace as mangas e corra atrás dos seus sonhos ou nada mudará.