Quem tem filhos adolescentes e jovens sabe bem do que vou me queixar. Quem consegue dormir quando eles estão na rua?
Eles se esquecem de avisar onde estão e qual o horário do retorno. Não dão satisfação nem mesmo como vão voltar. Por isso, sempre me disponibizo como a “mãetorista” da madrugada.
Mas, depois que crescem, já não querem mais o mico da mãe buscando na balada. Que saudade eu tenho das madrugadas passeando de carro pelas ruas!
O problema é passar a noite em claro, checando a localização das moças e rezando para que cheguem logo.
Eu já não sou mais aquela pessoa “topa tudo”, com a agenda cheia e sem tempo nem para respirar.
Quer dizer, continuo sem tempo para respirar e, justamente por isso, não consigo aceitar todos os convites que me fazem.
Juro que tento mas, a bateria não aguenta, o dia não possui 24 horas e só tenho o apelido de Mulher Maravilha, mas não sou ela.
Admiro minha filha que aceita convite até para aniversário de cachorro, batizado de primo de vizinha, casamento da amiga da amiga da amiga, e assim por diante!
Ah! Como eu gosto de ouvir quando a aeromoça diz: “Portas em automático!“ Me sinto nas nuvens!
Foram dois anos de pandemia e de ausência de viagens. Ficamos em casa e com os pés bem no chão. Guardamos as nossas curiosidades sobre o mundo debaixo de sete chaves e agora estamos explodindo com tanta vontade.
Quem me chamar para ir ali e dar apenas uma voltinha, eu estou indo.
Então, não liguem se este ano eu resolver morar em um avião. Estou bem carente de voar!
Tem muita gente que acha que eu sou um general, que adoro dar ordens. Mas, dificilmente podem me achar autoritária. Detesto qualquer tipo de ditadura.
Além do mais, quando dou ordens, deixo que a pessoa se organize e escolha a melhor forma e horário para cumpri-la. Não sou exigente do aqui e agora.
Então, detesto quando alguém fica me dizendo o que fazer e espera que eu faça imediatamente. Sou capaz de me transformar em onça e fazer pirraça só por fazer.
Se quiserem me ver com raiva basta tentar me dizer o que fazer agora. Sai pra lá!
Eu confesso a vocês que tenho paciência zero para ano eleitoral, ou melhor, paciência zero para a política em geral.
Seria tão bom se os políticos fossem cargos não remunerados, nos quais as pessoas fizessem a doação dos seus conhecimentos de gestão e do tempo disponível.
Seria tão bom se houvesse uma alternância natural de poder e que não fosse possível a perpetuação no poder.
Seria tão bom se o uso dos recursos públicos fosse feito com consciência e sabedoria e não pudesse haver direcionamento ou favorecimento.
Seria tão bom se não tivéssemos que escolher entre o pior e o menos pior. Que só os bons estivessem dispostos ao ofício.
Seria tão bom se não tivéssemos que vivenciar o período de campanha eleitoral para não ter que ouvir tanta besteira.
É gratificante quando acompanhamos a evolução dos tempos e vemos de camarote, o voo solo dos nossos filhos.
Mesmo que ainda sejam pequenos voos, são grandes passos para o futuro deles.
Não sou dessas mães corujas que querem os filhos embaixo das asas todo o tempo. Acredito que devemos criar os nossos filhos para que eles sejam pertencentes ao mundo. E tenham a mente aberta para as milhões de oportunidades que surgirão.
Guiamos os primeiros passos e damos aquele empurrão para a vida exatamente igual a quando ensinamos alguém a andar de bicicleta.
Quando programamos um jantar a dois, temos que pensar nos detalhes para que a noite seja inesquecível.
O local, a decoração, a mesa e a arrumação da louça e talheres, tudo importa. Flores e velas são fundamentais para a criação de um clima intimista.
O menu deve ser cuidado com muita atenção mesmo que seja servido uma simples pizza. Os pratos devem ser divididos em entrada, prato principal e sobremesa, no mínimo. E a bebida deve estar harmonizada com a comida a ser servida.
A iluminação indireta, o som ambiente, o perfume do ambiente são detalhes que fazem toda a diferença.
E depois, é só curtir o clima e aproveitar a noite.
Desde que o mundo é mundo existe conflito entre os comportamentos das diferentes gerações nas famílias. Vou explicar um pouquinho a diferença entre elas:
Geração Baby Boomer
Nascidos no pós guerra, entre 1946 e 1964, foi uma geração muito sofrida e cheia de dificuldades por causa da crise econômica. Viveram a popularidade da TV e os ideais feministas de busca pela igualdade e liberdade. O lema era paz e amor.
Geração X
Nascidos entre os anos de 1965 e 1980, não tiveram vida fácil e acompanharam as dificuldades dos pais. Acompanharam todas as etapas do desenvolvimento tecnológico e do surgimento da internet. Foram acostumados a trabalhar com a máquina de escrever e presenciaram o surgimento de vídeo games, computadores e celulares. Trabalharam duro para crescer na vida.
Geração Y
Tambem conhecidos como geração milenium, são os nascidos entre 1980 e 1995. Viveram a popularidade da internet e a disseminação da tecnologia. São a própria geração Google e não conhecem uma enciclopédia. Querem sempre as novidades tecnológicas.
Geração Z
Essa é a geração do século 21, nascidos a partir de 1996 e nativos digitais. Já nasceram computadorizados. São mais flexíveis com o modelo de educação à distância e de trabalho remoto. Utiliza as facilidades da tecnologia para agilizar os processos.
Eu até que sou uma pessoa bem moderninha e encaro as mudanças dos tempos com muita naturalidade. Mas, tem coisas dos relacionamentos modernos que não consigo entender.
Não sou machista e nem feminista, ou talvez, eu seja uma pessoa bem igualitária mas, conheço de perto e acredito que existe sim, diferença entre os sexos. Mas, isso nem vem ao caso.
A realidade é que os namoros eram mais puros e simples há 30 anos atrás do que hoje. O processo atual é mais longo e exige uma série de passos, desde o simples ficar, passando pelo ficar fixo e até o pedido de namoro. Muita burocracia para simplesmente namorar.
O namoro é quase um casamento e eles vivem vida de casal. Um se muda para a casa do outro, dormem juntos, viajam juntos e estabelecem um grau de intimidade igual ao de marido e mulher.
Terminam os relacionamentos não por falta de amor mas, por incompatibilidade de gênios, de costumes ou objetivos. E não se importam se o outro beija na boca no dia seguinte com uma outra pessoa do mesmo círculo de amizades. Podem se tornar inimigos mortais ou melhores amigos de uma vida, como se não tivessem sido namorados.
Fazem uma salada de sentimentos, mas deixam de viver o fogo da paixão (pelo menos, não vejo fagulhas nos olhos dos jovens de hoje!)