Tag Archives: feminismo

Machismo

13 jun

Não aguento quando estou entre amigos e ainda escuto algumas asneiras do tipo: “a mulher precisa se preservar”, “ mulher não é igual a homem”, “desse jeito não vai arrumar marido”.

Estamos em pleno século vinte e um e as mulheres ainda têm um longo caminho a percorrer na busca pela igualdade. Vejo a juventude de hoje mais cabeça aberta e com menos preconceitos mas, ainda têm o ranço da criação dos pais.

Acredito na plena igualdade entre mulheres e homens, na capacidade de fazerem as mesmas coisas obtendo resultados iguais. É claro que não estou falando da força do corpo! Essa não será igual, nunca!

Apoio a liberdade de decisão das mulheres em se relacionarem com quem quiserem, em se deitarem com quem quiserem, em jogarem para o alto o relacionamento abusivo que tiverem. É aí que reside a igualdade de direitos e a tão sonhada sociedade que desejamos.

Sou feminista, sim! E criei as minhas filhas para que ocupem seus lugares nesse mundo. São feministas, também. Aliás, se todos soubessem o significado correto da palavra, todos seriam!

Bjs

Nanda

Feminismo

27 mar

O feminismo tem por objetivo a igualdade de direitos entre homens e mulheres. Sou uma feminista nata. Duvido que exista uma mulher que não seja feminista.

O termo ainda é muito confundido com a busca de superioridade de direitos. As mulheres que buscam ser superiores não são feministas, são totalmente burras e fora do contexto atual.

Aquelas que ainda rasgam soutiens ou não se depilam, não são feministas. São seres que estão abrindo mão das características femininas em função de nada. Querem provar sei lá o quê, para sei lá quem, sei lá quando…

As feministas querem liberdade para serem o que quiserem, ao lado de seus parceiros, vivendo as escolhas de suas vidas. Sim, sou feminista com muito orgulho!

Bjs

Nanda

Feminismo

3 out

Li esse texto e achei fantástico.

“Semana passada fui dar aula sobre assédio sexual num curso de pós graduação em São Paulo. Cheguei na sala, composta predominantemente por advogados, e perguntei “Quem aqui se considera feminista?”. Silêncio. Uma moça levanta timidamente o braço. Dois ou três caras fazem comentários baixinho e riem.

Disse “Ok. Vou fazer duas leituras rápidas para vocês”. Continuei.

“Dicionário Houaiss da língua portuguesa: FEMINISMO: teoria que sustenta a igualdade política, social e econômica de ambos os sexos.

Dicionário Jurídico da Professora Maria Helena Diniz: FEMINISMO: movimento que busca equiparar a mulher ao homem no que atina aos direitos, emancipando-a jurídica, econômica e sexualmente.”

Esperei um pouquinho e mudei a pergunta “Quem aqui pode me dizer que NÃO se considera feminista?”. Ninguém levantou a mão.

Pois é. Tenho a sensação de que 99% do mundo não entendeu até agora o que é feminismo. Porque se as pessoas entendessem, quase todo mundo teria orgulho de se dizer feminista. E o melhor: dizer “eu não sou feminista” seria considerado algo mais feio do que dizer “eu não gosto de filhote de golden”.

Não vou perder tempo aqui dizendo que feministas não são mulheres que não se depilam, não usam soutien e não transam. Primeiro porque ser feminista não tem a ver com ser mulher, tem a ver com ser humano. Segundo porque nunca entendi que raio que os pelos têm a ver com posicionamentos ideológicos. Terceiro porque soutien serve para sustentar peitos, não para sustentar ideias. E quarto porque eu já vi gente deixar de transar por causa da igreja, por causa de promessa, por falta de opção, por infecção ginecológica, problemas de ereção… Mas por feminismo nunca vi. Alguém já viu?

Enfim. Acho que ser feminista não é bom ou ruim. Ser feminista é necessário. Uma vez ouvi uma amiga dizer “a mulher que diz que nunca foi discriminada é apenas uma mulher muito distraída”. É simples assim. Não precisamos ir até o Oriente Médio. Não precisamos ir até tribos africanas. Não precisamos ir ao sertão do nordeste. Não precisamos ir até a periferia de São Paulo. Não precisamos sair dos nossos bairros. O machismo que limita, que agride, que marginaliza, que ofende, que diminui, mora ao lado, dorme por perto.

E agora, quem poderá nos defender? O feminismo. O mesmo feminismo que nos tornou civilmente capazes e independentes perante a lei. O mesmo feminismo que nos possibilitou votarmos e sermos votadas. O mesmo feminismo que segue lutando diariamente por uma sociedade mais justa para mulheres, homens, mães, pais, filhas, filhos, trabalhadoras e trabalhadores.

No século XIX, as brilhantes irmãs Brontë escreviam através de pseudônimos masculinos por saberem que suas obras não seriam aceitas na sociedade se soubessem que as autoras eram mulheres. Se não fosse o feminismo eu provavelmente também não estaria escrevendo aqui neste momento. Pelo menos não como Ruth.

Nós precisamos falar sobre feminismo. Com nossos amigos, nossos pais, nossos filhos, grandes ou pequenos. É hora de falar sobre igualdade entre meninos e meninas. É hora de falar que meninas podem jogar bola e ter carrinhos e que meninos podem cuidar de bonecas. Quem não quer ter um filho feminista? Quem não quer que eles vivam num mundo de igualdade, no qual nem meninos nem meninas sejam massacrados pela truculência do machismo?

Nesse domingo, o tema da redação do Enem foi a violência contra a mulher. Milhões de jovens tiveram que parar para pensar sobre isso. Que avanço lindo. Pensar é sempre o primeiro passo. Perceber que a questão existe, que o tema não é antiquado e que, infelizmente, as questões de gênero estão muito longe de serem superadas. A violência persiste, a discriminação no ambiente de trabalho persiste, a desigualdade salarial persiste, a discriminação com as tarefas domésticas persiste, as pequenas (e não menos graves) agressões machistas do dia a dia persistem. Então a luta tem que persistir.

O feminismo não é de esquerda nem de direita. Não é só para mulheres nem é só para homens. Não é ameaça. Não é um estranho. Mas perceba que quando você trata os feministas na terceira pessoa do plural, excluindo-se deste rol, você está afirmando não fazer parte do grupo que prega a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. Pense bem de que lado você quer estar.

Se você percebeu que é feminista, fique tranquilo. Nós não contaremos para ninguém. Mas, sabe? Se eu fosse você, eu sairia contando para todo mundo. Porque ser feminista é lindo, é importante, é sinal da inteligência e da decência de qualquer ser humano. Como diz o lindo livrinho da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (leiam, ele é pequenino e indispensável): Sejamos todos feministas. E o mundo será melhor a cada dia. Pode apostar.”

(Ruth Manus)

Serve para uma boa reflexão. Sempre fui e sou uma feminista!

Bjs

Nanda

Atualidade

23 maio

Confesso que tenho medo do exagero dos “ismos” que assolam o mundo. Tenho medo do machismo, feminismo, racismo e ostracismo… Devo ter medo de mais “ismos” que nem lembro por agora.

Sempre acreditei que tudo demais é sobra…

Em pleno século XXI não cabe mais falar de racismo quando temos um presidente negro eleito nos Estados Unidos e uma plebeia negra na linha sucessória do trono inglês.

Será que ainda cabe falar de feminismo quando já tivemos uma presidente mulher no nosso país e, também, ao redor do mundo? Quando já assumimos cargos de poder em todos as áreas de atuação?

Agora, o machismo ainda é, de fato, uma realidade. E cabe a nós, mulheres, colocarmos os homens nos seus devidos lugares. Muitos deles já dividem as tarefas domésticas de forma igual com suas mulheres e isso é uma enorme evolução.

Somos mulheres “empoderadas” (detesto este termo pois acredito que o poder não traz crescimento para ninguém) e capazes de dominarmos o mundo. Devemos lembrar que desde a década de 80, Lady Di se recusou a obedecer ao marido e as demais princesas seguiram o seu exemplo.

Que venham tempos de menos “ismos” para a nossa felicidade.

Bjs

Nanda

%d blogueiros gostam disto: