Os jovens adoram viver perigosamente, correndo riscos, brincando com fogo e achando que nada de mau pode acontecer. Até que, um dia, acontece!
Vivem fazendo artes, se relacionam sem compromisso achando que são donos dos sentimentos e do coração. Não imaginam que podem ser surpreendidos a qualquer instante.
Tambem já fui jovem e gostava de correr na mobilete, de ver pneus do carro cantarem, de voar de ultraleve, de achar que nada me aconteceria e que eu era invencível!
Depois que temos filhos e vemos a família crescer, desenvolvemos um senso de responsabilidade bem maior. E encaramos o perigo de uma forma muito mais respeitosa. Lidamos com as situações com muito mais cautela e tranquilidade.
Todo mundo passa por fases na vida. Algumas mais tranquilas, de felicidade e paz, e outras mais agitadas, cheias de problemas e agonias. Isso é o que chamamos de altos e baixos de uma vida normal.
Como não sou diferente do mundo, vivo o mesmo dilema. São altos e baixos que mais parecem uma montanha russa. O que me leva a manter a minha serenidade é a harmonia familiar e o apoio da família.
As viagens de férias sempre foram boas válvulas de escape mas, com essa pandemia, tudo ficou mais difícil. O resultado é que estou exausta!!!!!!
Sim, a Mulher Maravilha também tem direito a se sentir sem energia e precisar repousar um pouco!
Depois de um ano tão turbulento, os nossos objetivos se tornam pequenos e bem previsíveis. No meio de uma pandemia, fica difícil imaginar viagens, festas e grandes eventos sem a tão sonhada cura para o COVID-19.
De qualquer forma, não podemos perder as esperanças. Então, por que não sonhar?
Meta de Mundo
“Desejo um mundo mais igualitário, sem diferenças abissais entre as pessoas, onde a meritocracia seja a lei, onde a política e o dinheiro não tenham tanta importância. Este é o mundo que eu desejo para os meus netos.”
Sei que meu sonho se trata de uma utopia e, consequentemente, impossível de ser alcançado mas, posso avaliar o sucesso pelos passos que conseguimos dar. Gosto de ver a regras de vacinação sendo cumpridas. Gosto de saber que os critérios de idade e prioridade estão sendo seguidos. Gosto de ver a evolução da vacinação no país e no mundo. Agradeço por ter recebido a primeira dose da vacina. Rezo para que o mesmo aconteça com todos.
Meta alcançada: 30%
Meta de Vida
“Já tive muitas metas na vida. E sou vitoriosa por ter conquistado todas elas. Já quis atingir a maioridade, tirar a carteira de motorista, me formar na carreira que escolhi, arranjar um marido apaixonado, comprar a casa própria, ter filhos, ter sucesso no trabalho, viajar…
Hoje a minha meta de vida é ter saúde, ter mais qualidade de vida, ter o convívio com a minha família, inclusive, meus pais, ver as conquistas das minhas filhas e, envelhecer bem!”
Essa é uma meta bem difícil, requer tempo e não conseguirei atingi-la em apenas um ano. Mas, cada passo conquistado é uma vitória. Toda a minha família ter vencido o Covid já foi um grande acontecimento. Agora só falta o meu pai se libertar do vírus e das sequelas dele. Estamos na torcida e com muita esperança. Estarmos com saúde é a nossa maior vitória e, por isso, vejo que estamos no caminho certo para o cumprimento da meta.
Meta alcançada: 50%
Meta Pessoal
“Bem que eu quero umas coisas bem difíceis: comer o que desejo sem engordar, viajar o mundo inteiro, não precisar trabalhar, ter o corpo perfeito sem investir e sofrer com os tratamentos estéticos. Será que eu estou querendo muito????”
Sim, sempre eu quero muito. Mas, aprendi a ser feliz com o que tenho. Não posso comer o que quero sempre mas, como aquilo que posso e quando posso. A manutenção do peso é uma regra em minha vida. Me permito engordar durante o verão e emagrecer tudo logo em seguida. A pandemia está durando muito mais do que o que esperávamos e já sinto muita falta das viagens, então me conformo com a companhia da família e o trabalho, que nos ajuda a ocupar o tempo. E sigo feliz!
Meta alcançada: 80%
Metas para o Brasil
“Lá vem o papinho de política… Eu não voto em partidos, escolho pessoas, então, gostaria que o povo escolhesse melhor seus governantes e representantes, desejo que o resultado de uma eleição seja respeitado, que nossos eleitos façam valer a confiança das pessoas, que as aparências não nos enganem, que as pessoas se importem menos com as outras e vivam mais.”
Confesso que essa polarização que vivemos hoje não melhora em nada o desenvolvimento do nosso país. Não deveríamos nos considerar direita ou esquerda. Deveríamos nos preocupar com a qualidade de vida das pessoas, de forma que o mínimo necessário fosse um direito de todos, assim como o trabalho e o acesso ao estudo. Deveríamos não nos preocupar com aqueles que acumulam riquezas desde que seja com o suor do próprio trabalho. Que sonho!
Ando muito enjoada das notícias atuais. Somos obrigados a tomar partido mesmo quando não queremos. E se eu achar pontos positivos e negativos em ambos os lados? Por que é tão difícil a aceitação das nossas escolhas?
Meta alcançada: 10%
Meta do Mimimi
“Quero que todos os “mimimis” desapareçam, que as pessoas entendam que a cor não importa, que o gênero não importa, que a sexualidade não importa. Que o que importa de verdade é a inteligência, a capacidade de resolução de problemas, a gana de crescer e conquistar metas. Desejo menos cotas e mais igualdade de oportunidades, melhores escolas para todos e menos profissionais de nível superior medíocres.”
O mundo está muito chato. Nada mais pode ser dito. As pessoas precisam medir as palavras e perder a autenticidade para não correr risco de cometer alguma gafe. O mundo está cheio de pessoas preconceituosas e armadas para a guerra.
Somos todos iguais desde o nascimento, homens e mulheres sem diferença. Alguns com mais oportunidades que outros. Porém, mesmo com as oportunidades oferecidas não há a garantia que serão abraçadas por eles. Nos resta a esperança de seguir em frente em busca das nossas conquistas.
Meta alcançada: 10%
Enfim… um planejamento diferente para um ano que tem tudo para ser diferente e está sendo diferente.
A relação de confiança entre duas pessoas é construída ao longo dos anos de convívio. Cada gesto, cada palavra são levados em conta.
Não importa se é um relacionamento entre casal, amigos ou mãe e filhos, tudo acontece da mesma forma. Você joga a isca e observa como o outro se comporta. Se for de acordo com o esperado, mais um alicerce na confiança é construído. Mas, se for contra os princípios determinados, tudo pode ruir.
Depois que o sentimento de confiança mútua é quebrado, não há o que possa ser feito. Colar os cacos pode até resolver mas as cicatrizes permanecerão.
Tem muita gente que se engana achando que só será feliz se for rico, ou quando a situação melhorar. Sinto informar que estão perdendo tempo em deixar a felicidade para depois.
Felicidade nada tem a ver com riqueza. Tem a ver com o estado de espírito da pessoa, com a forma dela se relacionar com as pessoas e com a vida. Em como lidar e resolver os problemas.
Nada adianta a conta bancária estar recheada se a pessoa não tem amigos, não tem saúde, não tem gana por viver. O dinheiro não satisfaz as necessidades interiores de uma pessoa, logo não é garantia de felicidade.
Ser feliz não é um objetivo fim. Deve ser encarado como uma atividade meio.
Nos dias de hoje já se tem um diagnóstico que comprova a hiperatividade, como um transtorno. Mas, e quando a hiperatividade é algo positivo?!
Me considero uma pessoa hiperativa. Estou carregando pedra enquanto estou descansando. Só durmo quando o trabalho está concluído.
Sou daquelas que aproveita o fim de semana para colocar a casa em ordem. São mil itens a serem feitos e revisados. Nada como um dia de domingo para atualizar as pendências no computador.
Gosto da hiperatividade que existe em mim. Sou feliz assim!
Segundo ano consecutivo sem a famosa festa nordestina, São João. Não posso dizer que sou daquelas que aproveita tudo dessa festa. Não pulo fogueira, nao solto balão e nem fogos de artifício, já se foi a época. Mas, dançar um forrozinho é tudo de bom.
Dois anos em que a magia do momento se ofuscou e todos nós tivemos que ficar em casa. Nada de viajar para o interior, nada de friozinho ao lado do calor da fogueira, nada da contagiante emoção.
Só nos resta tomar um licor, comer amendoim cozido, bolo de carimã e canjica. E correr para a esteira para queimar as calorias.
Morria e não sabia que hoje é o dia internacional das mulheres na engenharia. Essa que foi uma profissão tão masculina e setorizada da população, onde as mulheres não tinham oportunidade.
Ainda lembro da cara de espanto de minha mãe quando eu decidi ser engenheira. Não acreditava que eu queria seguir um caminho tão masculino.
Hoje, as coisas mudaram e já não existe mais esse preconceito. As mulheres estão conquistando mais espaço e já não se amedrontam com o machismo que domina o nosso país.
Que bom que existe um dia para lembrar de nós, mulheres engenheiras!
É angustiante quando algum familiar próximo fica doente e temos que lidar com as situações de incertezas sobre o reestabelecimento dele.
Costumo ser otimista e sempre vejo o copo meio cheio. Nada me derruba a ponto de me fazer perder a razão. Acredito que a sensatez e a razão não perdem o status no momento difícil em que estamos vivendo.
Esperança sempre e, principalmente quando vemos resultado nos procedimentos tomados e na força de vontade do paciente.
Se existe uma coisa que eu não tolero é a vaidade das pessoas. Cheias de vontades, de “mimimis”, de não me toques, essas pessoas seguem em um estilo de vida que não combina com o meu.
Não gosto de me expor, prefiro me manter neutra em discussões calorosas, mesmo que eu tenha uma opinião formada sobre tudo.
Sendo objetiva e direta, não tenho paciência para lidar com pessoas que se importam apenas com seus umbigos. Querem que suas vontades sejam atendidas e que suas prioridades sejam resolvidas.
É triste perceber que em um momento de pandemia, ainda existam pessoas que não possuem empatia e ainda acham que são o centro do universo.