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Ressaca do carnaval

14 fev

Não estive presente, não vi, não brinquei. E confesso que este foi o primeiro ano que não fiquei saudosa. A minha querida Ivete não participou então, resolvi imitá-la.

Mas ouvi dizer “que o tiro foi um arraso”! Que “sambaram na cara das inimigas e desfilaram com as amigas”!

A “malandra estava louca e brincando com o bumbum. An an, tutudum, an an”! “Descia e quicava até o chão, rebolando gostoso”!

Era um tal de “ela joga a bunda, ela joga a bunda”, e de quadradinho para lá e para cá. Eu só sei que a Queen Vitrar mandou sarrar e dançar.

O traje escolhido era o “shortinho bem coladinho, safado e bem descaradinho.” E, assim, a “polpa da bunda” ficava à mostra e todos olhando. “Elas querem provar que o bumbum não ficou em casa”.

As mulheres “hipnotizaram Leo Santana e Xandy com seus rebolados. Era um tal de “Bumbum sobe, bumbum desce e de bumbum carente”.

O carnaval não é “baile só para inocentes”, muito menos para as santinhas. Os rapazes só “reparando as novinhas descerem”. E querendo mandar veneno para enlouquecer as novinhas”.

Não importava a bebida: “whisky com tequila e chandon”, o que importava mesmo era estar “sarrando e mexendo até o chão. Sarrando ham ham ham ham”!

Este foi mesmo o carnaval do bumbum! Melhor eu ir malhar para mantê-lo durinho!

Bjs

Nanda

Um carnaval diferente

8 fev

Já se foram os dias de folia. Não que eu não goste, muito pelo contrário. Sempre gostei de pular atrás do trio. Mas, os anos vão passando, a mesmice tomou conta é a vontade da foliã foi diminuindo.

Sei que vou voltar ao ritmo de folia em breve pois, não terei coragem de deixar as filhotas sozinhas. Serei eu mesma a apresentadora e acompanhante delas.

Por enquanto, vou aproveitando os dias de folga de um jeito diferente. Distante das ruas, do axé, dos trios e camarotes e pertinho da família.

Um carnaval viajando é bem diferente. Nem lembramos do clima da cidade, da animação das pessoas e do ritmo que embala o momento. Por outro lado, sou poupada da péssima qualidade musical que assola o nosso país. Tô fora de tanto ouvir falar em bunda por aí.

Feliz Carnaval para vocês!

Bjs

Nanda

Músicas de carnaval

9 mar

A moda do ser politicamente correto atingiu em cheio a criatividade dos compositores de músicas do carnaval brasileiro. Tudo o que ouvíamos e dançávamos agora é proibido.

A cabeleira do Zezé, a cueca que virou pano de prato, Maria Sapatão, O teu cabelo não nega mulata, Mamãe eu quero mamar, Foi a camélia que caiu do galho deu dois suspiros e depois morreu, e tantas outras…

Mais recentemente abrimos a rodinha, nos encantamos com a Nega do cabelo duro que não gosta de pentear, subimos a ladeira com o negão e muito mais…

Sinceramente, não vejo maldade nas músicas. Vejo maldade nos homens, na insatisfação do que são e na necessidade de sua aceitação pelo mundo. 

E, como grande consequência, o empobrecimento musical. Agora, só se fala de bunda e de novinhas.

Bjs

Nanda

Resenha do carnaval

1 mar

Nesse ano, novamente, eu não brinquei. Quer dizer, não brinquei todos os dias, como uma foliã tradicional. Mas, fui na rua e consegui observar um pouquinho da folia antes de me retirar para umas mini-férias.

Ficou claro para mim que ninguém precisa mais beber e nem fumar maconha. Que a onda agora é o sorriso de quem se ama, principalmente, se for o sorriso do próprio pai. Será?

Tambem aprendi que a culpa de todos os problemas é do “ismo”. É um verdadeiro perigo o cachacismo, o mulherismo, o sem vergonhismo, o cervegismo, o solteirismo e o baladismo.

Verifiquei que a cura para a dor de cotovelo é botar um batom e uma roupa boa e curtir uma noite de patroa com muito beijo na boca e bem loka, loka, loka.

Tambem percebi que estavam divulgando o manual do sexo em plena avenida. Era um tal de “Me joga na cama, beija minha boca, Tira minha roupa, faz amor comigo e me deixa louca.” Se depois desse modo de fazer tão explicadinho o cara não aprender, não sei não, viu?!

As mulheres estavam com tudo, no comando e no poder. Embriagadas, é verdade, cheias de whisky com amarula ou champagne com tekila. Só não entendi porque o comando era só para as solteiras. Qual o preconceito contra as casadas?

Não me pareceu estranho constatar que ninguém sabia fazer conta e que em uma escala de zero a dez, as pessoas davam cem. Eita povo que precisa estudar, viu?!

No fim, o carnaval foi mesmo das novinhas . Elas sarravam na pista, batiam a bunda no chão, rebolavam sem vergonha, jogavam o corpo pra frente e faziam a batedeira. Era um tal de taco para lá e taco para cá.

Me deu uma saudade de ir atras do trio elétrico ao som do negro toque do agogô, curtindo a baianidade nagô ou de subir a ladeira do Pelô balançando a banda para lá e para cá, ou ainda, de clamar pela maravilha do Egito.

Bjs

Nanda

Fuga do carnaval 

24 fev

Já se foi o tempo que eu tinha energia de sobra para brincar todos os dias de carnaval. Já sai em bloco, dançando todo o circuito da avenida e finalizei a noite em Ondina vendo os trios passarem.

O tempo passa, a idade chega e a energia vai reduzindo. O fogo para ir atrás do trio tambem vai se apagando. 

Agora, o negócio é fugir da folia, fugir de confusão, fugir de multidão.

Pé na estrada e vamos relaxar!

Bjs

Nanda

Alavontê

23 fev

 Muitos dizem que o Axé está em baixa e que o Sertanejo tomou conta do nosso carnaval. Eu concordo em parte. Realmente, os bons artistas de axé estão em falta. Nos restam apenas as grandes lendas de uma época.

Porem, o grupo Alavontê chegou para nos lembrar de uma época de ouro da música baiana. O ritmo, as letras e as músicas mais tocadas durante a década de 90 nos trazem lembranças deliciosas.

As festas ao som do Alavontê é como reviver as festas do passado, relembrar a juventude e saborear boas memórias.

Obrigada, Alavontê, por não deixar o Axé morrer.

Bjs

Nanda

Carnaval na Bahia

22 fev

Ainda me lembro da chegada do ritmo Axé no nosso carnaval. Quem dançou “Fricote” de Luís Caldas, “Deboche” de Sarajane e o ritmo alucinante do Chiclete com Banana sabe bem do que estou falando.

Ainda me lembro de dançar ao som da batucada contagiante do Olodum, de levar horas para decorar a música Faraó mesmo sem entender muito do que ela queria dizer, de sacudir as mamães-sacode nos blocos de carnaval.

Ainda me lembro da aposentadoria da mortalha e do nascimento do abadá, das danças malucas do Asa de Águia, dos blocos feitos só para os homens tipo os Corujas e os Internacionais.

Ainda me lembro de assistir tudinho pela TV pois não tinha idade para brincar nas ruas, de acreditar que confetes e serpentinas eram coisas do passado (e eram mesmo!), de matar a vontade e ir atrás de um trio elétrico e seguir a pipoca do Chiclete (Sim, eu sobrevivi!).

Ainda me lembro como sou uma eterna foliã e amo o Carnaval da Bahia.

Bjs

Nanda

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