Dia do engenheiro

11 dez

Hoje é o dia daquele que já nasceu fazendo conta, que ama a matemática, que adora resolver problemas e equações.

Desde a adolescência eu não me imaginava tendo outra profissão que não fosse a de engenheira. Sempre gostei de desafios e de vencer obstáculos.

A engenharia já andou muito desvalorizada e até, marginalizada. Mas, eu acredito que estamos mudando essa visão e o futuro promete!

Desejo muitas felicidades e muito sucesso a todos os meus colegas engenheiros!

Bjs

Nanda

De Próprio Punho, por Danuza Leão: “Percebi que estava me autocensurando”

10 dez

Um texto que merece ser lido!

“Quando comecei a escrever, podia tudo. Relendo coisas que escrevi há 15, 20 anos, mal posso acreditar na liberdade que se tinha —  e como era bom. Mas não há bem que sempre dure; veio o politicamente correto e o moderno feminismo, que tornaram a vida melancólica e sem graça, afastando essa coisa tão boa, que é o encontro entre homens e mulheres. Encaretamos!

 

Antes que achem que sou contra o mundo gay, vou logo explicando que, para mim, somos todos pessoas, e cada um vai para a cama com quem quer —  e ninguém tem nada a ver com isso. Na confusão que ficou este mundo, a grande questão do novo feminismo é quem vai lavar os pratinhos; sobre o resto, os homens não foram perguntados, e vou logo dizendo que, para mim, lavar um pratinho a mais é algo que faço com o maior prazer.

 

Quando, no carnaval, vejo um bloco de rua com as moças usando a camiseta “Não é Não”, fico triste com tanta bobagem. Quem não sabe quantas vezes acontece de as coisas começarem com um não e terminarem num radiante sim, ou começarem com um sim e terminarem num decepcionante não? E a paquera, não pode mais? E o carnaval, vai ficar essa coisa sem graça? Não se pode mais cantar Zé Kéti: “Vou beijar-te agora não me leve a mal, hoje é carnaval”? Não se vai poder nunca mais ver um bloco cantando “o teu cabelo não nega, mulata”, e nunca mais ninguém vai poder cantar Amélia, aquela “que achava bonito não ter o que comer”? Que mundo mais triste, este…

 

Minha imaginação é grande e sempre escrevi com muita alegria. De uns tempos pra cá, porém, percebi que estava me autocensurando. Sem liberdade, não dá para fazer nada, a não ser pensar, o que, aliás, não é pouco. Por isso, a partir de agora, vou ficar me divertindo só com meus pensamentos.”

 

Danuza Leão é cronista e escritora. Publicou oito livros, todos best-sellers — o mais recente é  “Quase tudo” (Companhia das Letras). Seu último trabalho, na Revista Ela, de O Globo, encerrou no último domingo (24/11), como anunciado pela editora Marina Caruso.

https://lulacerda.ig.com.br/de-proprio-punho-por-danuza-leao-percebi-que-estava-me-autocensurando/

Bjs

Nanda

Sobre Fazer Intercâmbio

9 dez

“Eu não sabia exatamente como começar a fazer esse texto, mas finalmente estou começando a escrever. Intercâmbio é um sonho, um sonho de muitas pessoas, mas nem todas tem a grande e incrível oportunidade de realizá-lo. E eu tive. Depois de muita insistência. Muito choro. Muitos pedidos. Muitas escolhas. Mas eu consegui! Mais um sonho realizado com sucesso, e agradeço por isso.

O que eu posso falar sobre essa experiência? Bem… Intercâmbio é abrir mão de uma vida inteira. Da sua vida. De tudo e de todos que você conhece. Dos seus costumes e práticas. Intercâmbio é perrengue, é dificuldade, é saudade (e muita saudade). Mas intercâmbio também é amor, felicidade, variedade.

Intercâmbio é aprender a viver de um modo completamente fora da zona de conforto. Intercâmbio é conviver com pessoas “estranhas”, a quem você não tem em quem confiar (no começo). Intercâmbio é desamparo. É se sentir perdido, em outro mundo, com medo do que está por vir. É estranho, inicialmente. Você não se sente confortável nem para pegar um biscoito no pote. Intercâmbio é mais do que um grande mix cultural. É mais do que aprender outro idioma. É mais do que conviver com pessoas diferentes todos os dias. Intercâmbio é realizar que estamos no lugar ideal para crescer. E crescer não só intelectualmente, mas crescer espiritualmente. É aprender não só lidar, mas aceitar as diferenças. É vivenciar momentos inesquecíveis. É se sentir livre, o dono do universo. Intercâmbio é uma escolha. Intercâmbio é um risco. Intercâmbio é uma experiência de vida.

Quatro meses, seis ou um ano. O tempo longe é difícil, todos os intercambistas sentem! Longe da família, dos amigos, da comida típica do seu país, da sua escola, das festas e do seu banheiro não compartilhado com toda a casa (e eu juro que essa é uma saudade forte). Intercâmbio é aceitar regras, e quebrar algumas. Intercâmbio é estar sujeito à tudo e todo tipo de família hospedeira. Intercâmbio é uma vontade, uma vontade de quem está disposto e quem tem coragem em apostar na sorte. Intercâmbio é viver intensamente em outro país. Intercâmbio é ser o dono de si pela primeira vez na vida. É aprender a arrumar cama, lavar roupa e cozinhar. Intercâmbio é passar frio, e MUITO frio. Intercâmbio é se perder antes de se achar. E as vezes, quando você acredita que se achou, acaba se perdendo de novo. Intercâmbio é criar senso. Intercâmbio é dar satisfação para além dos seus pais. Intercâmbio, ao contrário do que muitos acham, é responsabilidade. Intercâmbio é viajar o mundo numa só fase. Intercâmbio é conhecer gente de todo o planeta. Intercâmbio é aprender palavras (adequadas ou não) de outras línguas, em italiano ou em francês. É ouvir outros estudantes discutirem qual idioma é o mais difícil, se é alemão ou eslovaco. Intercâmbio é perceber o quão maravilhoso é poder vivenciar tudo isso. Estados Unidos, Inglaterra, Canadá ou Austrália. Alemanha, Portugal, França ou Suíça. Cada experiência conta. Cada experiência é diferente. Intercâmbio é não criar expectativas, e eu sei o quanto é difícil. Intercâmbio é aceitar os contras e agradecer pelos prós. Intercâmbio é ter aquele professor chato, que passa muito dever e não gosta de pessoas de outra nacionalidade. Mas intercâmbio também é ter aquele legal, que te entende, que apoia suas vontades e necessidades, além de brincar com você na aula. Intercâmbio não é estudo, e passa longe disso. Intercâmbio é farra, isso é fato. É jogar na mão de Deus e sair pela cidade de madrugada à procura do que fazer e sem hora para voltar. Ah, mas quando voltar, tem que ser de fininho, afinal, aqueles que estão dormindo não são os seus pais. Intercâmbio é medo de errar, mas acabar errando muito. Intercâmbio é descobrir coisas novas. É comer o que não gosta (e o que detesta também). Intercâmbio é rezar esperando um jantar que você tenha prazer em comer. Intercâmbio é engordar, não tem como fugir disso. Intercâmbio é sair totalmente da rotina. Intercâmbio é encher seu corpo, alma e coração com as novas vivências. Intercâmbio é se achar na vida. É uma reflexão pessoal. É abrir mão de muita coisa boa, e ser retribuído também. Intercâmbio é se virar nos trinta! Intercâmbio é fazer novas amizades e criar novos laços. Intercâmbio é se apaixonar por um(a) nativo(a) ou por outro(a) intercambista. Intercâmbio é investir em pessoas diferentes. É apostar na boa vontade de cada um. Intercâmbio é estar sujeito a receber todo o tipo de grosseria ao tirar uma dúvida, seja na aula ou seja para se localizar. Intercâmbio é ser cem por cento dependente do Google Maps. É pegar ônibus, trem, táxi e metrô. Intercâmbio é se assustar com os preços, é economizar, aprender o valor de verdade do dinheiro e tentar sobreviver com o resto dele que você gastou no primeiro mês. Intercâmbio não é uma viagem com os pais. Intercâmbio é aprender a levantar depois de cair muito. É errar o caminho de casa, da escola, do centro nos primeiros dias. É pegar o trem errado ou passar da estação certa. Intercâmbio é andar como você nunca andou antes. Intercâmbio é loucura. Intercâmbio é surtar.

Intercâmbio é se surpreender com tudo e todos. É aprender de uma vez por todas quem realmente se importa com você. Intercâmbio é valorizar cada vez mais as amizades verdadeiras e criar coragem para abrir mão das falsas. É de fato começar a não se importar mais com o que estão pensando de você, afinal, você está do outro lado do mundo. Intercâmbio é ter a chance de mudar, mudar para melhor. De evoluir, criar juízo e crescer, como eu já disse. Intercâmbio é saber que você vai se sentir completo pelo tempo que a experiência durar, mas que depois, o vazio vai permanecer pelo resto da sua vida. Intercâmbio é sentimento. É se entregar. É ser quem você sempre quis ser, mas dessa vez, sem alguma repreensão. É mudar o pensamento, o estilo e o paladar. É chorar, rir muito e aproveitar. Intercâmbio é literalmente sorte nas cartas. E caso você ache que não consegue suportar o pior, não desista. Vai servir para a vida. Intercâmbio é se abrir com outras pessoas. É criar intimidade e simpatia por essas mesmas. Intercâmbio é se preencher, e se sentir, pela primeira vez, completamente zerado. Sentir que não precisa de mais nada e mais ninguém. Se sentir bem. Bem consigo mesmo, bem com sua situação, bem com todos ao seu redor.

Agora, como qualquer experiência inesquecível, tudo sempre tem seu fim. Você vai chorar e sentir seu coração despedaçado espalhado pelo mundo todo. É sentir saudade de tudo. Da família hospedeira, das festas, das novas amizades, das tradições do país, de andar na rua à noite e se sentir seguro, das loucuras e surtadas, de tudo, menos do banheiro compartilhado com o resto da sua casa. Intercâmbio é dizer adeus, quando você não está preparado para retornar. Quando você não está preparado para abandonar sua nova rotina, seus novos amigos, sua nova família, sua nova vida. Intercâmbio é voltar para seu país realizado, com a certeza de que viveu os melhores momentos da sua vida. É saber que nunca mais haverá nada parecido com isso. É ter noção que foi uma escolha. Sua escolha. Afinal, a saudade é o preço que precisamos pagar por vivermos meses, histórias, dias e noites tão inesquecíveis quanto foram. “

(Beatriz Mosselman)

Me emocionei!!!!

Bjs

Nanda

Lei dos 80/20

6 dez

Desde cedo aprendi a lidar com a montanha de atividades que eu tomava para mim. Estudava, trabalhava, dava aulas, tomava conta de provas, vendia roupas, ou seja, me virava em mil.

É claro que quando fazemos muitas coisas, não atingimos a perfeição pois somos humanos. Então, aprendi que, se eu me dedicasse a fazer o meu melhor em 20% das principais atividades que representassem 80% dos resultados esperados eu atingiria os meus objetivos sem tanto estresse ou exaustão.

E assim segui a minha vida em todos os sentidos. Tentando não absorver tudo, nem entrar nos mínimos detalhes mas, atingindo bons resultados. Isso é o que eu chamo da lei dos 80/20.

Bjs

Nanda

Quem toma conta da vida dos outros

5 dez

Já diziam os ditados: “Quem tem telhado de vidro não joga pedra no do vizinho” ou “Macaco não olha para o próprio rabo”.

Vejo muita gente por aí falando da vida dos outros, criticando, julgando, sem se preocupar com a vida ao seu redor.

Como se pode falar dos filhos de alguém se você tem filhos? Ou falar do marido de alguém se você tem um marido também? Sempre me coloco no lugar do outro e procuro não fazer aquilo que não gostaria que fizessem comigo.

Sigo a teoria que tudo na vida segue a lei do retorno, ou seja, aquilo que fazemos de bom volta para nós. Além do mais, como tomar conta da vida de alguém se mal temos tempo para tomar conta da nossa própria vida?

Bjs

Nanda

A percepção de cada um

4 dez

Ainda bem que na vida as pessoas são diferentes e possuem gostos distintos. Exatamente por isso, fica impossível definir o que é certo ou errado, o que é melhor ou pior.

Perco a paciência quando vejo pessoas intolerantes, que só acreditam nos seus pontos de vista e em suas próprias opiniões.

Eu acredito nas diferenças de percepções, em elenco de prioridades, em escolhas. Cada pessoa enxerga a vida de um ângulo, de um jeito, com um olhar próprio.

Respeito as percepções, os olhares, as prioridades e as escolhas de cada um. E se todos agissem da mesma forma, o mundo seria muito mais pacífico.

Bjs

Nanda

Filha artista

3 dez

Todo final de ano é sempre a mesma correria. Tenho uma filha artista que canta, dança, atua e se pudesse, fazia nem sei mais o que.

Em novembro começam todos os ensaios. E Deus me ajude pois são muitos os ensaios!

São milhares de aulas extras de jazz, balé e canto. São muitas apresentações. Milhares de horas de palco e muitas filmagens.

Filha artista é assim… muito orgulho para mim!

Bjs

Nanda

O limite de cada um

2 dez

A vida em sociedade é cheia de regras e, precisamos estar de acordo com elas para vivermos em harmonia com quem nos rodeia.

Todos nós temos direitos assegurados por lei mas, muitas vezes, nossos direitos extrapolam alguns limites que invadem o direito do outro. E é aí que o conflito se inicia.

Tenho o direito de ouvir música em minha casa mas, meu vizinho tem o direito de ter silêncio em seu apartamento. Como conciliar os dois direitos? Sem o bom senso das pessoas, não há acordo.

Por isso, costumo dizer que a rua é de mão dupla é que tudo na vida tem retorno. Não faço aquilo que não gostaria que fizessem comigo e procuro respeitar o direito das pessoas para que ninguém seja prejudicado.

Mas, nem todos pensam assim… Na grande maioria, as pessoas se colocam como o centro do mundo…

Bjs

Nanda

Fake news

29 nov

Não consigo compreender o motivo das pessoas fabricarem notícias falsas sobre os mais diversos assuntos. Quem ganha com isso? Se mais cedo ou mais tarde a verdade virá à tona.

São “fake news” sobre os mais variados assuntos desde política, morte de personalidades públicas ou inverdades médicas que podem prejudicar muita gente.

Também me surpreendo com a capacidade das pessoas em acreditarem em tudo o que está escrito, sem verificarem se a fonte é confiável e se o assunto se repete em outros sites. Para alguns aquele texto passa a ser verdade absoluta e replicam a informação sem dó e nem piedade.

Nos tempos atuais é importante ter cuidado com a veracidade das informações para não cometer nenhuma gafe.

Bjs

Nanda

Respeito às urnas

28 nov

Lembro quando Fernando Collor de Melo ganhou as eleições e a esquerda respeitou o resultado e o nosso presidente, enquanto ele permaneceu no poder.

Também me lembro quando Lula venceu as eleições nas urnas e a direita se convenceu de que ele faria um bom governo………

O mesmo aconteceu com a Dilma. Apesar de tantos protestos, a população deixou ela governar até quando ela se permitiu…rsrs

Mas eu confesso que jamais vi uma restrição tão direta e acirrada a um presidente eleito pelo voto popular. Fico me perguntando o que aconteceu com a democracia? Por que é tão difícil respeitar a decisão da maioria da população? Por que não dar espaço para observar os resultados?

Espero que os brasileiros sejam mais conscientes de suas responsabilidades e das regras que fazem valer uma democracia.

Bjs

Nanda