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Sobre Fazer Intercâmbio

9 dez

“Eu não sabia exatamente como começar a fazer esse texto, mas finalmente estou começando a escrever. Intercâmbio é um sonho, um sonho de muitas pessoas, mas nem todas tem a grande e incrível oportunidade de realizá-lo. E eu tive. Depois de muita insistência. Muito choro. Muitos pedidos. Muitas escolhas. Mas eu consegui! Mais um sonho realizado com sucesso, e agradeço por isso.

O que eu posso falar sobre essa experiência? Bem… Intercâmbio é abrir mão de uma vida inteira. Da sua vida. De tudo e de todos que você conhece. Dos seus costumes e práticas. Intercâmbio é perrengue, é dificuldade, é saudade (e muita saudade). Mas intercâmbio também é amor, felicidade, variedade.

Intercâmbio é aprender a viver de um modo completamente fora da zona de conforto. Intercâmbio é conviver com pessoas “estranhas”, a quem você não tem em quem confiar (no começo). Intercâmbio é desamparo. É se sentir perdido, em outro mundo, com medo do que está por vir. É estranho, inicialmente. Você não se sente confortável nem para pegar um biscoito no pote. Intercâmbio é mais do que um grande mix cultural. É mais do que aprender outro idioma. É mais do que conviver com pessoas diferentes todos os dias. Intercâmbio é realizar que estamos no lugar ideal para crescer. E crescer não só intelectualmente, mas crescer espiritualmente. É aprender não só lidar, mas aceitar as diferenças. É vivenciar momentos inesquecíveis. É se sentir livre, o dono do universo. Intercâmbio é uma escolha. Intercâmbio é um risco. Intercâmbio é uma experiência de vida.

Quatro meses, seis ou um ano. O tempo longe é difícil, todos os intercambistas sentem! Longe da família, dos amigos, da comida típica do seu país, da sua escola, das festas e do seu banheiro não compartilhado com toda a casa (e eu juro que essa é uma saudade forte). Intercâmbio é aceitar regras, e quebrar algumas. Intercâmbio é estar sujeito à tudo e todo tipo de família hospedeira. Intercâmbio é uma vontade, uma vontade de quem está disposto e quem tem coragem em apostar na sorte. Intercâmbio é viver intensamente em outro país. Intercâmbio é ser o dono de si pela primeira vez na vida. É aprender a arrumar cama, lavar roupa e cozinhar. Intercâmbio é passar frio, e MUITO frio. Intercâmbio é se perder antes de se achar. E as vezes, quando você acredita que se achou, acaba se perdendo de novo. Intercâmbio é criar senso. Intercâmbio é dar satisfação para além dos seus pais. Intercâmbio, ao contrário do que muitos acham, é responsabilidade. Intercâmbio é viajar o mundo numa só fase. Intercâmbio é conhecer gente de todo o planeta. Intercâmbio é aprender palavras (adequadas ou não) de outras línguas, em italiano ou em francês. É ouvir outros estudantes discutirem qual idioma é o mais difícil, se é alemão ou eslovaco. Intercâmbio é perceber o quão maravilhoso é poder vivenciar tudo isso. Estados Unidos, Inglaterra, Canadá ou Austrália. Alemanha, Portugal, França ou Suíça. Cada experiência conta. Cada experiência é diferente. Intercâmbio é não criar expectativas, e eu sei o quanto é difícil. Intercâmbio é aceitar os contras e agradecer pelos prós. Intercâmbio é ter aquele professor chato, que passa muito dever e não gosta de pessoas de outra nacionalidade. Mas intercâmbio também é ter aquele legal, que te entende, que apoia suas vontades e necessidades, além de brincar com você na aula. Intercâmbio não é estudo, e passa longe disso. Intercâmbio é farra, isso é fato. É jogar na mão de Deus e sair pela cidade de madrugada à procura do que fazer e sem hora para voltar. Ah, mas quando voltar, tem que ser de fininho, afinal, aqueles que estão dormindo não são os seus pais. Intercâmbio é medo de errar, mas acabar errando muito. Intercâmbio é descobrir coisas novas. É comer o que não gosta (e o que detesta também). Intercâmbio é rezar esperando um jantar que você tenha prazer em comer. Intercâmbio é engordar, não tem como fugir disso. Intercâmbio é sair totalmente da rotina. Intercâmbio é encher seu corpo, alma e coração com as novas vivências. Intercâmbio é se achar na vida. É uma reflexão pessoal. É abrir mão de muita coisa boa, e ser retribuído também. Intercâmbio é se virar nos trinta! Intercâmbio é fazer novas amizades e criar novos laços. Intercâmbio é se apaixonar por um(a) nativo(a) ou por outro(a) intercambista. Intercâmbio é investir em pessoas diferentes. É apostar na boa vontade de cada um. Intercâmbio é estar sujeito a receber todo o tipo de grosseria ao tirar uma dúvida, seja na aula ou seja para se localizar. Intercâmbio é ser cem por cento dependente do Google Maps. É pegar ônibus, trem, táxi e metrô. Intercâmbio é se assustar com os preços, é economizar, aprender o valor de verdade do dinheiro e tentar sobreviver com o resto dele que você gastou no primeiro mês. Intercâmbio não é uma viagem com os pais. Intercâmbio é aprender a levantar depois de cair muito. É errar o caminho de casa, da escola, do centro nos primeiros dias. É pegar o trem errado ou passar da estação certa. Intercâmbio é andar como você nunca andou antes. Intercâmbio é loucura. Intercâmbio é surtar.

Intercâmbio é se surpreender com tudo e todos. É aprender de uma vez por todas quem realmente se importa com você. Intercâmbio é valorizar cada vez mais as amizades verdadeiras e criar coragem para abrir mão das falsas. É de fato começar a não se importar mais com o que estão pensando de você, afinal, você está do outro lado do mundo. Intercâmbio é ter a chance de mudar, mudar para melhor. De evoluir, criar juízo e crescer, como eu já disse. Intercâmbio é saber que você vai se sentir completo pelo tempo que a experiência durar, mas que depois, o vazio vai permanecer pelo resto da sua vida. Intercâmbio é sentimento. É se entregar. É ser quem você sempre quis ser, mas dessa vez, sem alguma repreensão. É mudar o pensamento, o estilo e o paladar. É chorar, rir muito e aproveitar. Intercâmbio é literalmente sorte nas cartas. E caso você ache que não consegue suportar o pior, não desista. Vai servir para a vida. Intercâmbio é se abrir com outras pessoas. É criar intimidade e simpatia por essas mesmas. Intercâmbio é se preencher, e se sentir, pela primeira vez, completamente zerado. Sentir que não precisa de mais nada e mais ninguém. Se sentir bem. Bem consigo mesmo, bem com sua situação, bem com todos ao seu redor.

Agora, como qualquer experiência inesquecível, tudo sempre tem seu fim. Você vai chorar e sentir seu coração despedaçado espalhado pelo mundo todo. É sentir saudade de tudo. Da família hospedeira, das festas, das novas amizades, das tradições do país, de andar na rua à noite e se sentir seguro, das loucuras e surtadas, de tudo, menos do banheiro compartilhado com o resto da sua casa. Intercâmbio é dizer adeus, quando você não está preparado para retornar. Quando você não está preparado para abandonar sua nova rotina, seus novos amigos, sua nova família, sua nova vida. Intercâmbio é voltar para seu país realizado, com a certeza de que viveu os melhores momentos da sua vida. É saber que nunca mais haverá nada parecido com isso. É ter noção que foi uma escolha. Sua escolha. Afinal, a saudade é o preço que precisamos pagar por vivermos meses, histórias, dias e noites tão inesquecíveis quanto foram. “

(Beatriz Mosselman)

Me emocionei!!!!

Bjs

Nanda

Equilíbrio emocional

14 fev

Em tempos de vestibular e Enem ouvimos muitas notícias de que aquele aluno super inteligente não passou no exame. E ficamos surpreendidos!

Mas, se paramos para analisar a situação bem direitinho, podemos concluir que o equilíbrio emocional conta bastante na hora da prova. E isso vale também para a vida profissional.

Aqueles que são mais equilibrados, calmos, serenos e sabem controlar melhor as emoções tendem a se sair melhor nos testes mesmo que não sejam os mais inteligentes ou os mais estudiosos.

E os que estão mais preparados em conteúdo e não se preparam psicologicamente podem não alcançar bons resultados. Por isso, precisamos preparar melhor nossos filhos para que eles cheguem ao sucesso pelos seus méritos.

Bjs

Nanda

Dia de montanha-russa

1 fev

Adorooooooooooooo!!!!!!!!

Não entendo quem não gosta de sentir a sensação de arrepio quando estamos em uma montanha-russa. Até parece um pouco com o ritmo normal da vida, cheio de altos e baixos.

As subidas geram momentos de suspense, quando não sabemos o que está para acontecer. Retrata os momentos de ansiedade das nossas vidas e o nosso jogo de cintura para lidar com as surpresas da vida.

Já as descidas geram momentos de pânico, para alguns ou de adrenalina, para outros. A emoção está à flor da pele e a sensação é bem parecida com a de quem está vivendo um grande problema ou até, de uma grande paixão.

Me divirto nas montanhas-russas, ainda mais quando estou ao lado da família. Sinto borboletas na barriga e me deixo ser levada pelas sensações. Entro no ritmo de sobe e desce e aproveito o momento.

E quando acaba, tenho gosto de quero mais. Me deixa viver minha aventura nessa montanha-russa!!!!!!!!

Bjs

Nanda

Caminhos da razão x caminhos do coração

27 dez

Existem dois tipos de pessoas, as racionais, movidas pela razão e pela sensatez; e as emocionais, guiadas pelo coração e pelos sentimentos. Não há a certa ou errada, até porque acredito que tudo em exagero não serve.

Fui doutrinada em minha vida para seguir a voz da razão em todas as minhas escolhas. Foi praticamente uma lavagem cerebral e, não consigo agir de outra forma. Tenho muita dificuldade em identificar as vontades do meu coração.

Desde cedo aprendi a racionalizar cada situação vivida, colocando as escolhas em uma balança e analisando todos os dados para evitar erros e arrependimentos.

Mas hoje, com a maturidade chegando, fico me questionando se a voz do coração não deve ser ouvida. Se a nossa felicidade não está exatamente no caminho escolhido pela emoção. Se os sentimentos não deveriam estar nos centros de nossas vidas.

A dúvida é cruel e os caminhos são para escolhas definitivas. Seja a razão que nos proporciona aquilo que já conhecemos e não teremos mais grandes surpresas ou a emoção que pode nos levar por experiências nunca vividas…

Quem saberá?

Bjs

Nanda

Quoeficiente emocional

29 ago

Tenho observado muitos jovens inteligentes que não conseguem o sucesso tão esperado, sem motivo aparente. Um grande exemplo foi o grande número de finais que nossos competidores participaram sem conseguir o êxito da medalha de ouro. Fiquei me perguntando o motivo.

Será que eles não eram capazes, não tiveram sorte ou não estavam preparados? Ou, simplesmente, não estavam estabilizados emocionalmente para aguentar a pressão a que estavam submetidos?

Acredito que precisamos trabalhar mais com as nossas crianças e com nós mesmos o nosso quoeficiente emocional e nossa capacidade de dominar as nossas emoções. Precisamos controlar melhor nossas emoções para que possamos alcançar melhores resultados nos momentos decisivos.

Bjs

Nanda 

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