Hoje é aquele dia em que podemos inventar qualquer coisa e deixar as pessoas acreditarem. Tenho certeza que todos já brincaram de primeiro de abril!
Já inventei que estava grávida, que tinha ganhado na loteria, que tinha tirado zero em uma prova, que tinha acabado com o namorado, e assim por diante.
O engraçado é ver a cara de espanto da pessoa que está em nossa frente. Se conseguirmos conter o riso podemos levar o assunto a diante. Mas, eu nunca consegui me conter, caía na risada!
Depois de um ano tão turbulento, os nossos objetivos se tornam pequenos e bem previsíveis. No meio de uma pandemia, fica difícil imaginar viagens, festas e grandes eventos sem a tão sonhada cura para o COVID-19.
De qualquer forma, não podemos perder as esperanças. Então, por que não sonhar?
Meta de Mundo
“Desejo um mundo mais igualitário, sem diferenças abissais entre as pessoas, onde a meritocracia seja a lei, onde a política e o dinheiro não tenham tanta importância. Este é o mundo que eu desejo para os meus netos.”
Sei que meu sonho se trata de uma utopia e, consequentemente, impossível de ser alcançado mas, posso avaliar pelos passos que conseguimos dar. Gosto de ver a regras de vacinação sendo cumpridas. Gosto de saber que os critérios de idade e prioridade estão sendo cumpridos. Que a consciência daqueles que tentam burlar as regras fique pesada.
Meta de Vida
“Já tive muitas metas na vida. E sou vitoriosa por ter conquistado todas elas. Já quis atingir a maioridade, tirar a carteira de motorista, me formar na carreira que escolhi, arranjar um marido apaixonado, comprar a casa própria, ter filhos, ter sucesso no trabalho, viajar…
Hoje a minha meta de vida é ter saúde, ter mais qualidade de vida, ter o convívio com a minha família, inclusive, meus pais, ver as conquistas das minhas filhas e, envelhecer bem!”
Essa é uma meta vem longa e não conseguirei atingi-la em apenas um ano. Mas, cada passo conquistado é uma vitória. Toda a minha família ter vencido o Covid já foi um grande acontecimento. Estarmos com saúde é nosso mérito e, por isso, vejo que estamos no caminho certo para o cumprimento da meta.
Meta Pessoal
“Bem que eu quero umas coisas bem difíceis: comer o que desejo sem engordar, viajar o mundo inteiro, não precisar trabalhar, ter o corpo perfeito sem investir e sofrer com os tratamentos estéticos. Será que eu estou querendo muito????”
Sim, sempre eu quero muito. Mas, aprendi a ser feliz com o que tenho. Não posso comer o que quero sempre mas, como aquilo que posso e quando posso. A manutenção do peso é uma regra em minha vida. Me permito engordar durante o verão e emagrecer tudo logo em seguida. A pandemia não nos permite viagens, então me conformo com a companhia da família e o trabalho. E sigo feliz!
Metas para o Brasil
“Lá vem o papinho de política… Eu não voto em partidos, escolho pessoas, então, gostaria que o povo escolhesse melhor seus governantes e representantes, desejo que o resultado de uma eleição seja respeitado, que nossos eleitos façam valer a confiança das pessoas, que as aparências enganem menos, que as pessoas se importem menos e vivam mais.”
Confesso que essa polarização que vivemos hoje não melhora em nada o desenvolvimento do nosso país. Não deveríamos nos considerar direita ou esquerda. Deveríamos nos preocupar com a qualidade de vida das pessoas, de forma que o mínimo necessário fosse um direito de todos, assim como o trabalho e o acesso ao estudo. Deveríamos não nos preocupar com aqueles que acumulam riquezas desde que seja com o suor do próprio trabalho. Que sonho!
Meta do Mimimi
“Quero que todos os “mimimis” desapareçam, que as pessoas entendam que a cor não importa, que o gênero não importa, que a sexualidade não importa. Que o que importa de verdade é a inteligência, a capacidade de resolução de problemas, a gana de crescer e conquistar metas. Desejo menos cotas e mais igualdade de oportunidades, melhores escolas para todos e menos profissionais de nível superior medíocres.”
O mundo está muito chato. Nada mais pode ser dito. A grande prova foi um BBB ridículo, cheio de pessoas preconceituosas e armadas para a guerra.
Somos todos iguais desde o nascimento, homens e mulheres sem diferença. Alguns com mais oportunidades que outros. Porém, as oportunidades oferecidas não significa que serão abraçadas por eles. Nos resta a esperança de seguir em frente em busca das nossas conquistas.
Meta alcançada: 10%
Enfim… um planejamento diferente para um ano que tem tudo para ser diferente e está sendo diferente.
Pessoas indecisas, que não tomam atitude e nem seguram as rédeas de suas vidas me irritam…
Sou uma pessoa bem decidida e sempre soube exatamente o que queria da minha vida. Não costumo ficar em cima do muro ou empurrar com a barriga algo que preciso fazer.
Não consigo entender aquelas pessoas que deixam o tempo passar, que não se preocupam com o amanhã, que não se apressam em resolver os problemas.
Li esse texto no Facebook de um amigo e me identifiquei…
“Cresci vendo uma negra como âncora do Fantástico (Glória Maria).
Cresci vendo um nordestino, um negro, um galã de circo e um caipirinha (Didi, Mussum, Dedé e Zaca) formando um dos maiores grupos de humor do Brasil, os trapalhões, fazendo piadas e críticas ao sistema que hoje jamais seriam aceitas pela sociedade, como homossexualidade e problemas de dependência química com o álcool. Também vi um Grupo heterogêneo como o Casseta e Planeta, que tinha negro, branco e homossexual, fazendo piadas de mesmas temáticas que os trapalhões, serem referência de humor, detalhe, ambos na Globo.
Cresci vendo um travesti participando de todos os programas da família Brasileira sem nenhum problema (Rogeria). Cresci vendo um negro Gay (Jorge Lafond) ser um dos grandes nomes do humor nacional. Cresci vendo uma transexual ser padrão de beleza feminina e capa de revista masculina (Roberta Close).
Cresci vendo um Gay, com roupas não ortodoxas, ser um dos maiores cantores e voz do Brasil (Ney Matogrosso). Aliás, por falar em música, cresci tendo ídolos gays na música, como Cazuza e Renato Russo, fazendo críticas belíssimas ao sistema. Cresci vendo uma banda muito engraçada fazendo musicas zoando tudo que hoje é considerado impróprio, fazendo maior sucesso e criticando, de forma bem humorada essas situações (Mamonas Assassinas).
Quase todos meus ídolos do esporte são negros. Cresci vendo um negro como maior ídolo desse país (Pelé) e uma das figuras mais populares do Mundo.
Testemunhei um cantor gago, ex garçom, se tornar a voz romântica mais famosa desse país (Nelson Gonçalves). Por falar em Nelson, vi um outro, anão, fazer tanto sucesso quanto.
Cresci vendo um negro e um nordestino serem a maior
Referência cultural da MPB (Gil e Caetano).
Eu cresci vendo um homem gordo, zoando sua própria gordura, se tornar o apresentador mais bem pago do país (Faustão).
Cresci vendo um homossexual extremamente requintado, inteligente, em programas de família brasileira ser amado por muitos e ainda ter virado um dos políticos mais bem votados desse país (Clodovil) explicando que a sexualidade é um direito de cada um, e isso não tem nada a ver com o seu valor enquanto Ser humano.
Cresci vendo que a melhor maneira de defender seus direitos é abertamente expressá-los de forma educada e inteligente.
Eu cresci entendendo que preconceitos são estupidez, pois toda a minha formação foi com bons exemplos de representantes de todas as classes, em um país, que normalizou a presença de todos em programas de televisão, aonde tudo era discutido sem nenhum pudor.
Cresci entendendo de verdade o que era liberdade de expressão. Infelizmente, hoje com esse Mimimi da porra, não temos mais liberdade de expressão. Tudo que citei acima seria execrado por essa Nova sociedade chata para cacete!!
Hoje a “resistência” luta contra “monstros” e rótulos que ela mesma criou e tudo tornou-se proibido e preconceituoso.
Geração chata do caralho!!! Queria esse Brasil de volta.
Ah, quase esqueci do Jô Soares, com o seu beijo do Gordo e a incomparável, Escolinha do professor Raimundo, com todas as classes representadas… Gay, evangélica, malandro, marombeiro etc!
E nem conto os apelidos que tive e que me chamavam, nem sou frustrado por esse motivo e não era bullying !
Quem tem filhos crescidos sabe o quanto é importante mantê-los com os pés no chão e focados na vida real.
Gosto de sempre conversar sobre as dificuldades que passei na vida para que eles possam valorizar aquilo que possuem. Costumo mostrar o valor de tudo o que tem para que não se tornem adultos mal acostumados e acomodados.
Recomendo que todos ensinem seus filhos a lutar por aquilo que querem construir, com garra, com gana, com força e determinação nos seus objetivos.
Acredito que a comunicação entre pais e filhos e a mostra da vida real, sem esconder as dificuldades é o melhor caminho para criar filhos mais preparados e estruturados para o futuro.
É triste quando encontramos alguém que não gosta de ler, ou que mal sabe ler, ou ainda, que têm dificuldade de compreensão quando lê.
Acredito que a vida se torna mais limitada, com poucas possibilidades pois, tudo depende da comunicação.
Conheço pessoas que tem preguiça de ler uma simples mensagem, um simples aviso. Que se guiam por palavra chaves e, caem no erro em cumprir a orientação por não ter lido corretamente.
O que fazer com gente assim? Como orientar para que as pessoas leiam com atenção? Como melhorar a comunicação?
Um ano de pandemia, um ano de quarentena, um ano de distanciamento social. Antigos hábitos foram suspensos, novos surgiram.
Deixamos de sentir o vento no rosto, deixamos de abraçar os amigos, deixamos de mandar nossos filhos às escolas.
Por outro lado, aprendemos coisas novas, criamos novos costumes, desenvolvemos novas habilidades. Eu, por exemplo, passei a ler muito mais e me viciei em assistir séries.
A paciência também foi uma virtude que procurei desenvolver. Afinal de contas, viver sem socializar não é fácil para ninguém.
Tem situações inesperadas que acontecem na vida da gente para nós chacoalhar e nos fazer repensar sobre prioridades e valores.
Perder um amigo querido, de todas as horas nos tira o chão. Podemos ter a certeza de quão frágil nós somos e de que a vida é apenas um instante.
Estamos vivos hoje mas, não temos a certeza do dia de amanhã. A nossa saúde vive por um fio. Os planos de Deus sobre as nossas vidas são indecifráveis.
Perder um amigo e ver a tristeza e o sofrimento da família é cruel. Queremos carregá-los no colo, fazer cafuné, dizer que podemos ajudá-los em todos os passos. E que estamos com o coração em pedaços assim como eles.
Que você descanse em paz, meu amigo, Marcelo Ribeiro!