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Uma vida em vão

12 abr

(Silvana Gomes)

Oito de abril de um dia atribulado que inicia com a rotina perseverante que me impus em tempos de pandemia. Acordar, agradecer, me preparar para o dia de trabalho (agradecer especialmente por isso) e seguir na atualização nauseante, mas necessária do noticiário.

As notícias, atualmente, nascem, ora veja, sob o signo da morte. Morte de ídolos, amigos, parentes, todos seres humanos como eu, como nós, e morte dos ditos ceenepejotas. A quem fica, a diária missão de proteger a si e aos nossos, superar-se, reinventar-se e perseverar, características próprias da vida.

Nessa rotina de resistir, perseverar e tentar seguir com os afazeres, varro os olhos nos grupos profissionais das redes sociais e me deparo com um corpo inerte despencando do alto do mais importante cartão postal da cidade. Assim, sem filtro e sem censura.

Golpe seco e covarde na alma, às 11h da manhã de uma 5ª feira, 08 de abril. Choque, terror, lamento e revolta.

Precisamos disso para ficarmos piores do que já estamos? Até onde pode descer o discernimento humano ao postar algo assim pelo simples fato de tê-lo recebido? Onde estão nossos escrúpulos? Nossos brios? Nosso respeito por aquele ser humano que seguramente tem uma família, uma mãe, um pai, filhos, talvez…? Será que na bem abastada, bem nutrida e escolarizada mente de quem postou essa imagem sem qualquer pudor, não pesa o respeito e o decoro por outro ser humano?

Ciente que o resto do meu próprio dia já está condenado, lamento notar que a morte em si, que há meses, tanto avassala nosso dia-a-dia e nossos laços afetivos, seja ostentada dessa forma. A vida em vão, que em desespero despencou Elevador Lacerda abaixo, é a mesma de quem pede emprego, comida, casa, ajuda ou se preferir, auxílio digno, chance de estudo e igualdade de condições há gerações.

Quem resume essa tragédia a uma postagem impactante e lacradora, não percebe que a dignidade daquele ser humano já morreu há muito mais tempo, sem posses, sem nutrição, sem escolaridade, sem oportunidades, sem perspectivas, sem esperança e sem que ninguém ostentasse também isso nas redes sociais.

A vida em vão, além da que se soltou da Cidade Alta, é também a de quem vive, vê, ouve e nega esses gatilhos. Vive também em vão quem não sente e não se ressente com esses sinais. Quem não tem empatia pelo sofrimento do outro antes mesmo do desespero do suicídio. A morte, para essas pessoas, não quer dizer nada. Talvez porque elas já estejam mortas há muito tempo. Talvez desde que nasceram. Essa vida sim, é a mais ordinária e deplorável vida em vão.

https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/uma-vida-em-vao/

Bjs

Nanda

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Amigos para sempre

22 mar

Tem situações inesperadas que acontecem na vida da gente para nós chacoalhar e nos fazer repensar sobre prioridades e valores.

Perder um amigo querido, de todas as horas nos tira o chão. Podemos ter a certeza de quão frágil nós somos e de que a vida é apenas um instante.

Estamos vivos hoje mas, não temos a certeza do dia de amanhã. A nossa saúde vive por um fio. Os planos de Deus sobre as nossas vidas são indecifráveis.

Perder um amigo e ver a tristeza e o sofrimento da família é cruel. Queremos carregá-los no colo, fazer cafuné, dizer que podemos ajudá-los em todos os passos. E que estamos com o coração em pedaços assim como eles.

Que você descanse em paz, meu amigo, Marcelo Ribeiro!

Bjs

Nanda

#nandabahia #nandabahia74 #nandabahia.com #morte #amigo

Violência contra a mulher

16 ago

Basta prestar um pouco de atenção às notícias atuais para concluirmos que o mundo está muito longe de se tornar igual. Estamos horrorizados com a quantidade de mulheres assassinadas por seus parceiros, por ciúmes ou sentimentos de posse e nos calamos diante de tal situação.

Quando será que nós, mulheres, vamos viver a tal igualdade dos sexos? Quando ganharemos os mesmos salários e teremos as mesmas oportunidades? Quando deixaremos de ter medo dos nossos companheiros e viveremos uma vida segura e em paz?

Não podemos mais aceitar situações como as ocorridas com Marielle Franco ou Tatiane Spitzner. Não tem mais cabimento, em pleno século vinte e um que essas situações ocorram sem uma punição à altura do fato. Os homens precisam aceitar que somos iguais e fim de papo.

Abaixo a violência contra a mulher!

Bjs

Nanda

Morte súbita 

5 dez

É preciso acontecer uma tragédia internacional para que possamos perceber o quanto frágil é a nossa vida. Foi uma irresponsabilidade qualquer, um descuido sequer e, em um segundo, muitas vidas se foram.

Fiquei pensando, meio atônita, como algo assim acontece. Tantas vidas que estavam apenas começando, formando famílias, cheias de sonhos, desaparecem de forma tão trágica.

Fico imaginando no sofrimento dos familiares que ficaram, nas esposas e filhos, nos pais e mães que não esperavam ficar sem seus filhos.

Fico pensando no descaso das pessoas, na ganância por querer sempre mais e na falta de respeito e responsabilidade com a vida humana.

Vamos viver mais cada dia!

Bjs

Nanda 

Fatalidades da vida

19 set

O ciclo da vida é composto pelas fases da infância, adolescência, idade adulta e velhice. O mais comum é um pai ser enterrado pelo filho, um velho ir perdendo suas capacidades motoras e ir preparando todos ao seu redor para a sua partida. Quando o contrário acontece, ficamos atordoados.

Na semana passada, o Brasil ficou triste com a perda repentina de um ator no auge da carreira. Tudo aconteceu de repente, não estava nada programado, ninguém se preparou, a família não esperava. Não havia doença, não houve um acidente, não precisou de hospital, tempo de internamento, médicos. Simplesmente, nada…

Um mergulho foi o bastante para encerrar o ciclo da vida de forma tão prematura. Nos deixou órfãos do seu “Santo” ou “Ziah” mas, deixou muito mais órfãos e desamparados seus três filhos e esposa dedicada.

É, meus amigos, a vida é assim… Hoje, estamos aqui; amanhã, não sabemos…

Bjs

Nanda 

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