Em tempos de quarentena tudo mudou. Metade da população não está trabalhando da forma tradicional. As rotinas mudaram.
O mundo gira, as coisas mudam, os processos se modernizam. Temos que nos adaptar aos novos tempos. E quem melhor fizer se sobressairá.
Agora é chegado este momento. Novos processos, novas rotinas. Vamos aproveitar a tecnologia para concluir as tarefas e cumprir os objetivos com menor custo. Vamos otimizar os resultados!
O que importa é não parar de trabalhar e nos reinventarmos!
Conheço pessoas que já estão desesperadas por não saberem o que fazer no período em que não podem sair de casa. Mas, devo confessar que não foi tão difícil para mim assim…
Procurei aprender muito sobre a minha casa, colocá-la em ordem e verificar o que estava em desacordo com as minhas determinações. Arrumei todo o meu closet e vesti cada peça para não ter dúvida do que deveria permanecer ou ser doado.
Também aproveitei para ver e rever, junto com minhas filhas, os filmes clássicos mais famosos. Aposto que elas incrementaram muito o nível de cultura delas.
As lives foram um capítulo à parte e deram uma graça aos dias sempre iguais. Por que não uns momentos de som e entretenimento sem compromisso e regado a uma boa taça?
Arrumar os arquivos e atualizar o backup de fotos e dos posts do blog também foram atividades que ocuparam o meu tempo.
Em momento algum me senti entediada pois procurei aproveitar de forma diferente cada minuto dentro da minha casa. E vocês?
Durante este período de afastamento social pudemos ficar mais tempo em nossas casas e conhecer melhor o ambiente em que moramos.
Sempre fui uma pessoa muito organizada. Até escrevi um livro sobre como deve ser a arrumação da minha casa. Mas, nunca é tarde para aprender, repensar ou rever na prática como as coisas devem funcionar.
Penso na praticidade do serviço, na melhor forma de guardar os utensílios e como achá-los facilmente. Gosto de tudo do meu jeito e determino a forma de como fazer cada atividade.
Sou assim. Eu nasci assim. E serei sempre assim. Aqui em casa, tudo funciona da forma que eu quero.
E nada de festa. E nada de amigos. E nada de balada.
Um novo jeito de comemorar aniversário…
A quarentena está nos ensinando muita coisa , inclusive a priorizarmos a saúde, a família e as coisas mais importantes da vida.
Não é hora para festas, não há espaço para comemorações, não há motivo para reuniões de amigos. As festas ficarão para depois e que o próximo ano seja mais propício a compensarmos toda a falta de eventos deste ano.
“A sua imagem de jovem guerreiro, montado no cavalo branco e enfrentando um terrível dragão, obviamente reporta às várias lendas que narram esse feito extraordinário. A maioria delas diz que uma pequena cidade era atacada periodicamente pelo animal, que habitava um lago próximo e fazia dezenas de vítimas com seu hálito de fogo. Para que a população inteira não fosse destruída pelo dragão, a cidade lhe oferecia vítimas jovens, sorteadas a cada ataque.
Certo dia, chegou a vez da filha do rei, que foi levada pelo soberano em prantos à margem do lago. De repente, apareceu o jovem guerreiro e matou o dragão, salvando a princesa. Ou melhor, não o matou, mas o transformou em dócil cordeirinho, que foi levado pela jovem numa corrente para dentro da cidade. Ali, o valoroso herói informou que vinha da Capadócia, chamava-se Jorge e acabara com o mal em nome de Jesus Cristo, levando a comunidade inteira à conversão.
O significado seria que o dragão (o demônio) simbolizaria a idolatria destruída com as armas da Fé. Já a donzela que o santo defendeu, representaria a província da qual ele extirpou as heresias. Diz a tradição que as manchas apresentadas pela lua representam o milagroso santo e sua espada pronto para defender aqueles que buscam sua ajuda.”
Dizem que já não fazem mais homens como antigamente. Isso é verdade! Os homens estão mais modernos e mais de acordo com os tempos atuais.
Aquele romantismo de tirar o chapéu, beijo na mão, puxar a cadeira para a dama sentar e abrir a porta do carro já não existe mais.
As flores e chocolates ainda resistem um pouco mais de tempo às modernidades e urgências do momento. O cuidado deixou de existir, o romance e a sedução se tornaram efêmeros.
Os poemas… ah! Os poemas! Quem ainda faz poemas para a amada? A poesia se tornou chata e ninguém mais quer ler.
O mundo mudou e o romantismo deixou de existir. Será?
O mundo parou. As fábricas pararam, as lojas fecharam, os shoppings lacraram as suas portas também.
Nada de teatro, cinema, shows e festas. Onde estão os amigos e a família?
Os empresários colocaram as mãos na cabeça, ajoelharam no milho e rezaram para surgir uma luz no fim do túnel. O que fazer? Como pagar as contas?
E os profissionais autônomos? Como sobreviver? Ficando em casa…
Tão fácil falar quando se fica em casa e o salário cai na conta no dia certo no fim do mês. Tão fácil falar para ficar em casa quando não precisa perder o sono pensando em como pagar as contas.
E quando tudo isso passar? Como vamos juntar os cacos e curar as feridas? Tudo isso somado ao luto e as lágrimas pelos mortos.
A quarentena está sendo um período de aprendizado para cada um de nós. O mundo parou e o isolamento social nos obrigou a mudarmos a forma de ser.
Este período tem sido propício para a reflexão sobre as nossas prioridades e modo de vida.
Para muitos está sendo um período de autoconhecimento, de maior convívio com o marido e filhos, de reencontro com as nossas essências.
Também aproveitamos para conhecer mais da nossa própria casa, para desenvolver novas habilidades, para descobrir que somos capazes de muito mais coisas que nem desconfiávamos.
Com certeza, após esse mergulho no interior de nossas almas sairemos pessoas melhores, mais pacientes, mais maduras e fazedoras de um mundo melhor! Assim espero…