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O tapete

18 nov

Alguns dias acordo me sentindo a verdadeira Mulher Maravilha, apelido carinhoso que ganhei por conseguir resolver milhões de coisas ao mesmo tempo.

Outros dias, eu acordo sem vontade de nada, me sentindo a pior das criaturas é incapaz de resolver qualquer questão.

Então, achei esse texto perdido pela internet, de autor desconhecido, mas com uma excelente reflexão.

“Acho estranho quando me perguntam como eu dou conta de tudo.

A resposta é simples, sem graça.

Eu não dou. Não dou mesmo.

Seleciono prioridades, foco no que dá, varro o resto para debaixo do tapete.

No dia seguinte levanto a beiradinha do tapete, retiro umas coisas, escondo outras.

Se hoje as crianças foram dormir sem escovar os dentes, amanhã isso será prioridade.

Se hoje o jantar foi o chinês “okesoboro”, amanhã um almoço fresquinho é a missão número um.

Meu tapete nunca fica vazio.Nunca.

Aliás, tem dias que entulho tanta coisa lá debaixo, que derruba o que tiver em cima. Brigo com o mundo, choro um pouquinho, me sinto a mais desequilibrada das mulheres, espero pelo dia seguinte.

Mas há manhãs em que acordo cheia de amor próprio. Dou risada deste auê todo. Ignoro o tapete já pau a pau com o Monte Everest, e vou bela e formosa (cansada e de piranha no cabelo) tomar um banho demorado.

Algumas tardes viro a revolucionária do tapete. Brota no corpo uma energia que sabe-se lá da onde veio (provavelmente do brigadeiro de colher que comi escondido 3 noites atrás). E lá vou eu disposta a colocar tudo em dia. E não é que eu quase consigo? Se não fosse pelo quase…

E é assim.

Frustrante, alegre, desesperador, feliz.

Um eterno varre, esconde, esvazia.

Não se deixe enganar, tem sempre um tapete.

Na casa de algumas ele fica mais visível, logo na sala. Já outras preferem usar o do corredor. Mas ele está lá. Tem que estar. Se não a gente enlouquece.

Por trás destas imagens, existe uma mãe comum. De carne, osso, querendo emagrecer no mínimo 3kgs, e jurando que amanhã não irá esquecer de cortar as unhas das crianças.

Com dias bons pra caramba, no estilo: “A vida é bela, poderia ter 7 filhos, viver numa casinha de sapê, e ser feliz para sempre”. E com dias de “quem sou, onde estou, quem são estas pessoas?”

O denominador comum é o amor, que quando colocado na balança quebra o ponteiro.

Vira o jogo. Não dá nem chance. O coração é invadido por gratidão.

E com lágrimas nos olhos agradecemos por tudo.

Até mesmo pelo tapete GG!”

(Autor desconhecido)

Bjs

Nanda

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