Depois de um ano tão turbulento, como 2020, os nossos objetivos se tornam pequenos e bem previsíveis. No meio de uma pandemia, fica difícil imaginar viagens, festas e grandes eventos sem a tão sonhada cura para o COVID-19.
A vacina chegou, a economia não parou. As consequências foram bem melhores que a tragédia esperada. Muitos se foram, é verdade mas, não podemos perder as esperanças.
Então, por que não sonhar? Sonhei!!!!!
Meta de Mundo
“Desejo um mundo mais igualitário, sem diferenças abissais entre as pessoas, onde a meritocracia seja a lei, onde a política e o dinheiro não tenham tanta importância. Este é o mundo que eu desejo para os meus netos.”
Sei que meu sonho se trata de uma utopia e, consequentemente, impossível de ser alcançado mas, posso avaliar o sucesso pelos passos que conseguimos dar. Gosto de ver a regras de vacinação sendo cumpridas e o Sus funcionando para todos. Gosto de saber que os critérios de idade e prioridade foram seguidos. Gosto de ver a evolução da vacinação no país e no mundo. Agradeço por ter recebido as duas doses da vacina, por minhas filhas e meu marido estarem vacinados. Agradeço por meu pai ter sobrevivido à Covid mesmo que com muito sofrimento. Rezo para que o mesmo aconteça com todos e sinto por aqueles que perderam seus parentes queridos.
Ainda falta muito, falta saúde para todos, falta segurança para todos e, principalmente, falta educação e comida para todos. Quem sabe um dia chegaremos lá!
Meta alcançada: 50%
Meta de Vida
“Já tive muitas metas na vida. E sou vitoriosa por ter conquistado todas elas. Já quis atingir a maioridade, tirar a carteira de motorista, me formar na carreira que escolhi, arranjar um marido apaixonado, comprar a casa própria, ter filhos, ter sucesso no trabalho, viajar…
Hoje a minha meta de vida é ter saúde, ter mais qualidade de vida, ter o convívio com a minha família, inclusive, meus pais, ver as conquistas das minhas filhas e, envelhecer bem!”
Essa é uma meta bem difícil, requer tempo e não conseguirei atingi-la em apenas um ano. Mas, cada passo conquistado é uma vitória. Toda a minha família ter vencido o Covid já foi um grande acontecimento. Até o meu pai se libertou do vírus e das sequelas dele. Foi muita torcida e muita esperança. Finalizar o ano com saúde é a nossa maior vitória e, por isso, vejo que estamos no caminho certo para o cumprimento da meta. E seguiremos com as metas em 2022.
Meta alcançada: 50%
Meta Pessoal
“Bem que eu quero umas coisas bem difíceis: comer o que desejo sem engordar, viajar o mundo inteiro, não precisar trabalhar, ter o corpo perfeito sem investir e sofrer com os tratamentos estéticos. Será que eu estou querendo muito????”
Sim, sempre eu quero muito. Mas, aprendi a ser feliz com o que tenho. Não posso comer o que quero sempre mas, como aquilo que posso e quando posso. A manutenção do peso é uma regra em minha vida. Me permito engordar durante o verão e emagrecer tudo logo em seguida. Este está sendo um ano de muito estresse e, consequentemente, uns quilos a mais se apoderaram do meu corpo. Tratarei deles com radicalismo assim que a minha vida acalmar um pouquinho mais. A pandemia está durando muito mais do que o que esperávamos e já sinto muita falta das viagens, então me conformo com a companhia da família e o trabalho, que nos ajuda a ocupar o tempo. Só não nego que embarcar em um avião está nos meus desejos mais breves. E sigo feliz! E quem sabe voando bem em breve?!
Meta alcançada: 80%
Metas para o Brasil
“Lá vem o papinho de política… Eu não voto em partidos, escolho pessoas, então, gostaria que o povo escolhesse melhor seus governantes e representantes, desejo que o resultado de uma eleição seja respeitado, que nossos eleitos façam valer a confiança das pessoas, que as aparências não nos enganem, que as pessoas se importem menos com as outras e vivam mais.”
Confesso que essa polarização em que vivemos hoje não melhora em nada o desenvolvimento do nosso país. Não deveríamos nos considerar direita ou esquerda. Deveríamos nos preocupar com a qualidade de vida das pessoas, de forma que o mínimo necessário fosse um direito de todos, assim como o trabalho e o acesso ao estudo. Deveríamos não nos preocupar com aqueles que acumulam riquezas desde que seja com o suor do próprio trabalho. Que sonho! Deveríamos não nos preocupar com a cor da pele das pessoas, ou com o tipo de cabelo, ou com o gênero ou com a opção sexual de ninguém. O que importa de verdade é a ética e o caráter e, percebo que isso está sendo deixado de lado.
Ando muito enjoada das notícias atuais. Somos obrigados a tomar partido mesmo quando não queremos. E se eu achar pontos positivos e negativos em ambos os lados? Por que é tão difícil a aceitação das nossas escolhas?
Meta alcançada: 20%
Meta do Mimimi
“Quero que todos os “mimimis” desapareçam, que as pessoas entendam que a cor não importa, que o gênero não importa, que a sexualidade não importa. Que o que importa de verdade é a inteligência, a capacidade de resolução de problemas, a gana de crescer e conquistar metas. Desejo menos cotas e mais igualdade de oportunidades, melhores escolas para todos e menos profissionais de nível superior medíocres.”
O mundo está muito chato. Nada mais pode ser dito. As pessoas precisam medir as palavras e perder a autenticidade para não correr risco de cometer alguma gafe. O mundo está cheio de pessoas preconceituosas e armadas para a guerra.
Somos todos iguais desde o nascimento, homens e mulheres sem diferença. Não vejo mulheres brigando para terem mais privilégios que os homens. Pretos e brancos são iguais. Não entendo as brigas em busca de privilégios em função de cor. Alguns tem mais oportunidades que outros. Porém, mesmo com as oportunidades oferecidas não há a garantia que serão abraçadas por eles. Nos resta a esperança de seguir em frente em busca das nossas conquistas. E que cada um corra atrás do seu sucesso.
Meta alcançada: 20%
Enfim… um planejamento diferente para um ano que tinha tudo para ser diferente e foi bem diferente.
Este ano começou com muita expectativa pois vivemos um 2020 de medo e reclusão por causa da pandemia. Então, começamos 2021 de forma bem intensa.
O Covid se instalou geral e, depois de um verão tranquilo começou uma série de novos casos: eu, as meninas, minha mãe, um grande amigo (que não resistiu) e meu pai que nos deu um grande susto. O sofrimento foi por etapas mas, constante até o meio do ano.
Enquanto isso, mergulhei no trabalho como uma “workaholic” para compensar a maré mansa de 2019 e reverter os prejuízos. Não me sobrou tempo para nada. Amigos e familiares ficaram para segundo plano.
Um segundo semestre totalmente voltado para o trabalho e o convívio com as filhas, totalmente introspectiva.
Nada de viagens, de passeios pelo mundo, de festas grandiosas. Tudo muito restrito e acomodado.
Espero um 2022 mais leve, mais cheio de vida, com a presença de amigos e convívio com a família.
A vida de um adolescente é sempre muito conturbada. Eles vivem tão intensamente que parecem que habitam uma montanha russa radical.
Vivem eternos altos e baixos, com explosões de alegrias e tristezas. As emoções estão à flor da pele e todos os sentimentos estão potencializados pelo momento.
É um eterno disse me disse, criam tretas e se alimentam dessas discórdias criadas. Se amam e se odeiam em questão de segundos.
Só a maturidade trará o equilíbrio nessas emoções para que eles possam viver e conviver com mais tranquilidade. Me divirto com as conversas e tretas dos rapazes e moças que convivem com minhas filhas.
Natal em família é sempre muito divertido. Cada ano, uma situação diferente. A única coisa que não muda é o menu.
Ninguém desiste do peru (que eu acho maravilhoso), da farofa, do salpicão e do pavê na sobremesa. Podem até incrementar com algo diferente mas, o tradicional sempre está presente.
O espumante e o vinho deixam todos bem alegres e falando bobagens. Histórias do passado são lembradas e uns fazem gozação com os outros.
Presentes são trocados, crianças ficam felizes se ganham brinquedos e os adultos se divertem tentando esquecer da correria louca do final de ano.
O ano está acabando e o Natal chegou. Hoje é dia de celebrar com a família e amigos queridos.
Essa noite vamos reunir a família, comer peru e arroz com passas e tomar espumante! Depois vamos para casa esperar pelo Papai Noel com o seu saco de presentes.
Que ele nos traga a cura do Covid e o fim da pandemia, o retorno do nosso normal e a liberdade para não mais usar máscaras.
Que ele nos traga o direito de ir e vir de volta e a maravilhosa sensação de ouvir “portas em automático” e voar para os mais diversos destinos.
Existem vários tipos de vizinhos: festeiros, sorridentes, reclusos, emburrados, criadores de casos, solícitos, egoístas, e por aí vai…
O segredo de ser um bom vizinho é cuidar da sua própria vida e respeitar os limites dos direitos de cada um. Afinal de contas, um dia é da caça e o outro do caçador.
Hoje é o dia do vizinho e eu agradeço aos vizinhos que tenho. Somos todos parceiros, amigos e respeitadores dos direitos do outro. Entendemos que temos modos de vidas individuais e diferentes e, cada um preserva o seu espaço.
Da mesma forma que eu sou prestadora de serviço, eu sou cliente e, por isso, consigo fazer uma avaliação dos conflitos entre ambos de uma forma clara e imparcial.
Há todo o tipo de cliente: alguns super legais que, nos tornamos até amigos, outros tranquilos e cientes do acordo efetivado, já uns, não tão legais e, até inconvenientes pela forma de falar ou pelas exigências incomuns.
Do mesmo jeito que há prestadores de serviços maravilhosos, que podemos confiar de olhos fechados, existem aqueles que não cumprem com a palavra, enrolam os clientes e sempre buscam uma forma de sair ganhando.
Sou dessas clientes tranquilas mas, conscientes dos meus direitos e, como prestadora de serviço, mulher de uma única palavra: cumpro o que prometo.
Que bom seria se o mundo tivesse a relação cliente x prestador de serviços mais tranquila e transparente!