Sexta-feira 13 em pleno mês de agosto. Dia de sorte ou azar?
Não sou dessas que preferem ficar em casa nessa data se resguardando de problemas que podem vir a acontecer. Que não podem ver um gato preto e já acham que o mundo vai acabar. Que não passam debaixo de uma escada nem por decreto.
Eu acredito que todos esses “mitos” não traduzem as maldições de verdade para a nossa vida e que a simples data 13 não pode ser considerada um sinônimo de azar.
Dizem que os engenheiros são mais objetivos com o raciocínio lógico. Evitam rodeios e vão direto ao ponto. Eu sou bem assim!
Ainda lembro de um colega de trabalho que me disse que o termômetro da reunião era a minha fisionomia. Enquanto eu estivesse focada, tudo estaria sendo produtivo mas, na hora que eu viajasse nos pensamentos, mexesse no celular ou notebook, o conteúdo da reunião já não estava mais sendo útil.
Sou dessas que vive sem tempo para mimimis, que não tem paciência para rodeios, que não é hipócrita com os pensamentos e convicções.
Hoje é comemorado o dia do estudante. São aqueles que todos dizem que possuem uma vida fácil mas, nada é tão fácil assim.
Acordam cedo, dormem tarde, trabalham muito em seus estudos, viram noites para estudar para provas, quase não possuem tempo para malhar ou fazer uma refeição direita.
Aqueles que não perdem a esperança de tirarem uma boa nota, ou de colar em uma prova que não tenham estudado direito.
Aqueles, como eu, que mesmo depois de uma vasta experiência, resolvem atualizar os conhecimentos e aprimorar as qualidades.
Ultimamente temos ouvido falar das diferenças entre gerações. O termo cringe levantou as discussões e fui pesquisar para melhor entender o assunto.
As gerações se dividem em:
1928-45 – A geração “silenciosa”, dos nascidos até a metade do século foi profundamente marcada pela Segunda Guerra Mundial.
1946-64 – Os “baby boomers”, nascidos no pós guerra, vivenciaram eventos globais como a Guerra do Vietnã ou a chegada do homem à Lua.
1965-1985 – A geração X, que veio depois, viu o fim da Guerra Fria e presenciou o avanço da aids. Eu faço parte dessa geração!
1986- 1996- A geração Y ou Millenial foi a primeira verdadeiramente nascida no meio tecnológico. Foi bombardeada com um nível muito alto de informaçoes sobre o mundo, afastada dos trabalhos braçais e sobrecarregada de “prêmios” e facilidades materiais em troca de pouco ou nenhum esforço físico. Este processo ocorreu, em partes, devido a uma aparente compensação a partir dos pais, originários da geração X, possivelmente tentando compensar a lacuna material pelo qual podem ter passado, se comparadas às prosperidades econômicas da geração X com a da Y. Millennials como “geração boomerang” ou “geração Peter Pan”, porque foi percebido neles uma tendência a demorar alguns ritos de passagem para a idade adulta por períodos mais longos do que as gerações anteriores.
1997 – atual- A geração Z, por sua vez, certamente será fortemente marcada por sua experiência na atual pandemia.
É claro que eu amo a democracia e a liberdade de um sistema em que todos podem expor seus pensamentos. Nem me passaria pela cabeça propor a volta da ditadura.
Só que em algumas situações eu não sou tão contra um regime mais radical. Muitas vezes, quando damos muitas explicações, solicitamos opiniões diversas e abrimos as possibilidades, nos tornamos pessoas incompreendidas e deixamos de agradar a todos. Na verdade, nunca agradamos a todos e nem Jesus Cristo conseguiu isso.
Deixei de acreditar que a democracia é o regime mais correto e justo para muitas situações. A educação dos filhos não pode ser um regime tão democrático pois, existem situações que não são negociáveis.
Um outro exemplo é no funcionamento de uma empresa onde a democracia segue até um limite que, sempre é desrespeitado pela maioria. Ou seja, em algum momento a ordem deve ser imposta de cima para baixo, como um ajuste de parafusos e porcas para que tudo entre nós eixo novamente!
Vivemos em um mundo em que as pessoas se tornaram desconfiadas, tipo “seguro morreu de velho”, ou “confiar desconfiando”, ou ainda “laranja madura na beira da estrada ou está podre ou está bichada”!
O princípio de que todos são inocentes até que se prove o contrário não é muito levado em conta na sociedade em que vivemos. As pessoas vivem de olhos bem abertos para as demais, esperando pela mentira a qualquer momento.
Quando nos deparamos com alguém transparente e verdadeiro, ficamos com um pé atrás, esperando ser surpreendidos por alguma falsidade. Não conseguimos viver leves e sem o peso da desconfiança porque a vida já nos passou muitas rasteiras.
Será que algum dia iremos conseguir acreditar nas pessoas e no mundo em que vivemos?
A vida da gente tem uma complexidade tão grande que, na maioria das vezes, seguimos a rotina sem a preocupação com os detalhes que, geralmente, fazem a diferença.
Quando nos deparamos com pessoas que se preocupam com o bem estar daqueles ao seu redor, que cuidam de detalhes simples, porem muito representativos, ficamos emocionados e passamos a valorizar os gestos.
Cuidar de todos ao nosso lado faz parte da essência do ser humano. Mas, quando nos preocupamos com pequenos detalhes como, por exemplo: um bouquet de flores, uma caixa de chocolates, um cartão escrito à mão, um ambiente perfumado, um encontro surpresa, um abraço bem apertado, um telefonema inesperado, uma mensagem de solidariedade.
São tantas as possibilidades que não temos desculpas para não valorizarmos mais as pessoas ao nosso redor.
Se engana quem pensa que festa do pijama é um evento totalmente infantil. Tudo depende de quem está participando e vivendo o momento.
Já são 29 anos de amizade e nunca tivemos uma briga sequer. O tempo só nos fortaleceu, só nos ensinou, só nos amadureceu.
Nem sempre falamos aquilo que a outra queria ouvir. Nem sempre fomos sensíveis às dores da outra, nem sempre fomos preocupadas com o coletivo, afinal de contas, somos humanas e também cometemos erros. Porem, sempre fomos sintonizadas e conectadas umas com as outras.
Uma noite de meninas, com direito a vinho e champanhe. E realmente foi muito vinho e muito champanhe. E muitas risadas, e muitas recordações, e muito amor envolvido. Quase não dormimos, queríamos aproveitar cada minuto daquele momento.
Voltamos aos tempos de faculdade e nos envolvemos com a nossa essência, de quem fomos, de quem fomos e de quem sempre seremos.
Amo vocês, minhas amigas queridas! A nossa festa do pijama foi inesquecível!!!!
De repente, fui pega desprevenida com a definição de que sou cringe. E agora?
Tentei entender o que o termo quer dizer e não consegui. Já li comentários sobre diversos pontos de vista:
Alguns comentaram que quem gosta da Disney, se diverte usando emojis no WhatsApp, toma café da manhã com calma, usa peças como calça skinny (que eu amo!!!) ou sapatilha de bico redondo, penteia o cabelo repartido para o lado e até usar a palavra “boleto” eram típicos exemplos de atitudes “cringes”.
Os jovens não sabem da missa metade do que tivemos que passar para sobreviver e nos transformar. Sou cringe com muito orgulho.