Gregos e Troianos 

16 mar

  
Quando Nelson Rodrigues disse que toda unanimidade é burra, ele tinha o perfeito conhecimento da realidade, mesmo porque é, praticamente, impossível agradar a um grande número de pessoas sem desagradar alguém.

Enquanto uns preferem o dia, outros preferem a noite. Alguns são simples e despojados, outros preferem o glamour e o requinte. Uns se contentam com pouco, outros querem conquistar o mundo.

Se organizamos uma festa, o impasse está feito: os bebedores de cerveja não compreendem a diferença de quatro anos no envelhecimento do Whisky. Mas, para quem está acostumado com a maioridade dos rótulos dourados, não consegue nem pensar em uma dose de um “vermelhinho”.

Como padronizar um evento para paladares tão distintos? De Grand Krug a Sidra, se um nem ouviu falar do outro? A única certeza é que os vinhos doces de garrafão ficaram mesmo no passado, junto com as farras de adolescentes. Esses, ninguém mais fazem questão.

E o menu? Ó céus…. Do churrasquinho de gato com farofa e feijoada ao fois gras e escargot. Talvez, um filet ao molho madeira e massa com molho de camarões seja o meio termo para satisfazer a grande maioria.

Mas, enfim, nem Deus agradou a todos e não serei eu que vou agradar a Gegis e Troianos!

Bjs

Nanda 

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