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Quando me Tornei Invisível

3 ago

Vi esse texto e achei que devia compartilhar com você. É de cortar o coração!

“Já não sei em que datas estamos, nesta casa não há folhinhas, e na minha memória tudo está revolto. As coisas antigas foram desaparecendo.E eu também fui apagando sem que ninguém se desse conta.

Quando a família cresceu, trocaram-me de quarto. Depois, passaram-me para outro menor ainda acompanhada das minhas netas, agora ocupo o anexo, no quintal de trás.

Prometeram-me mudar o vidro partido da janela, mas esqueceram-se. E nas noites, que por ali sopra um ventinho gelado aumentam mais as minhas dores reumáticas.

Um dia à tarde dei conta que a minha voz desapareceu. Quando falo, os meus filhos e netos não me respondem. Conversam sem olhar para mim, como se eu não estivessem com eles. Ás vezes digo algo, acreditando que apreciarão os meus conselhos, mas não me olham, nem me respondem, então retiro-me para o meu canto, antes de terminar a caneca de café. Faço isso para que compreendam que estou triste e para que me venham procurar e me peçam perdão…

Mas ninguém vem . No dia seguinte disse lhes:

– Quando eu morrer, então sim vocês irão sentir a minha falta.

E meu neto perguntou:

– Estás viva avó? ( rindo)

Estive três dias a chorar no meu quarto, até que numa certa manhã, um dos netos entrou para guardar umas coisas velhas. Nem bom dia me deu , foi então que me convenci de que sou invisível.

Uma vez os netos vieram dizer-me que iriamos passear ao campo. Fiquei muito feliz, fazia tanto tempo que não saía!

Fui a primeira a levantar, quis arrumar as coisas com calma, afinal nós velhos somos mais lentos, assim arranjei-me a tempo de não atrasá-los. Em pouco tempo, todos entravam e saíam correndo da casa, atirando bolas e brinquedos para o carro.

Eu já estava pronta e muito alegre, parei na porta e fiquei à espera. Quando se foram embora, compreendi que eu não estava convidada, talvez porque não cabia no carro. Senti que o coração encolhia e o queixo tremia, como alguém que tinha vontade de chorar. Eu os entendo, são jovens, riem, sonham, se abraçam, se beijam e eu e eu…. Antes beijava os meus netos, adorava tê-los nos braços, como se fossem meus. E até cantava canções de embalar que tinha esquecido. Mas um dia…

Um dia a minha neta que acabava de ter um bébé me disse que não era bom que os velhos beijassem os bébés por questões de saúde. Desde então, não me aproximo mais deles, tenho tanto medo de contagia-los! Eu não tenho magoa deles , eu perdoo a todos , porque que culpa têm eles, de que eu tenha me tornado invisível?”

Texto original – ” El dia que me volvi invisible ”

Autora-Silvia Castillejon Peral

Bjs

Nanda

Cada um com sua loucura

27 jul

Dizem que todos nós somos loucos, cada um a seu jeito. Afinal de contas, se formos muito certinhos, a vida perde seus encantos.

Eu não sou mesmo normal. Tenho cá as minhas loucuras e manias. Há quem me ame assim. Há também aqueles que me detestam. Pensam que eu me importo? Nem um pouquinho!

Quem me conhece sabe que vivo buscando a perfeição. Gosto de tudo muito organizado e me sinto agoniada quando vejo as coisas fora do lugar. Até um manual de arrumação da casa eu já escrevi. Cada coisa no seu lugar e tudo organizado pelo degradê das cores.

Sou apaixonada pelos supérfluos da vida. Gosto de perfumes e jamais consigo usar uma única fragrância. Sou louca por maquiagem e, não sou fiel a marcas ou cores. Posso estar com batom vermelho em um dia, vinho no outro ou até nude, vez em quando.

Bolsas, sapatos e óculos são os meus pontos fracos. Nada de apego a um único fiel escudeiro. O lema sempre é variar!

Qual a loucura de vocês?

Bjs

Nanda

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